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Quem Quer Viver Para Sempre?
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E-book129 páginas1 hora

Quem Quer Viver Para Sempre?

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Sobre este e-book

Em uma época em que a terra era o símbolo do poder absoluto, a ambição de alguns homens se tornava a razão de inúmeras guerras. Em meio às atrocidades surgiu um povo destemido com a esperança de uma vida melhor, e entre eles um homem seguiu por caminhos tortuosos de um mundo desconhecido, um mun-do além de sua compreensão. Qual seria a reação de um homem ao saber que se tornou um ser imortal? Que condições seriam impostas por esta dádiva?
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento17 de jun. de 2024
Quem Quer Viver Para Sempre?

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    Quem Quer Viver Para Sempre? - Roberto Ávila

    Prefácio

    Para sempre

    Nunca se sabe ao certo o significado das palavras para sempre, jamais teremos certeza se o que desejamos hoje será o que queremos amanhã. A cada minuto passamos a ver certas coisas de um modo diferente; a um longo prazo tudo pode mudar. Talvez fosse correto dizer que nada é para sempre, ou que tudo é para sempre enquanto durar.

    Jamais um ser vivo entenderá a relação entre o tempo e o espírito, e ainda assim será incapaz de negar sua existência.

    * * *

    Este livro não é baseado em fatos reais. Nomes de pessoas e lugares, período histórico ou qualquer outra citação relacionada com a história real foram mencionados apenas para enriquecer o enredo.

    A escuridão da vida

    A disputa pela terra gerou uma guerra entre dois povos, guerra essa que atravessou os anos, e com o passar dos tempos já não sabiam mais por que lutar, mas ainda assim lutavam. Muitos morreram durante ela e outros muitos nasceram nela, crianças se tornavam adultos e lutavam apenas para vingar os muitos que morreram, e assim continuava a guerra. Uma disputa interminável cuja vingança vinha se tornando o único motivo.

    Um dos povos, os chamados Ostendríacos, era um povo trabalhador e grandes produtores de alimentos, porém seus inimigos, os Kamares, possuíam uma terra rica em minério e eram conhecidos pelo vasto conhecimento em produção de armas.

    No início do século IV a.C. começou a grande batalha. Os Kamares pretendiam tomar grande parte das terras produtivas dos Ostendríacos, a fim de alimentar seus soldados e seu povo. Com toda aquela destruição o alimento havia se tornado insuficiente para os Kamares, e mesmo com todas suas armas não conseguiriam vencer a fome. Kamar era uma terra de superfície montanhosa, o alimento produzido não conseguia mais sustentar sua população crescente. Enquanto Ostendria possuía terras planas de um solo fértil, onde se plantava com fartura.

    Os Kamares viam seu líder mandar soldados aos campos de batalha enquanto seus filhos choravam de fome, tristeza essa que poderiam não aguentar por muito tempo. Boris, líder dos Kamares, prometia a seus súditos que a fome iria ter fim, mas as famílias apenas recebiam os corpos de seus amigos, pais, maridos e filhos mortos em guerra.

    Para os Ostendríacos aquela guerra se tornou uma forma de defender o que possuíam. As famílias sofriam as mesmas perdas, e se indignavam por estarem lutando para defender suas posses: sem nada a ganhar, somente a perder.

    Em meio a toda aquela ignorância e sede de vingança havia pessoas que lutavam apenas para viver em paz. Pessoas que sonhavam em constituir uma união entre os povos, quando poderiam compartilhar o que suas terras pudessem oferecer e trabalhar em conjunto. Suas intenções eram valorosas, porém, eram apenas um pequeno grupo diante da multidão enraivecida. Esta minoria era formada por Ostendríacos e Kamares. Entre eles não havia fome e o trabalho em conjunto deu origem a uma pequena vila chamada Vila Gutiérrez, onde todos viviam em paz. Mas não era o suficiente, eles queriam acabar com a guerra entre seus povos. Sem mortes, sem domínio de posses, apenas esquecer o passado e começar um novo futuro. Um sonho tão longe da realidade que exigia grande esforço para sequer continuar a sonhar.

    Entre os Kamares havia um numeroso grupo de bárbaros: homens dispostos a fazer de tudo para vencer aquela guerra, os chamados Argeus. Um grupo que se uniu pela sede de vingança: filhos que perderam os pais, homens movidos pelo ódio. As atrocidades cometidas por eles ultrapassavam os limites e chocava até mesmo sua própria gente.

    Pelo caminho dos Argeus havia somente rastro de morte e destruição. Saiam em caravanas para o que chamavam de cruzadas, destruíam vilas inteiras, pilhando e matando. Todas as vilas de Ostendria temiam a repentina chegada destes bárbaros.

