Sobre a dor de tantas perdas: experiências teórico-vivenciais de uma equipe de psicólogos voluntários frente às enchentes do Vale do Taquari/RS
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Sobre este e-book
Texto de contracapa: Este livro trata sobre empatia, compaixão e o desejo de contribuir de forma competente e ética com aquilo que nós, psicólogos, fomos formados para atuar: em prol das necessidades do próximo e conforme aquilo que juramos. Este livro é um apanhado teórico e prático de colegas de profissão que se transformaram pessoal e profissionalmente a partir de vivências caóticas, e que puderam ampliar suas lentes de contato e perceber a importância do suporte entre si, da construção de confiança mútua, da riqueza de trocas pessoais e profissionais em virtude do trabalho em equipe, do coração aberto, disposto e acessível em prol do outro, e da capacidade de resiliência para sustentar tempos difíceis, não perdendo o olhar atento para dentro de si. Que esta leitura gere conhecimento com compaixão a todos que tiverem a oportunidade de embarcar com a nossa equipe nesta jornada de trabalho técnico e científico, sobretudo de empatia e humanidade. Que a produção que surgiu dessa vasta experiência alcance construir reflexões e pensamentos críticos, aperfeiçoe manejos técnicos, conscientize acerca da importância de formações específicas de atuação e de cuidados consigo mesmo, e fortaleça laços de segurança a partir do comprometimento e do compromisso ético com o ser humano em crise.
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Sobre a dor de tantas perdas - Franciele Sassi
CAPÍTULO I
CATÁSTROFE NO SUL DO BRASIL: AS ENCHENTES NO VALE DO TAQUARI
Franciele Sassi
Renata Delavali
O Vale do Taquari abrange mais de 40 municípios brasileiros da região central do estado do Rio Grande do Sul (Anta Gorda, Arroio do Meio, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Canudos do Vale, Capitão, Colinas, Coqueiro Baixo, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Fazenda Vilanova, Fontoura Xavier, Forquetinha, Gramado Xavier, Ilópolis, Itapuca, Imigrante, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Muçum, Nova Bréscia, Paverama, Poço das Antas, Pouso Novo, Progresso, Putinga, Relvado, Roca Sales, Santa Clara do Sul, São José do Herval, Sério, Tabaí, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Vespasiano Corrêa, Westfália), sendo composto por uma variedade de etnias, entre elas, italiana, alemã e açoriana. É considerada a segunda maior região com produtividade rural do estado, com cerca de 43 mil produtores (Sistema LEGIS, 2023; O Vale do Taquari, 2023).
No início do mês de setembro de 2023, várias cidades das acima citadas sofreram efeitos de um ciclone extratropical, que se trata de um fenômeno meteorológico caracterizado por tempestades, ventos fortes e chuvas torrenciais e de granizo que fazem parte de um evento maior denominado ciclone, combinado à interação com outro fenômeno climático, o El Niño, previsto no ano de 2023, e que intensificou a ocorrência de chuvas. Estes eventos climáticos costumam se formar no Oceano Atlântico, próximo ao Rio Grande do Sul e aos países vizinhos, Argentina e Uruguai, gerando impacto na história climatológica do Brasil, principalmente na região sul (CNN Brasil, 2023; National Geographic Brasil, 2023; Metsul Meteorologia, 2023).
A Metsul Meteorologia, um dos principais geradores de conteúdo de informação meteorológica do Conesul, na ocasião, comunicou sobre o volume extremo de chuvas que afetaria diversos rios com nascentes que transpassam a metade do Rio Grande do Sul, deixando as cidades em alerta para riscos de inundações e desmoronamentos. Ocorre que o nível de água excedeu o previsto, ultrapassando o limite de comportas hidráulicas nas fronteiras intermunicipais (Metsul Meteorologia, 2023), ocasionando uma enchente catastrófica. Assim, as condições climáticas juntas desencadearam as enchentes, testemunhadas nos últimos meses a nível nacional, sendo o Vale do Taquari a região mais atingida. As enchentes, por sua vez, são resultado de acúmulo excessivo de água em áreas específicas de algumas regiões que incluem rios e áreas propensas e que têm como consequência danos sérios ao meio ambiente, infraestrutura urbana, e o mais preocupante, à vida humana (Freitas & Ximenes, 2012).
