Políticas do olhar: americanismo, Guerra Fria e regimes visuais no Brasil entre 1945-1964
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Sobre este e-book
Arraes escolhe como objeto de análise a emergência de um novo regime visual – aquele produzido pela televisão – e o impacto e agenciamentos produzidos por este novo regime na sociedade brasileira. Defendida em 2015, a tese cresceu em relevância e atualidade: nos poucos anos que a separam dos dias atuais, a heterogeneidade da análise que propõe ganha, cada vez mais, centralidade. São raras hoje as análises que não consideram relevantes os renovados aspectos de uma guerra cultural – de fato, já não nos parece possível separar a realidade de seu regime visual.
Este livro já nasce indispensável para quem busca, hoje, compreender como a construção de imagens é uma função política das materialidades tecnológicas que habitamos. O conceito que introduz, o de "regime visual", é também promissor – como instrumento para a necessária análise das tecnologias que inauguram este novo regime próprio dos nossos tempos, o das mídias digitais.
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Políticas do olhar - Marcos Alexandre de M. S. Arraes
CAPÍTULO I GUERRA FRIA: CAMINHOS PARA UMA HETEROGENEIDADE DO CONCEITO E OS REFLEXOS DO PERÍODO NA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO REGIME VISUAL NO BRASIL
1.1. Historiografia e homogeneidade do conceito de Guerra Fria
Em uma das mais célebres frases de definição do contexto político internacional inaugurado após a Segunda Guerra Mundial, Raymond Aron ²⁰ afirmou que se tratava de um momento em que a guerra era improvável e a paz impossível
. Com essa assertiva, o filósofo francês passou a dar o tom dos discursos historiográficos hegemônicos que se fariam (e continuam a se fazer) sobre o que se convencionou chamar de Guerra Fria. Procurou-se então construir esse momento histórico como um conflito entre ideologias conflitantes e/ou um momento de bipolaridade no sistema internacional permeado por disputas pelo poder
