A Vida Continua: Histórias e Vozes
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A Vida Continua - Nelson Santrim
NELSON
SANTRIM
A VIDA CONTINUA
(Histórias e Vozes)
Salazar Era de Esquerda
Tivemos o 25 de Abril, essa data ignominiosa, e agora temos esta liberdade que ninguém quer. Mas quem é que deseja ser livre neste país?… Toda a gente se encosta ao Estado! É a esquerda que, disfarçadamente, tomou conta de tudo e mantém este estado de coisas, um Estado obeso e opressor.
Não haja dúvidas, vivemos tempos de uma ditadura da liberdade, todos somos obrigados a ser livres. E quem não quiser ser livre? É isto a liberdade? É isto o direito de escolha? Porque é que os cidadãos não têm o poder de decidir se querem ser livres ou não? É esta a liberdade dos senhores que nos governam…
António de Oliveira Salazar foi o homem que mais fez por este País, o problema é que era de esquerda e por isso se usou a expressão Estado, no Estado Novo. Salazar era, indubitavelmente, de esquerda. Se tivéssemos o direito a endireitar o País, o Estado seria imediatamente abolido. Nem sequer temos o direito a escolher. É por isso que as eleições neste nosso País são uma farsa. Querem obrigar-nos a votar, mas não nos deixam escolher se queremos ser livres ou não.
A atual esquerda é herdeira direta do Professor Doutor Oliveira Salazar, que fez o que pôde, tem de ser reconhecido, mas que, infelizmente, quase não era perfeito, por ser um homem de esquerda. Ainda que perfeito, Salazar era em certos aspetos um marxista ortodoxo. Tudo isto está documentado. Houve muita canalhice por parte dos comunistas que invejavam a solidez marxista de Oliveira Salazar.
Mas tudo se sabe, a verdade vem sempre ao de cima, e hoje em dia ninguém que estude o Estado Novo pode negar que se tratava de uma ditadura do proletariado. Assente em princípios marxistas, Salazar foi um homem do seu tempo, o mais brilhante, mas ainda assim um político afeto à esquerda. Esse foi o seu único defeito, embora o País nunca tenha conhecido tamanha pujança e indubitável progresso como nos tempos do Estado Novo.
Hoje temos esta corja de políticos de esquerda que nos esmagam com a sua corrupção e hipocrisia. É avassaladora esta forma de sistema governativo que esmaga o cidadão comum. Se é para ter uma esquerda no poder que seja uma esquerda salazarista, isso sim! Precisamos de uma esquerda salazarista, se é para termos a esquerda a mandar em Portugal!
Dão-nos direitos e esquecem-se que mais importantes são os nossos deveres. Para que queremos ter direitos? Para que queremos direitos? Que interessam os direitos? Os direitos não interessam para nada! São tão somente uma forma de querer enganar o Povo. Precisamos de uma nova ditadura do proletariado como a que tivemos durante a vigência do Estado Novo. Nesse tempo havia respeito pelos cidadãos!
Hoje em dia existem direitos, não só deveres. Mas que raio de conversa é esta? Querem desmoralizar-nos com a facilidade com que reconhecem direitos aos trabalhadores e aos cidadãos em geral! Não passarão! Devemos lutar até à nossa última gota de sangue contra os nossos direitos! Mas o Povo, o Povo está adormecido… Confundem um verdadeiro homem de esquerda como foi Salazar, com estes esquerdistas que nos governam desde o 25 de Abril. É tempo de recuperar o legado do Doutor Salazar e estabelecer no nosso país uma verdadeira democracia.
O Estado Novo, apesar de ter sido um regime de esquerda, nada de confusões, era uma verdadeira democracia. Não nos faltava nada. Agora é isto. O País tem de mudar. Precisamos de uma revolução. Precisamos de políticos da têmpera de um ditador, pois só assim teremos verdadeira democracia. Só não vê isto quem não quer. Salazar fez mais do que podia. Infelizmente, era um homem e um político marcadamente de esquerda. Diz o Povo que no melhor pano cai a nódoa e por isso qualquer pessoa informada lastima que Salazar tenha sido, apesar de todos os seus inexcedíveis brilhantismo e clarividência, um pouco de esquerda. Só pecou nisso. Mas há de haver mais salazarismo. É o de que este País precisa.
O Sentido de Trabalhar
Não tenho quaisquer dúvidas de que o trabalho é o que dá sentido à vida e esse sentido culmina no enriquecimento. Afirmo mesmo que seria melhor ser um infeliz rico do que um feliz pobre. Só o ganhar dinheiro interessa, só o ganhar dinheiro nos deve interessar.
É o dinheiro que nos dá paz de espírito e nos possibilita sermos boas pessoas. Porque a falta de dinheiro torna as pessoas maldosas, desvirtua o melhor dos carácteres. Só o dinheiro nos dá a liberdade, só o dinheiro nos faz livres e não existe tal coisa como ser-se escravo do dinheiro. É isto um absurdo.
