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Eterna Amada - Nazareno Gomes
Autobiografia
Eu nasci em Piabas, município de Bragança.
Hoje a chamam Vila de Fátima,
Mas era Piabas quando nasci,
Às margens do Rio Piabas.
A minha cidade morre hoje de insônia e de tédio.
Nasci sob o signo de Sagitário,
No dia nove de dezembro.
Minha irmã diz que é dia oito,
Dia de Nossa Senhora da Conceição!
Eu prefiro o dia nove.
É mais costumeiramente meu.
Meu pai é lavrador,
Homem do mato, com o gosto gostoso do mato.
Minha mãe herdou a inteligência empírica
Da mulher caipira.
Meus irmãos andam pela vida
Cumprindo seus destinos.
Eu curto aqui os meus sobrinhos
E minhas filhas,
Olhando o futuro, sem nenhuma inveja do passado.
Ou, se algo sinto, apenas respeito.
Tenho sessenta e cinco anos
E vou por aí,
Refazendo a vida
E brigando pelo meu lugar certo
No destino.
Eterna Amada I
Nunca mais te vi,
Eterna amada.
Nuvens agourentas
Ainda passam, vagarosamente,
À minha porta.
Preciso te ver,
Eterna amada!
Urgentemente.
Sombras do passado
Agora voam sobre mim.
Preciso te ver,
Eterna amada,
Urgentemente.
E não consigo,
A não ser nesses versos tristes
Que eu escrevo.
