Versos Negros: Clamores Africanos
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Sobre este e-book
Antonio Fernando Mattza
Nasceu no dia 6 de janeiro de 1945, em Recife, Pernambuco, mas mora no Rio de Janeiro desde 1952. Em 1966, logo após servir ao Exército, ingressou no serviço público federal onde exerceu vários cargos. Nas décadas de 70 e 80, em horários compatíveis com suas tarefas públicas, trabalhou como sonoplasta e iluminador em peças de teatro e, paralelamente atuou como discotecário em boates da Barra da Tijuca. Em 1983, foi Destaque Especial do IV Concurso Nacional de Poesias editado pela Revista Brasília/DF, e, daí em diante, participou de várias antologias e coletâneas poéticas. É autor dos livros Das Cores e dos Véus, de 2012; Aos Vivos, de 2013; Para Que a Infância Legue a Adolescência Um Adulto Feliz, de 2016, e Da Roça e Outros Cantos, de 2018, todos publicados pelo selo Quártica Editora. É também desenhista artístico e publicitário, tendo vários dos seus trabalhos divulgados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Brasília.
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Versos Negros - Antonio Fernando Mattza
Direitos em Língua Portuguesa reservados ao autor através da
EDITORA®COURIER BRASIL.
ISBN: 978-65-88697-11-5 (versão digital)
ISBN: 978-65-88697-10-8 (versão impressa)
Revisão: Luis Carlos de Morais Junior
Diagramação: Editora Courier Brasil
Capa: Teresa Akil
Conversão: Cevolela Editions
CIP - Brasil. Catalogação-na-fonte
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.
EDITORA COURIER® BRASIL
CNPJ 32.067.910/0001-88 - Insc. Estadual 83.581.948
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Tel: (21)2223-0030/ 2263-3141
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www.litteriseditora.com.br
www.livrarialitteris.com.br
Este livro é dedicado àqueles
que repudiam qualquer tipo de escravidão.
Apresentação
A mão africana ergueu o Brasil (e também outros países). Senhores poderosos resolveram que, já que havia tanta mão de obra disponível na África, para quê contratar trabalhadores brancos caríssimos que poderiam ser trocados sem despesas por trabalhadores negros? Não se sabe exatamente quando a escravidão começou no Brasil, ao que parece já em 1500 em relação aos índios. Depois viria a mão de obra africana para a execução de vários tipos de trabalho sob a égide de chicotadas e torturas, além de adaptabilidade forçada à língua dos seus donos. Após séculos de sofrimentos atrozes, a Princesa Imperial Regente, dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança (29/07/1846 – 14/11/1921), em nome de sua Majestade, o Imperador D. Pedro II, por meio da Assembleia Geral, deu conhecimento aos súditos da Lei Áurea. Ou seja, a Lei 3.353, de 13 de maio de 1888, que declarava extinta a escravidão no Brasil. Por causa do seu gesto humanitário, a princesa Isabel foi agraciada com a condecoração máxima do Vaticano, por isso ela recebeu das mãos do Papa Leão XIII, a Rosa de Ouro.
Ressalte-se que o Brasil foi um dos últimos países a libertar os escravos, e ressalte-se também que durante uma de suas regências, na ausência de D. Pedro II que viajava muito, a amorosa princesa, em 1871, assinou a Lei do Ventre Livre.
Todavia, os donos de escravos, em geral coronéis da terra, senhores de engenho e fazendeiros de café e algodão que mantinham poderes políticos e econômicos, resolveram não apoiar mais a monarquia, e esta foi perdendo fôlego institucional, principalmente com ações pontuais de políticos a favor da escravidão e de militares descontentes que achavam que a monarquia estava contra eles. Então conspirações aconteceram contra o Império, e, em 09/11/1889, deu-se o Golpe de Estado e a deposição de D. Pedro II. Em 15/11/1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, proclamou a República, tornando-se o primeiro presidente do Brasil.
Historicamente não se sabe se a sociedade da época contribuiu com a deposição de D. Pedro II, que acabou exilado junto com sua família, ou se os abolicionistas não satisfeitos com o desfecho da situação fizeram algum movimento em favor da família imperial, exceto, José Carlos do Patrocínio
