O conhecimento como construção coletiva
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Sobre este e-book
Dra. Maria de Assunção Lima de Paulo.
"Existem muitas críticas aos limites educacionais das políticas para esse nível de ensino [Médio], especialmente em relação à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A construção da BNCC foi problemática e seu texto tem problemas muito sérios em relação à concepção de competência e habilidades. O trabalho coordenado por Cassiano, no entanto, mostra uma questão importante. Não é a norma ou a política educacional que faz a realidade educativa. Dentro do que está proposto para a Sociologia e o Componente Eletivo, foram sendo trabalhados temas e questões que possibilitaram a construção desse livro. Assim, pode-se concluir que há espaços importantes para um trabalho alternativo e crítico, desde que haja propostas boas e desejo de participar".
Dr. Telmo Marcon
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O conhecimento como construção coletiva - Cassiano Quinino de Medeiros Figueirêdo
Dedico este livro aos meus filhos Benício e Lis, para quem tento constantemente servir de exemplo, e à minha esposa, Leila, pelo amor, compreensão e paciência a mim destinado.
O desconfortável bem, que conhece
Deve buscar em si mesmo a motivação para se tornar o bem.
Se preciso for, reinvente a vida para, assim, redescobrir onde ele habita.
O caminho?
Passa pela paz interior, provocada pela percepção de que existem pares que almejam o conhecimento. Idêntico a você.
Mas também, passa pelo desconforto de conhecer. O que não é fácil!
No fim, restam os conhecedores e os que não conhecem.
O que os separa?
O ser.
Ser o desconfortável bem, que conhece, ou, ser o bem, que não conhece.
A escolha, quando possível, é o que os separa.
Conhecer é o melhor caminho para ser o bem pleno.
(Figueirêdo, 2020).
PREFÁCIO
As atuais reformas pelas quais passam a educação brasileira têm como características fomentar um modelo de educação que Cristian Laval (2019) denominou neoliberal. Falando especificamente sobre a escola, o teórico francês, afirma que esse arquétipo, apesar de não ser homogêneo em todos os espaços onde está sendo operacionalizado, se caracteriza por três diretrizes: a desinstitucionalização, a desvalorização e a desintegração. Segundo este autor, a hibridização entre aspectos específicos do mercado e modos de comando característicos de sistemas burocráticos restritivos é predominante, apesar da resistência dos professores.
O projeto de escola que está sendo reproduzido no Brasil, com base nas orientações da Base Nacional Curricular Comum, pode ser considerado nos moldes da escola neoliberal
, pois considera a educação como um bem econômico (Laval, 2019) e foi construído com pouca participação social, mas com forte participação de grupos empresariais privados que estão empenhados em produzir um modelo de educação mercadológica, e têm exigido das escolas uma série de adaptações que, em última instância, recai sobre os professores. Sem uma participação democrática na construção desses planos, os professores da educação básica se veem na posição de criar condições para cumprir uma série de exigências de novas disciplinas e metodologias de ensino, que, muitas vezes, sem tantas possibilidades objetivas, precisam ser efetivadas.
A política educacional imposta, apesar de deixar de lado o homem omnilateral, que congrega aspectos mental, físico e técnicos, inseparáveis da educação e da política, articulando o tempo livre e o tempo de trabalho (Lombardi, 2018), não está fechada e é na prática dos professores em sala-de-aula que se encontra as possibilidades de, a partir da superação desses limites, usar o próprio espaço do currículo para burlar esses interesses e praticar uma educação que tenha como objetivo mais do que a internalização de conteúdos, mas a prática social transformadora como meio de conhecimentos.
Resultado dos desafios impostos por essa realidade, este livro é fruto do exercício da imaginação sociológica
(Mills, 1982) do professor Cassiano Quinino, que ousou se imbuir da metodologia freiriana, pautada na autonomia dos oprimidos, para criar as condições de produção do conhecimento a partir da busca da transformação da realidade social dos estudantes por meio da relação escola/comunidade.