A riqueza, só a riqueza, pode sem dúvida mudar o mundo, pela força do nosso trabalho, o trabalho de todos os gestores e administradores de empresas, os grandes empresários e os apostadores nas bolsas comerciais.
É claro que trabalhar dá saúde! É claro que trabalhar nos dá o verdadeiro sentido da vida! E com saúde e com objetivos, facilmente enriquecemos. Hoje em dia só não enriquece quem não quer. Infelizmente, muitos querem trabalhar pouco e receber muito em troca. Simplesmente, não é possível. É preciso trabalhar mais e mais, até que se consiga enriquecer. Quem não enriquece é porque não trabalha o suficiente.
A ambição é sempre boa, a ganância acaba por ser aceitável e acaba por ser uma virtude. Que seria de nós se não fossemos gananciosos? Seria o fim do progresso e do desenvolvimento, o mundo pararia. Ter ganas, é ser ganancioso no bom sentido! É preciso ser ganancioso, no bom sentido! Só os preguiçosos e os falhos de ambição não vêem isto. Por incrível que pareça, há quem viva sem objetivos e não queira trabalhar.
A trabalhar se está no bom caminho para enriquecer. O rico é sempre alguém obcecado pelo trabalho, no melhor sentido. Não há ricos preguiçosos, ao contrário dos pobres. Muitos pobres são doentiamente preguiçosos. É esta uma patologia frequente na quase totalidade dos pobres. Os pobres têm medo de trabalhar, são medrosos. Os pobres são extremamente cobardes. A cobardia impede-os de trabalhar com afinco.
Um rico é sempre um homem de bem, virtuoso, e um pobre sempre um degenerado. Em suma, o rico é bom e o pobre é mau. É mais fácil um rico passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no Reino dos Céus. Não há que deturpar esta nobre e certeira verdade. Os pobres são prevaricadores e grandes pecadores. É preciso que sejam castigados. Mas o castigo deve ser a cura, e por isso devem ser levados, obrigados mesmo, pois não o querem muitas das vezes, a trabalhar.
O problema do pobre é a estupidez de não ver o sentido que o trabalho dá à vida. O rico é inteligente e por isso trabalha melhor e aproveita as oportunidades à sua disposição. No mundo próspero, os ricos medram e os pobres lerpam. Não há volta a dar. Um rico é sempre feliz, acaba por sê-lo, e o pobre inevitavelmente infeliz. É a lei da vida. Se queremos viver num mundo com sentido, devemos acarinhar os ricos e desprezar os pobres. Só assim o mundo será justo e equilibrado.
É Preciso Que Tudo Faça Sentido
É preciso que tudo faça sentido para que não se compreenda. Nada deve parar de funcionar para que tudo pare. Assim se vai levando a vida para lado nenhum e isso é importante porque não tem importância nenhuma.
É preciso que hajam vozes discordantes para que haja harmonia e que todos se entendam. Por favor, não me aplaudam, isso deixa-me orgulhoso pensando que me querem mal. Tudo deve ser claramente obscuro. O que dizemos deve ter um sentido camuflado para sermos totalmente honestos e percebidos com clareza. É importante a clareza para que não nos entendam e nos considerem muito inteligentes, mesmo que não o sejamos.
Devemos invocar a Deus sendo ateus empedernidos. É preciso enganar toda a gente com zelosa honestidade. Devemos homenagear quem desconsideramos para assim sermos tidos em boa conta quando louvamos o que ninguém espera que louvássemos porque seria de mau gosto. Devemos ser apoliticamente incorretos. Não tenhamos receio de ser apolíticos quando nos introduzimos nos meandros da política. Devemos servir-nos da política criando a ilusão sã de estarmos a servir os outros. Devemos ser honestos quando ludibriamos o nosso próximo!
Devemos ser brandos com a rigidez, sabendo bem que ninguém consegue dizer duas palavras certas dizendo a verdade. Esta, a verdade, só nos interessa na medida em que a saibamos usar nas nossas mentiras. Isso é importante, embora negligenciável. Temos de ser responsáveis ao não querer saber das nossas responsabilidades. Devemos ser muito eficientemente desleixados. É preciso, sobretudo, valorizar o que não interessa.
Não devemos desvalorizar o que não interessa a ninguém, que não interessa sequer ao Menino Jesus. O que não interessa tem de ser levado a peito. Devemos aceitar que nos escrutinem desde que tenhamos a certeza absoluta de que não nos vão destapar a careca e descobrir os podres. O acessório é o mais essencial. Devemos sempre fazer o que é inútil, mesmo que seja prejudicial.
O mais importante são as palavras do que as ações, pois que as palavras não enganam nem deixam dúvidas. Os atos não são nunca expressão do quer que seja. Contra argumentos não existem factos. Os factos podem ser mentira e são-no quase sempre. O que vale mesmo são os argumentos. Se puderem ser auxiliados pela estatística tanto melhor.
Ninguém precisa de andar desperto. Não é importante despertar para os problemas da vida. São poucas as vidas exigentes e repletas de coisas a fazer e a resolver. A vida não se faz de problemas. O importante é deixar as coisas andar e não fazer hoje o que podemos largar para amanhã. A vida cuida de si mesma e nós, se quisermos intervir, só vamos atrapalhar.
