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A Vida Continua
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E-book161 páginas2 horas

A Vida Continua

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Sobre este e-book

A vida e a natureza têm as suas próprias leis que o ser humano normalmente desconhece. Muitas vezes nos julgamos perdidos diante das batalhas que a vida nos imponhe, dada a escolha dos caminhos que identificado anteriormente. Por desconhecer o futuro, chegamos mesmo a maldizer as situações desafiadoras em que nos encontramos. No entanto, assim foi a vida do jovem promissor Diop, filhos de pais separados, apesar de ser galante com muitas moças da sua idade, nunca amara ninguém, seus romances duravam pouco tempo dada o esfriamento repentino da atração inicial. Como qualquer rapaz da sua idade, ele tivera algumas aventuras ariscado com mamoite do arraso. Era um romântico do jeito dele que tirava da vida o que podia-lhe oferecer. Não acreditava no amor dos poetas. Depois de ter terminado o Liceu, sonhara alegremente em trilhar novos rumos, isto é, fazer faculdade de comunicação social e ser exímio jornalista político, conquistar uma situação financeira estável e escolher uma mulher inteligente, culta que lhe agregasse alguma coisa e casar. Ser alguém melhor, um exemplo e orgulho aos seus irmãos e mãe querida. Porém, imersos nas vicissitudes existenciais, aos 17 anos ainda no ensino médio, apaixonou- se perdidamente pela Dinamena e aos 18 engravidou. Jovem de família rica, simples de espirito, nobreza de alma, uma menina doce, com ideias próprias sobre a vida e que gostava de levar a vida como queria, fazer o que julgava certo e ético sem se importar com os preconceitos mundanos. A maioria das jovens da sua idade tinha cabeças cheias de coisas lunáticas que aprenderam no meio social. Esperavam um príncipe encantado e acordaram frustradas e infelizes. Depois levavam a vida de casado para frente com receio de confessar o próprio fiasco. Ela porém, não esperava nada disso, olhava as coisas de outra forma. Gostava de espontaneidade, olhar as pessoas e apreciar seus aspetos de personalidade, valorizar as qualidades que descobrisse ou pelo brilho de sua inteligência. Foi assim, que apaixonou-se pelo Diop e diante daquela situação, ela tinha a certeza de que era com ele quem viveria a vida toda, mas não tenciona esforçar nada. Acreditava no rumo natural das coisas, porque ela sempre defendeu que a vida continua.  

IdiomaPortuguês
EditoraEditora Chivinga
Data de lançamento12 de ago. de 2024
ISBN9798227181602
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    A Vida Continua - Adriano Sumbo

    CAPITULO l

    -D iop vinha do preparatória quando decidiu ir ver a sua amada namorada Dinamena, que de forma calma, com uma serenidade que sempre lhe caracterizara, abraço-a carinhosamente e lhe encheu de beijos fofos e amasso, pedindo-o para sentar.

    - Porém, quando ambos sentaram junto ao jardim que fica próximo da Avenida dos Anjos, Dinamena enfatizava o quanto amava o namorado, o quanto apreciava; o quanto gostava da sua espontaneidade, sua inteligência, seu auto controle e ele igualmente jurara que estaria com ela seja qual situação. 

    -No entanto, depois de muitas juras de amor, Dinamena lhe informou que estava gravida, que em seu ventre crescia um ser fruto do seu amor e que apesar de não estar nos planos delas de antemão, vai enfrentar tudo e todos em prol do bem-estar de seu filho. 

    -Diop perplexo sei lá de alegria ou tristeza, não conseguiu dizer nada. Nos seus olhos uma chuva de lágrimas e lembranças invadiam o seu coração. Pensou nas épocas em que não amava ninguém, quando galopava de uma paixão para outra. Pensou na hora em que se apaixonou pela Dinamena e nas qualidades dela, que mesmo sendo praticamente rica não se importava de ficar com ele que era um quase zé-ninguém desde a fuga do pai.

    ​[1]Em meios aos pensamentos benévolos, uma onda de negatividade tomou conta dele, julgara que só faz loucura, que seria melhor fugir, que aquilo não era real e perdido estava, que o mundo terminara e que a vida não é justa colocando-lhe esta causa paternal, logo ele que nada sabia fazer de concreto, que nunca trabalhou, que para se alimentar dependia da sua pobre mãe dona Luena, que dia a dia perambulava as artérias da cidade zungando a fim de ganhar alguma coisa para provir a ele e a seus irmãos.