De acordo com a Defesa Civil do estado, foram mais de 359 mil pessoas afetadas, cinco mil desabrigadas, mais de 21 mil desalojadas, quase 1000 feridas e mais de cinquenta pessoas entre mortas e/ou desaparecidas (até novembro de 2023, ocasião da ocorrência da segunda enchente), tornando-se o maior desastre natural do Rio Grande do Sul em mais de seis décadas e o segundo maior em número de mortes. Ao todo, 359.893 pessoas em 106 cidades foram afetadas pelas enchentes (Portal do Estado do Rio Grande do Sul, 2023).
Cidades e comunidades rurais foram inundadas pelas enchentes. Foram contabilizados prejuízos de 1,3 bilhão de reais, sendo que o comércio no Vale do Taquari teve perdas de 423,8 milhões de reais. A agricultura e a pecuária tiveram plantações destruídas, animais mortos, maquinários e infraestrutura danificados. A rede de educação ficou suspensa, porque pelo menos 110 instituições de ensino entre os municípios foram danificadas. Cidades ficaram sem alimentos, sem água potável, sem energia elétrica, sem acesso à internet e sinal de telefone. Além disso, danos na infraestrutura causaram bloqueio parcial e/ou total de 16 rodovias que atravessam o estado (Portal do Estado do Rio Grande do Sul, 2023).
Segundo o Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (Snirh), da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), o Rio das Antas (que é um rio de larga extensão que banha o estado do Rio Grande do Sul, com um total de 390 quilômetros de percurso intermunicipal), que sempre manteve um nível fluvial médio de quase dois metros de profundidade, entre os dias quatro e cinco de setembro, subiu mais de 29 metros, ficando apenas 30 centímetros abaixo da maior enchente registrada na região em 1941 e que representou um marco significativo na história das enchentes no sul do país (Metsul, Meteorologia, 2023).
Nos dias que se sucederam, todos os estados do Brasil foram abordados com diversas notícias sobre a tragédia. Houve pessoas refugiadas nos telhados de suas casas e diversas famílias que não conseguiram sair de suas residências, pois a água que havia subido rapidamente as impossibilitava, assim como barcos pelas ruas das cidades em busca de resgate e equipe aérea constantemente solicitada para suporte. Cidades como, por exemplo, Muçum e Roca Sales, foram descritas como quadro de calamidade (G1/RS, 2023).
Assim que o nível da água passou a reduzir de forma gradual pelas diversas cidades atingidas, os relatos testemunhados foram de que os moradores andavam pelas ruas tentando encontrar seus familiares e na tentativa de buscar respostas para entender o que havia acontecido. A dor era coletiva. Feridas imensas para curar, todas impossíveis de apagar. De fato, os desastres de grande porte provocam um impacto sobre a saúde mental das pessoas, gerando medo, ferimentos físicos e emocionais, além das perdas de entes queridos e prejuízos materiais (Sá et al., 2008).
De acordo com a Cruz Vermelha Internacional, 2010 (em Franco, 2015), os desastres resultam de acontecimentos adversos naturais ou humanos que agem sobre um ecossistema fragilizado e acaba, como efeito, gerando prejuízos materiais, ambientais, econômicos, culturais, sociais e humanos em diferentes ordens. Trata-se de uma ruptura de ampla magnitude no funcionamento de uma comunidade ou sociedade, extrapolando sua disponibilidade de recursos e ferramentas disponíveis para manejar com a situação, gerando sobrecarga e necessitando de auxílio externo dadas as suas proporções (OPAS, 2007 em Franco, 2015). Segundo Oliveira (2009), uma emergência diz respeito a uma situação crítica de grande periculosidade na qual há o reconhecimento legal pelo poder público de que se trata de um evento anormal que causa efeitos danosos à comunidade afetada.
Logo, considera-se que as emergências são situações críticas, inesperadas e incontroláveis que comprometem a integridade física e psíquica de um ou mais indivíduos, repercutindo em perdas de várias proporções e representações, causando impactos e interferindo na reconstrução comunitária. Situações de emergência, desastre ou acidente geram crises, uma vez que desencadeiam percepções de que os mecanismos de atravessamento e superação não são suficientes. Não há como ficar imune ou passar ileso ao impacto de uma crise, embora cada pessoa possa enfrentá-la com os seus próprios recursos ainda que esteja passando pelo mesmo evento (Franco, 2012 e 2015).
