"É tudo novo", de novo: as narrativas sobre grandes mudanças no mundo do trabalho como ferramenta do capital
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Sobre este e-book
Os argumentos empresariais em torno da inovação defendem que o padrão atual de políticas públicas e ações coletivas relacionadas ao trabalho é inexoravelmente anacrônico e, para evitar um desastre no mercado de trabalho, seria preciso "flexibilizar" e "modernizar" os trabalhadores e as legislações trabalhistas. Embora predatórias, essas narrativas são tão poderosas que acabam sendo assimiladas por parcela importante de trabalhadores e instituições, ajudando a criar uma espécie de "profecia autorrealizável" à medida que são reproduzidas.
Em uma linguagem acessível, o livro enfatiza a importância de não assumirmos como verdadeira a retórica capitalista dominante, o que possibilita que as forças do trabalho abram espaço para a criação de alternativas à pauta do capital.
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"É tudo novo", de novo - Vitor Araújo Filgueiras
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É tudo novo
Após a Segunda Guerra Mundial, o capitalismo viveu um período de relativa estabilidade que ficou conhecido como a Era de Ouro. Nessa conjuntura, contratos por prazo indeterminado, salários crescentes e condições mínimas de emprego eram um norte no mercado de trabalho dos países centrais. Esse cenário não foi regra na maioria das nações, mas, em muitos casos, o emprego com previsão de direitos também crescia com suas economias.
Todavia, esse cenário mais civilizado de capitalismo (ou a esperança de algo assim) não durou muito. Uma confluência de fatores fez com que o mundo do trabalho, em escala global, entrasse em uma rota de importantes transformações entre o fim da década de 1970 e o início dos anos