    -Diop chorava muito. Dinamena não entendendo o real motivo, se é de alegria ou tristeza, mantinha-se serena aguardando o fim do choro, limitando-se em abraça-lo sem nada dizer. 

    -Porém, Diop, levantou os olhos, olhou firmemente na Dinamena e viu uma luz e serenidade jamais vista em um ser, assustou-se, sem saber o que dizer, abraçou a amada, e dentro de si, perpassava muitas ideias. 

    -Dinamena contudo disse: nosso pensamento é força, luz e realização, meu amador namorado, não tema, juntos e com a força do nosso amor podemos e vamos ser muito felizes. Os meus pais são pessoas de bem, sempre me entenderam, ficarão tristes pelo fatídico acontecimento, mas no final estarão do meu lado. 

    -Diop levantou-se, abraçou a Dinamena e em seguida disse-lhe que precisava pensar no que fazer, que encontraria uma solução em casa. Despediu-se dela que sem entender bem o comportamento do namorado que a pouco prometera estar com ele em quaisquer situações, calou-se e caminhou até sua casa, um trajeto noviço, uma vez que sempre que encontrava com o Diop no jardim dos Anjos ele o acompanhava até a porta da sua casa que nem era distante uma da outra, pois era tão-somente separado por duas travessas. Diop no entanto, naquele dia depois daquela notícia, preferiu dar a volta e deixá-la. Dentro da cabeça dele o mundo terminara, e vida dele era a mais penosa de todas.

    -Dinamena preocupada de certa forma, porém, não querendo dar azo ao negativismo, chegou em casa, abriu a porta e encontrou a sua família toda na sala. Dona Zolani, senhor Matuidi, Yurca e o Joel seu irmãos. Saudou-lhe cordialmente, dirigiu-se ao wc, lavou a mão e em poucos minutos sentou-se com eles para confecionar o jantar. 

    -Na mesa diante dos filhos, o senhor Matuidi, exclamou: tenho muito orgulho de vocês, meus filhos, criador é muito bom por me ter agraciado três excelentes filhos, dizia ele. Joel o primogénito era Professor do ensino médio e noivara uma ex. colega da faculdade, à Solange. Yurca linda, morena, olhar inocente, inteligente e muito divertida, estava a cursar a Contabilidade Gestão na UAN, Dinamena a cassula, porém, terminou o ensino médio em Finança Pública e esperava o momento para os testes de admissão ao ensino superior e trilhar os mesmos caminhos dos seus irmãos. 

    -Senhor Matuidi e dona Zolani eram felizes com o trajeto de seus filhos. Pediram ao Joel que casa-se tão logo com a Solagem a fim de dar-lhe neto, mas ele disse que não estava nos planos ter filho tão logo assim. Que precisava conquistar a sua independência financeira, ter o que é dele, do seu suor e não viver a custa do pai.

    -Senhor Matuidi Nzila empresário de sucesso nos ramos de construção de imóveis. Aproveitava o ensejo para faturar e assim ajudar o país rumo ao desenvolvimento. A sua empresa estava plantada em quase todo território nacional. Reservara em segredo uma casa para ofertar ao seu filho quando este decidir casar, mas ele não pensava nesta possibilidade tão cedo assim. A conversa entre família continuou, trocaram ideias, recordaram tempos de glórias e outros episódios memoráveis e em seguida cada um foi para o seu quarto descansar. 

    -Dinamena, quando chegou no quarto, depois da convivência com a família, atirou-se na cama e pensara como deixaria o pai assustado, surpreso, feliz ou quem sabe decepcionado, mas como ela acreditava não ser bom se martirizar com as coisas das quais não se pode controlar, preferiu mudar de pensamento e idealizar como seria a sua vida linda e brilhante com a vinda deste novo ser. Indagava-se sê é menina ou menino, como é a cara dele, será parecido com o pai ou tem a minha cara que as pessoas adjetivam de inocente! Acariciava a sua barriga feliz e em seguida caiu num agradável sono. 