REFERÊNCIAS
CNN Brasil. (2023). Ciclone extratropical: conheça o fenômeno que provocou destruições no sul do Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/ciclone-extratropical-conheca-o-fenomeno-que-provocou-destruicoes-no-sul-do-brasil/.
Franco, M. H. P. (2012). Crises e desastres: A resposta psicológica diante do luto. O Mundo da Saúde, v. 36, n. 1, p. 54-58. Disponível em: https://revistamundodasaude.emnuvens.com.br/mundodasaude/article/view/513/453.
Franco, M. H. P. (2015). A intervenção psicológica em emergências: Fundamentos para a prática. São Paulo: Summus.
Freitas, C. M.; Ximenes, E. F. (2012). Enchentes e saúde pública: Uma questão na literatura científica recente das causas, consequências e respostas para prevenção e mitigação. Ciência & Saúde Coletiva, 17(6), 1601–1616. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/bkRHD6mZpb737QGcRfn3g5M/?format=pdf&lang=pt.
Metsul Meteorologia. (2023). Entenda o desastre no Rio Grande do Sul em perguntas e respostas. Disponível em: https://metsul.com/entenda-o-desastre- no-rio-grande-do-sul-em-perguntas-e-respostas/
G1/RS - Portal digital globo.com. (2023). Chega a 100 o número de cidades atingidas pelo ciclone do RS. Disponível em: https://www.google.com/amp/s/g1.globo.com/google/amp/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/09/13/chega-a-100-o-numero-de-cidades-atingidas-pelo-ciclone-do-rs.ghtml.
National Geographic Brasil. (2023). O que é um ciclone extratropical? Fenômeno está provocando fortes tempestades no sul do Brasil. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/06/o-que-e-um-ciclone-extratropical-fenomeno-esta-provocando-fortes-tempestades-no-sul-do-brasil.
Oliveira, M. (2009). Livro Texto do Projeto Gerenciamento de Desastres - Sistema de Comando de Operações – Florianópolis: Ministério da Integração Nacional, Secretaria Nacional de Defesa Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres. Disponível em: https://www.ceped.ufsc.br/wp-content/uploads/2014/09/Manual-de-Gerenciamento-de-Desastres.pdf.
O Vale do Taquari - Portal do Vale do Taquari. (2023). Disponível em: https://cicvaledotaquari.com.br/portal/cic-vt/o-vale-do-taquari/.
Portal do Estado do Rio Grande do Sul. (2023). Com mais uma morte, Defesa Civil divulga novo balanço sobre chuvas e enchentes no RS. Disponível em: https://estado.rs.gov.br/18h40-com-mais-uma-morte-defesa-civil-divulga-novo-balanco-sobre-chuvas-e-enchentes-no-rs.
Sistema LEGIS. (2023). Disponível em: www.al.rs.gov.br.
Sá, S. D.; Werlang, B. S. G.; Paranhos, M. E. (2008). Intervenção em crise. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 4(1). Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbtc/v4n1/v4n1a08.pdf.
Não deixes de fazer o bem
a quem precisa, tendo na tua
mão o poder de fazê-lo.
Provérbios 3: 27
CAPÍTULO II
PSICOLOGIA DAS EMERGÊNCIAS E A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO EM CENÁRIOS DE CRISE HUMANITÁRIA
Franciele Sassi
Situações que envolvem desastres e calamidades públicas têm sido acompanhadas através dos meios midiáticos com frequência, sobretudo no ano de 2023 e, mais especificamente, referentes ao sul do país, devido às cheias dos rios, às inundações de lares de milhares de famílias, aos deslizamentos de terras e bloqueios de rodovias, às incontáveis perdas afetivas, materiais, estruturais, financeiras, além de constantes ameaças à vida. Estas tragédias são geralmente transmitidas a nível nacional, produzindo intensos sentimentos de comoção e solidariedade entre as pessoas, dada a proporção das devastações na vida dos afetados direta e