    No entanto, os habitantes de Vila Gutiérrez procuravam não trazer o pânico para seu grupo, ao contrário das crianças nascidas da guerra, as crianças em Vila Gutiérrez cresciam em um ambiente de grande harmonia. Muitos nascidos lá já haviam se tornado homens e mulheres. Alguns procuravam levar a vida em paz no pequeno mundo que formaram, outros herdavam de seus pais o sonho de trazer a paz e poder viver uma vida sem fronteiras.

    Para garantir a segurança de seus habitantes Vila Gutiérrez mantinha postos de vigilância ao redor da vila e faziam visitas aos povoados mais próximos. Estas visitas tinham como objetivo negociar parte de sua produção em roupas e outros produtos que não podiam produzir e saberem fatos sobre a guerra.

    No final de mais uma safra vila Gutiérrez estava em festa, a produção tinha sido ótima, o inverno iria chegar, mas haveria alimento para todos e iriam estar bem aquecidos com as vestimentas e mantimentos que iriam receber. Uma caravana foi organizada para a viajem de dois dias até o povoado mais próximo. Levariam o excedente de sua produção e trariam o necessário para passar aquele inverno.

    Partiram ao nascer do sol, o pequeno grupo atravessou as montanhas e os verdes campos, a alegria que levavam tornava a viagem tão menos cansativa do que realmente era. Na noite do segundo dia puderam avistar as luzes do povoado de Calmom. Acamparam bem próximos para esperar até o amanhecer.

    Antes do amanhecer, na escura madrugada, Richard, um dos mais velhos do grupo, acordou em meio a sons de gritos. Levantou-se e olhou para Calmom. Seus olhos se depararam com uma cena chocante. Calmom estava em chamas. Logo os gritos acordaram a todos. De longe assistiam aquela fatalidade: homens a cavalo armados invadiam as casas conduzindo suas tochas e matando todos que encontravam em seu caminho. Alguns entre o grupo pensaram em correr em socorro daquela gente, mas foram impedidos pelos mais velhos. Enquanto olhavam toda destruição ouviam Richard dizer que aqueles bárbaros só poderiam ser os temidos Argeus. Nada poderiam fazer além de ajudar os que conseguissem sobreviver.

    Em pouco tempo a vila estava arrasada, com muitas das casas no chão e outras completamente tomadas pelo fogo. Os bárbaros se retiravam enquanto algumas pessoas tentavam salvar o que podiam. Poucos tentavam apagar o fogo que destruía, muitos apenas se colocavam a chorar por perderem parentes, perderem famílias inteiras, perderem tudo.

    Ao ver os bárbaros partirem, o pequeno grupo foi até o povoado. O que viam chocavam até os mais velhos: homens que travassem inúmeras batalhas nunca deixariam de se comover com cenas daquele tipo. Crianças mortas pelo fogo, mulheres estupradas e espancadas até a morte, feridos e mortos por todo lado. Os mais velhos procuravam socorrer todos os pedidos de ajuda, os mais jovens se aterrorizavam com tudo aquilo e ainda assim tentavam ajudar.

    Todos os sobreviventes foram agrupados na saída da vila. Pegaram tudo o que puderam, recolheram os animais e carregaram as carroças em boas condições que puderam encontrar. Enquanto se preparavam para partir Richard procurava pelos abrigos, para ver se ainda restava alguém. Quando dava por encerrada sua procura ouviu uma casa em chamas desabar e o grito de uma criança. Desesperadamente ele seguiu a direção do grito e enfrentou o fogo procurando entre as ruínas da casa, várias vezes pediu em voz alta para que a criança falasse algo, de forma que ele pudesse localizá-la. Logo ouviu um choro e encontrou um garotinho embaixo de várias tábuas protegido por uma viga de madeira que, ao cair, deixou de atingi-lo. Richard pegou o garoto em seus braços e o levou até o grupo. Uma senhora estendeu os braços; julgando se tratar de sua mãe o Richard passou-lhe o garoto e ordenou a todos que seguissem viagem.

    No caminho todos se mostravam abatidos com o que havia acontecido. Ainda se ouvia sussurros, alguns se lastimavam com pensamentos de que poderiam ter deixado alguém para trás. O pequeno grupo que veio em busca de mantos e mantimentos, levava para casa uma prova de solidariedade e uma amarga lembrança. Felizmente, o que puderam salvar poderia ajudá-los a passar o inverno.

    A volta aparentou que iria ser bastante demorada. A angústia e toda tristeza pareciam pesar tanto quanto o próprio cansaço. Na primeira noite acamparam nas margens do rio Munir. Ainda não estavam na

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