Apesar de o tema do meio ambiente e da sustentabilidade ser considerado um dos prioritários do século XXI, ações relacionadas com práticas ambientais sustentáveis não são recorrentes, especialmente em pequenas cidades, menos ainda, quando estão diretamente relacionadas com atividade política de jovens, que através da ação prática tiveram a oportunidade de apreender, vivenciar e compreender conteúdos teóricos, através do que Giddens (1989) definiu como um processo de reflexividade vivenciado pela consciência prática e discursiva.
Assim, o professor com uso de múltiplas metodologias foi capaz de despertar nos estudantes a compreensão de conceitos sociológicos, políticos e antropológicos, presentes nas práticas de organização da comunidade, de articulação das instituições sociais, da construção de sociabilidades com minorias sociais, da prática relativamente simples de planejar, incentivar, colher, organizar e transformar o óleo de cozinha usado em sabão, além de praticar uma economia solidária, pautada no respeito às condições da comunidade.
Para sistematizar o aprendizado, o professor usou de múltiplas metodologias, que fez os alunos saírem da prática para produzir uma consciência discursiva, uma hermenêutica pautada na ação prática e na interação entre o conhecimento tradicional, técnico e conhecimento científico.
A coragem do professor é o que está presente neste livro. Coragem de trabalhar para muito além do tempo de aula, coragem para buscar ajuda, coragem antes de mais nada, para desafiar o desejo dos estudantes do Ensino Médio de se aventurarem e se desafiarem a escrever. Mas, mais importante que escrever é o processo que os levou a escrever os capítulos que compõem este livro. E é sobre este processo que o leitor precisa se inspirar para entender a importância deste. Foi a coragem do professor que transformou a sociologia científica na escolar através de um processo de reflexividade, que tirou a sociologia da teoria, levou à ação prática e sistematizou a ação prática em conceitos que fizeram sentido para os alunos, porque partiram de suas próprias ações.
Através da coragem, o professor exercitou com os estudantes a imaginação sociológica ao fazê-los refletir através das suas ações organizadas para estabelecer os contatos com vários setores da sociedade civil, estabelecer parcerias, acompanhar o processo de coleta de óleo e produção de sabão, tendo como base a compreensão da realidade social, dos conceitos de política; economia, trabalho, desemprego e luta de classes; meio ambiente e sustentabilidade; socialização; pobreza e exclusão social; estratificação e desigualdade social.
Para potencializar o debate dos conceitos, o professor lançou mão de uma técnica lúdica de trabalho em grupo: o jogo de perguntas e respostas, que possibilitou a compreensão por parte dos alunos, que culminou com os textos apresentados neste livro. De maneira simples, com linguagem de estudante de Ensino Médio, os estudantes demonstram compreensão dos conceitos, conseguem relacionar com sua prática no trabalho do projeto denominado PREFÁCIO e exercitam a escrita sistemática, tão necessária para o desenvolvimento daqueles que estão em fase de transição para a vida acadêmica ou profissional.
Por isso, este livro é inovador. Inova por trazer a sistematização, por parte de estudantes, de um trabalho de extensão social feito por eles, com orientação do professor, mas que motivou vários setores da sociedade civil não só a agir, mas a pensar em questões que estão discutidas nas escolas e academias e que não chegam até a comunidade. Por outro lado, inova porque valoriza o conhecimento dos estudantes não apenas na prática social, mas na escrita, uma atividade atribuída aos mestres. Se é difícil os professores produzirem textos para fora do seu espaço escolar, para estudantes, tornarem-se autores de um texto para leitura externa à escola, de um conteúdo que se apresenta de maneira simples, mas embasada em autores clássicos, torna-se mais difícil ainda. O trabalho é de grande importância tanto para sua formação escolar, como para formação como cidadãos que têm o direito de expressar de variadas formas suas ações e visões de mundo.
Campina Grande - PB, 15 de fevereiro de 2021.
Dra. Maria de Assunção Lima de Paulo.
REFERÊNCIAS
GIDDENS, Antony. A constituição da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
LAVAL. Christian. A Escola não é uma empresa. O neoliberalismo em ataque ao ensino público. São Paulo, Boitempo: 2019.
