A atuação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha nos conflitos armados não internacionais
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A atuação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha nos conflitos armados não internacionais - Roberta da Silva Falleiro
© Roberta da Silva Falleiro 2013
Editor: Rafael Martins Trombetta
Revisão: 3GB Consulting
Capa: Humberto Nunes
Editoração: Cristiano Marques
www.buqui.com.br
www.editorabuqui.com.br
CIP-Brasil, Catalogação na fonte - Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ
F183a
Falleiro, Roberta da Silva
A atuação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha nos conflitos armados não internacionais / Roberta da Silva Falleiro - 1. ed. - Porto Alegre, RS : Buqui, 2013.
72 p. : il. ; 21 cm
ISBN 978-85-8338-042-9
1. Intervenção humanitária. 2. Humanitarismo. 3. Assistência humanitária.
4. Direitos humanos. 5. Intervenção (Direito internacional público).
6. Relações internacionais. 7. Política internacional. I. Título. II. Série
13-06796 CDU: 341.1/8
04/11/13 05/11/13
Dedico esta obra a todos aqueles que acreditam e lutam
pela prioridade da dignidade da pessoa humana acima de qualquer
distinção discriminatória. E agradeço aos meus pais Gladis e Roque,
à minha avó Beatriz, à minha tia Mirian, aos amigos, em especial ao Wambert, e ao Matheus.
Cada um de nós é responsável por tudo e
para todos os seres humanos.
Dostoiévski
RESUMO
Tendo em vista o crescimento no número de guerras ocorridas entre Estados, a criação de um regulamento que proporcionasse a proteção fundamental dos envolvidos e a limitação dos meios empregados tornou-se imperativa. Assim, surgiu o Direito Internacional Humanitário. O presente trabalho propõe-se a analisar o contexto histórico em que tal ordenamento foi criado e se difundiu, bem como examinar sua natureza e importância no cenário mundial. Dentro dessas circunstâncias, esta monografia busca, também, ressaltar a autoridade do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, reconhecido pela comunidade internacional como o guardião e principal difusor das normas de Direito Internacional Humanitário, e, ainda, destacar a sua imprescindível atuação nos conflitos armados não internacionais, diferenciando-os, por sua vez, daqueles internacionais, a fim de tentar amenizar os seus efeitos, por meio de ações de paz e apoio e como intermediador das partes beligerantes.
Palavras-chave: Direito Internacional Humanitário. Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Humanidade. Conflitos armados internacionais. Conflitos armados não internacionais.
ABSTRACT
The International Humanitarian Law emerged from the need to regulate the increasing number of armed conflicts between countries, in order to protect the people involved and restrict the means used. This paper aims to analyze the historical context in which that law was created and spread, and to examine its nature and importance in the global scene. Under these circumstances, this work seeks to highlight the authority of the International Committee of the Red Cross, which is recognized by the international community as the guardian and diffuser of the Law of the Armed Conflicts. It also illustrates its imperative performance in non-international armed conflicts, differently from the international ones, trying to temper the effects, throughout actions of peace and support as well as an intermediary to the parties.
Key words: International Humanitarian Law. International Committee of The Red Cross. Humanity. International Armed Conflicts. Non-International Armed Conflicts.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho propõe-se a explanar acerca da importância do Direito Internacional Humanitário (DIH), suas origens e formas de aplicação, bem como faz um paralelo com o surgimento do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a atuação deste último, sobretudo nos conflitos armados não internacionais.
Enquanto o primeiro capítulo trata do histórico do Direito Internacional Humanitário e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, bem como de suas respectivas naturezas jurídicas, o segundo capítulo aborda o conceito de conflitos armados internacionais e não internacionais e a sua distinção, para, e, seguida, discorrer acerca da atuação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha nesses últimos.
Dessa forma, na primeira parte do primeiro capítulo, introduz-se o contexto histórico no qual o Direito Internacional Humanitário foi criado, bem como de que maneira se fizeram necessárias as diferentes codificações realizadas e para quais fins foram instituídas as normas de tratados, resoluções e convenções durante as inúmeras conferências que ocorreram. A abordagem histórica parte do princípio de que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha surgiu paralelamente ao DIH, e, por tal razão, seus nascimentos e desenvolvimentos não podem ser desassociados, de maneira que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha sempre esteve presente em todos os momentos importantes da existência do Direito Internacional Humanitário.
Outrossim, a segunda parte do primeiro capítulo é dividida em dois componentes. Primeiramente, discorre-se sobre a natureza do Direito Internacional Humanitário, o que é, a que se propõe e por quê. São ressaltados os conceitos de jus in bello, jus ad bello e jus post bello e sua importância para o Direito Internacional Humanitário, bem como destacado o caráter de jus cogens aplicado a esse ordenamento. É abordado, ainda, o âmbito de sua aplicação e a diferenciação entre o Direito Internacional Humanitário e o Direito Internacional dos Direitos Humanos (DIDH).
Posteriormente, passa-se à análise da natureza jurídica do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, considerado organização internacional atípica e sujeito de direito internacional. São elucidados os princípios fundamentais que regem seu trabalho, bem como o caráter sui generis que a comunidade internacional lhe outorgou para realizar seus fins.
Ainda, a primeira parte do segundo