    -Diop depois daquele encontro caminhava feito um louco, deixara a sua namorada na sorte dos deuses, não o acompanhou como de práxis. Pensou em fugir, mais para onde iria! Se nem dinheiro para transporte ele tinha naquele momento. Chegou em casa, parou na porta e pensou como seria a vida dele daí em diante, precisava fazer alguma coisa, abortar aquela criança ou arranjar um emprego para sustentar a família que estava preste a construir. Porém, não acreditando muito na naturalidade das coisas, nem na força que advirá daquela situação, deu força aos pensamentos vitimista e acreditou que era azarado, que não tinha sorte, que o momento não tinha saída. Pensou na namorada que ele tanto amava, pensou na mãe que muito lutava para provir o sustento de casa, pensou nos seus irmãos menores, o Ambriz, a Nairobi e a Luzaka, como seria a vida deles depois desta notícia?

    -Apesar do grande amor, sem pensar nas consequências, se convenceu que abortar​[2] seria o caminhou correto, a única saída. Buscou a forma de se acalmar e não demostrar suspeita em casa, entrou e foi direito para o quarto, olhou atentamente o seu organigrama e viu o que planejara para a sua vida: não estava incluído ter filho antes da formação, muito menos sem ter conquistado a estabilidade financeira.

    -Chuvas de lembranças, rosto da sua amada namorada lhe veio em mente, ele disse: eu te amo, vou dar um jeito nesta barreira colocada em nossas vidas, precisamos nos formar, conseguir um bom emprego e só depois nos casaremos e teremos filhos. Vamos por as coisas em ordem. Não pensou nas consequências psíquicas e físicas que ela pode causar a sua namorada.

    -Firme nas ideias que voavam em sua mente, não acreditava que a vida tem seus caminhos diferentes, e que os seus pensamentos não são as do Criador, nem tão pouco os seus caminhos. Alimentou a sua ideia de fuga da paternidade se a namorada não aceitar abortar, nem conseguiu mais descer para jantar ficou a noite toda navegando nos pensamentos, o que lhe custou o sono e só dormiu na manhã do dia seguinte ao nascer do sol.

    -Acordou as 12 horas, a mãe já saíra, foi à zunga, o Ambriz, Nairobi e a Luzaka foram na escola. Banhou e olhou para a casa que o pai deixou quando decidiu trilhar outros caminhos da vida, apesar de grande não possuía muitas coisas das quais deveria se orgulhar. O pai foi para onde ninguém sabe e abandou a família que dele dependia sem nenhum remorso. 

    - Os familiares do pai, tirando o Irmão dele, o Mawete, não se importavam com os rumos das coisas. A mãe também não lá de grande família. Era tudo entregue a sorte. O pai pequeno ajudava no que podia quando estivesse presente, visto que era um exímio aventureiro, um filósofo que buscava conhecer toda ÀFRICA. 

    -Ele sendo o mais velho dos irmãos, naquela tarde percebeu que lhe era chegado o momento de mudar as coisas, amenizar as cargas da mãe que durante estes três anos em que o marido se fora, muito tem feito para manter o sustento dos seus quatro filhos. 

    -Pensou seriamente se era boa ideia fazer faculdade, quem custearia? Depositava grande parte da esperança em bolsas de estudo, mas se não ganhasse! Como daria continuação ao estudo! Dentro da cabeça perpassavam mil ideias.

    -Pensou no pai que os abandonara se ao menos pensasse na vida dos filhos! Considerou, e se ao menos ele enviasse mesada ou sustento que ele certamente tinha capacidade para tal, mais por alguma razão desconhecida não enviava, as coisas ficariam e seria mais ou menos calmo. Pensou como era possível um homem que sempre admirara e respeitara, que sempre se dedicara a sua família de corpo alma, de um dia para outro fruto de complicações de conguês sob influência dos parentes, decidiu abandonar a mulher e os filhos na normalidade se desligar como se não tivesse uma responsabilidade.

    -Decidiu cozinhar alguma coisa, já estava com fome, comeu e em seguida, como já era a hora do preparatório, se arrumou e foi. Chegado ao preparatório, assistiu as aulas na normalidade, trocou algumas impressões com os seus colegas, acerca da pretensão futurística em se dar bem na vida. Lembrou-se novamente do Pai e dentro de si, prometera em ser melhor homem e nunca trilhar os mesmos trajetos dele. Portanto, o conceito de bem que ele defendia estava fortemente enraizado no materialismo fruto das vicissitudes da vida precária que foram submetidos

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