Uma das verdades deste mundo é que não existe verdade nenhuma, absolutamente nenhuma. Em boa contradição, a verdade não existe. É importante que não se saiba isto, e é por isso mesmo que me esforço por transmitir e espalhar esta mesma ideia. Sempre a sublinho para passar despercebida. Melhor do que a discórdia apenas o caos e é preciso que se ignorem as soluções para melhor se resolverem os problemas.
O tempo não dirá que tenho razão, isso é um segredo público. Não sou arrogante ao ponto de achar que ninguém me deve prestar atenção. Acho que a única atitude coerente é dar-me razão, inclusive nas minhas assumidas desonestidades. Sou honesto ao afirmar que não sou honesto, pelo menos não a todo o momento, e isto é observável. Habitualmente ajo sempre de maneira diferente em todas as ocasiões e faço questão de que me levem a sério quando não estou a ser sério.
Tudo isto é a mais pura das mentiras.
Contra A Política
Detesto pessoas que se metem na vida dos outros. E o que fazem os políticos? Digam-me: o que fazem os políticos? Os políticos andam sempre a meter o nariz onde não são chamados. Livrem-nos dos políticos, pelo amor de Deus! A política não interessa a ninguém e os políticos andam sempre a meter o bedelho nas nossas vidas.
Eu não pedi para nascer em democracia ou em ditadura, sob um governo socialista ou sob um governo liberal. Eu não pedi nada! Portanto, deixem-me em paz! A política não me interessa e, mesmo que me considerem um animal, pelo menos não sou um animal político. Abomino a forma como a política tenta imiscuir-se na minha vida, com as suas regras e as suas leis, as suas chamadas e os seus discursos. Eu nem sequer quero votar quando houver eleições!
Que história é esta de nos quererem governar? Deixem-nos estar! Quero distância da política, não quero saber dessa porcaria onde as moscas estão sempre a tentar sugar-nos desde o sangue até ao tutano. Não quero saber da política para nada. Não quero ser incomodado, quero viver a minha vida sem a intromissão de estranhos. Quero lá saber de ministérios; da Economia, da Educação, da Justiça, da Cultura, da Defesa, da Administração Interna e todas essas tretas! Dêem-me sossego!
Eu quero viver a minha vida com simplicidade e não com esta coisa que me tenta controlar, que me tenta moldar, que me tenta fazer uma coisa que eu não sou: eu não quero ser um cidadão. Quero ser apenas um homem, um ser humano e nada mais. Não quero saber da política para nada! Não quero saber dos jogos da política! Eu não quero entrar nesses jogos!
São políticas disto e daquilo e eu sinto-me esmagado e desautorizado na condução da minha própria vida. Eu não quero saber das escolhas que me propõem, das políticas e das leis, e de toda esta opressão fiscalizadora dos agentes da política. Não me interessa para nada ter este ou aquele direito, ter este ou aquele dever. Eu só quero viver a minha vida tranquilamente. Não me venham com histórias e imposições e obrigações. Não aguento mais! Não aguento mesmo!
Não tenho país, nem hino, nem datas comemorativas, nem rituais políticos. Não quero saber disso para nada. Eu não quero saber para nada das instituições. A política só cria tensões e conflitos, não acho que resolva a vida de ninguém. Deixem-me por isso estar sossegado no meu canto, a viver esta vida que não pedi. Não pedi para nascer e contam-me a idade, e deram-me um nome, e uma nacionalidade, e um género, e querem tratar-me, acham que me devo tratar, se parto uma perna ou tenho hipertensão, nada disso me interessa.
Não me interessa nada da política porque não me sinto obrigado a nada. Não me considero um cidadão e por isso não entendo isso de que falam e a que dão o nome de civismo ou cidadania. Não quero saber para nada acerca dos problemas da sociedade. Eu não me meto na vida de ninguém, não quero saber dos outros. Não se metam na minha vida. A política não me interessa e por isso peço que me ignorem e abdiquem de interferir nos meus assuntos. Eu não digo respeito à política.
Desmerecido
Ninguém acredita que me copiam, mas é por demais evidente. Não consigo fazer vista grossa às vampirices que me têm feito. Tudo o que digo é reproduzido pelos outros, por toda a gente. As opiniões que dou são as que prevalecem na comunidade, mas ninguém me dá crédito.
Enfim, eu tento contemporizar, juro que não me enervo, mas o que é demais é demais. Quem são as outras pessoas para me plagiarem a toda a hora? Eu sei que sou uma pessoa especial, que tem uma forma de raciocinar incrivelmente certeira, mas é já tempo de cada um assumir as suas palavras e capacidades. Mesmo que a maioria não consiga ser tão clarividente quanto eu, ninguém tem o direito de copiar tudo o que eu digo.
Acontece, porém, que me sinto roubado e não consigo abstrair-me desse sentimento. Sempre que surge uma polémica, e depois eu dou a minha opinião entre amigos ou em fóruns de opinião na televisão e na rádio, toda a
