O Prato do Gato: Surpreenda-se com os mistérios e emoções em: “O Prato do Gato”
De Samara Nunes
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Sobre este e-book
Depois do roubo da joia e com a chegada do progresso, estranhos acontecimentos transformam a rotina daquele antigo e pacato bairro. Viaje nessa aventura!
Boa leitura!
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O Prato do Gato - Samara Nunes
O Prato do Gato
Samara Nunes
Para Aline, Halison e Micael.
Borda arabesco1Aquele bairro sempre foi tranqüilo e pacato.
Era um lugar com lindas alamedas arborizadas, casas antigas, porém bem conservadas, coloridas e floridas. Jardins muito bem desenhados e alpendres às soleiras. Um bairro que envelheceu com dignidade, assim como seus habitantes.
O comércio que o norteava era um comercio local, longe dos shoppings ou grandes magazines. Seus moradores valorizavam o que tinham de melhor. Era o pão Frances da padaria do Seu Manuel, o artesanato e aviamentos do armarinho de Dona Arminda, as frutas e legumes da quitanda de Dona Maria e por ai vai...
A Feira Livre
de todas às quartas-feiras, era ponto de encontro de toda a vizinhança. Lá se encontrava doces e merengues, pastéis, verduras, ovos de granja e galinhas caipiras enjauladas, prontas para o abate.
Seu Luiz era fã das garrafadas de Seu Anastácio, velho mago que com seu gato negro, o Arquimedes, mantinha uma barraca com curas, sortilégios, venenos e até vinganças
engarrafadas. Mas Seu Luiz gostava mesmo é da Purinha da Roça
, do Vinho Ardente
e de certo Elixir Afrodisíaco
que era embrulhado por Seu Anastácio e discretamente colocado no meio de suas compras sem que esse necessitasse mencioná-lo.
__Essa sua cachaça é especial, Seu Anastácio.
__Eu sei! Faço-a com muito gosto no velho alambique que pertenceu a meu bisavô. É herança de família Seu Luiz, assim como o Arquimedes!
Arquimedes era um gato preto de pelos acetinados e brilhantes como o próprio veludo que tecera o manto do Rei Salomão. Tinha uns olhos que hora buscava o turquesa, hora o topázio. Mas o que mais chamava a atenção, era a coleira de diamantes que adornava o negro felino.
__Aqui estão suas compras, Seu Luiz.
Anastácio entregou todo o volume em um saco, nas mãos do Seu Luiz, que maliciosamente piscou o olho enquanto dizia a senha
.
__Tem certeza de que está tudo aí?
__Pode confiar, Seu Luiz. __Adeus amigo!
Todos os vizinhos de comércio de Seu Anastácio sabiam que Seu Luiz era viciado nos afrodisíacos, mas fingiam e disfarçavam bastante até o velhinho sumir na esquina, aí sim, todos sorriam e comentavam a respeito,
__O Seu Anastácio! Será que isso funciona mesmo?
Perguntou o Rei do Frango
, sempre sorridente.
__Ora, meu amigo. Pergunte ao Seu Luiz. Ele é o melhor freguês dos meus afrodisíacos.
__Acho que vou experimentar. O Mercador de Verduras
entrou na conversa. __Se funciona com aquele velhinho é porque deve ser bom mesmo!
Todos sorriam e se divertiam de olho nos fregueses de Seu Anastácio, pois quem parava naquela barraca queria levar mais que um simples produto. Queria levar sonhos, desejos, soluções para os seus problemas ou até mesmo, um punhado de esperança... E estavam dispostos a pagar muito bem, por isso.
Anastácio era conhecido como um homem versado na magia e profundo conhecedor de ervas.