LOMBARDI, José Claudinei. A educação e a Comuna de Paris: notas sobre a construção da escola pública, laica, gratuita e popular. In. ORSO, P. J.; LERNER, F.; BARSOTTI, P. (Orgs). A Comuna de Paris de 1871: história e atualidade. São Paulo: Ícone Editora, 2002.
MILLS, C. Wright. A Imaginação Sociológica, Rio de Janeiro. Zahar, 1982.
SUMÁRIO
Capa
Folha de Rosto
Créditos
INTRODUÇÃO
Parte I
PROJETO PREFÁCIO: A SOCIALIZAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Ana Júlia de Medeiros Cavalcante | Brenda Maria Medeiros Fernandes | Hudemberg Medeiros Paiva | Joyce de Araújo Medeiros | Luciano Medeiros de Mariz | Mileny da Costa Lima | Samir Fernandes Leite | Talita Ashley Cardoso de Araújo
DOS DESAFIOS DE UM JOGO À CONQUISTA DO APRENDIZADO
Ana Caroline de Medeiros | Beatriz Morais Nóbrega | Daniel Morais de Figueiredo | Eric Rian de Araújo Souto | Leandro Lopes Medeiros
PREFÁCIO: UM PROJETO QUE ENVOLVE CONHECIMENTO, AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO
Alícia Medeiros de Farias | Jullyano Souza de Medeiros | Kailane Silva de Medeiros | Luiz Felipe Marinho Oliveira | Maria Ellen de Medeiros Alves | Maria Luíza Medeiros de Morais | Vitória Lima de Oliveira | Vitória Maria de Araújo Medeiros | Thaís Gomes Oliveira Dias
ENTRELAÇANDO CONCEITOS: A UTILIZAÇÃO DE UM JOGO PARA COMPREENSÃO DO PROJETO PREFÁCIO
Alan Sousa da Silva | Camilly Eduarda de Medeiros | Edivan Medeiros Lopes | Inácio Neto Araújo da Silva | Marcos Vinícius Silva de Medeiros | Maria Eduarda dos Santos Vale | Maria Eugênia Lopes da Silva
MEIO AMBIENTE, SUSTENTABILIDADE E SOCIALIZAÇÃO EM MEIO AO PREFÁCIO
Álvaro Luiz Nóbrega Santos da Costa | Andressa Andrade de Medeiros | Carlos Mário de Araújo Medeiros | Ícaro Pablo Nóbrega | Luan Medeiros dos Santos | Luana Cecília Lins Felipe | Maria Fernanda de Medeiros | Paolla Graziele Nascimento Lima
Parte II
ESTABELECENDO RELAÇÕES: UM JOGO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS E O PROJETO PREFÁCIO
Ana Carolina Costa de Medeiros | Claudiane Camile Morais de Medeiros | Henrique Áleffe Silva Brito | Jéssica dos Santos Alves | João Emanuel Bulcão de Medeiros | Laura Eduarda Medeiros Pereira | Marcus Vinícius da Costa Medeiros
PREFÁCIO: APRENDER PELA SOCIALIZAÇÃO
Ana Lídia Dantas de Araújo | André Santos de Araújo | Débora Aires Noberto | Gabriele Lucena Rodrigues | Laura Nogueira Morais de Oliveira | Letícia Araújo da Silva | Maria Natielly Medeiros Araújo
NÃO EXISTE PLANO ‘’B’’: COM O CAOS ECOLÓGICO, PRECISAMOS DE POLÍTICAS SUSTENTÁVEIS
Geovanna Santos de Souza
PERCEPÇÕES: A SOCIOLOGIA, UM JOGO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS E O PREFÁCIO
Anselmo Medeiros Santana | Eliabe Medeiros da Silva Lira | Gustavo Brito Davi de Farias | Igor Cauê Leandro Martins Teixeira | João Henrique Lucena de Araújo | João Pedro Cavalcante da Silva | João
