Saúde na Prisão: Os Direitos Humanos em uma Penitenciária de Segurança Máxima
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Saúde na Prisão - Francisco Xavier Lopes Júnior
Editora Appris Ltda.
1ª Edição - Copyright© 2019 dos autores
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COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO CIÊNCIAS SOCIAIS
Dedico este trabalho a todo cidadão submetido à pena privativa de liberdade, à memória de minha querida mãe, Maria das Graças Cortez Lopes, que partiu antes de presenciar esta vitória; aos meus tios Baltazar e Pedro, que acreditaram em mim desde o começo; à minha esposa e aos meus filhos, Iúri, Ian e Iasmim, fontes de renovação da minha esperança e força para seguir em frente.
AGRADECIMENTOS
Gostaria de expressar minha gratidão a Deus; ao meu pai, Francisco Xavier; às professoras Ana Cristina Vieira e Anita Aline (in memoriam); aos aquilatados professores e colegas do mestrado; aos meus avós Antonio e Filomena; aos meus irmãos, Jayro, Conceição e Socorro; a todos os colegas agentes penitenciários; à diretora da IES R. Sá, Roberta Mara; à colega Socorro Rodrigues e aos meus alunos.
PREFÁCIO
Uma das alegrias em minha vida profissional como docente de Serviço Social foi participar do Mestrado Interinstitucional em Serviço Social (MINTER) entre a Universidade Federal de Pernambuco e o Instituto de Educação Superior Raimundo Sá (IESRSA), na cidade de Picos, interior do Piauí, iniciado em 2008. Na cidade existiam instituições de ensino superior públicas e privadas, mas não havia cursos de pós-graduação.
Os mestrandos/as selecionados tinham diferentes áreas de formação: Serviço Social, Direito, Sociologia, Ciências Contábeis, Enfermagem, História, Psicologia, Comunicação – o que expressa o interesse na continuidade da formação por pessoas em exercício de docência ou com interesse em se tornarem docentes, e a necessidade de titulação contrapondo-se à difícil formação pós-graduada no interior da Região Nordeste. Foram titulados 23 mestres em Serviço Social, todos os ingressantes, que discutiram em suas dissertações, diversas expressões da questão social.
Francisco Xavier Lopes Júnior elaborou sua dissertação discutindo o direito à saúde de pessoas inseridas no sistema prisional, tendo por base para seu trabalho de campo uma penitenciária de segurança máxima existente na cidade de Picos. Sua formação em Direito e sua experiência profissional – como docente e agente penitenciário da unidade prisional – levaram-no a refletir sobre os direitos humanos desses sujeitos em privação de liberdade, mas que deveriam tê-los garantidos pelo Estado. Seu estudo apoiou-se em pesquisa bibliográfica, análise documental e observação do cotidiano da instituição, especificamente no que se refere às necessidades em saúde dos presos.
O Prof. Xavier, desde o começo do curso, foi uma das pessoas mais empenhadas na concretização do que era um sonho, de certa forma intangível para uma pessoa do sertão. Lembro-me de sua defesa de dissertação, sua emoção, a exposição de seu trabalho de pesquisa, as falas da banca sobre a importância de seu estudo. Conviver com Xavier, como sua orientadora, foi uma rica experiência, acompanhando-o no desvelamento das contradições entre os direitos e a realidade do sistema penitenciário, vendo seu crescimento como pesquisador e, posteriormente, percebendo que envolvia seus alunos no exercício de pesquisa sobre o real.
O estudo mostra as condições de vida na prisão, que contribuem para problemas de saúde, mas também a fragilidade dos serviços disponibilizados aos sujeitos em privação de liberdade – e não podemos deixar de referir que o Sistema Único de Saúde (SUS), criado na Constituição Federal de 1988 para garantir saúde como direito de todos e dever do Estado, vem sendo corroído pelo subfinanciamento, desde a implantação das Leis Orgânicas da Saúde (Lei 8.080/1990 e Lei 8.142/1990), assim como pelas parcerias público-privadas que permitem o gerenciamento de unidades públicas de saúde por organizações sociais, e instituições privadas que submetem a lógica pública a padrões de funcionamento que privilegiam a lucratividade em detrimento das necessidades sociais. A imposição de medidas como a Emenda Constitucional 95/2016 trouxe mais contingenciamentos às políticas sociais, incluída aí a saúde, com prejuízos principalmente para populações mais pobres, principalmente aquelas que têm sua voz tolhida, como as populações carcerárias.
É esse trabalho que vem a público, neste momento, para conhecimento amplo, na perspectiva de publicização do conhecimento. Que este texto desperte o interesse daqueles que querem aproximar-se do real para conhecê-lo melhor e poder construir, a partir desse conhecimento, propostas de intervenção voltadas a garantir direitos.
A experiência do MINTER não teria deixado de ser apenas vontade e se tornado realidade, sem as mãos, o coração, a mente da Prof.ª Dr.ª Anita Aline Albuquerque Costa (in memoriam), criadora do Mestrado em Serviço Social na UFPE, em 1979. O projeto do MINTER em Picos foi uma de suas importantes iniciativas, que levou à cidade novas dimensões do conhecimento sobre a realidade local, qualificando docentes para a pesquisa e formação de nível superior. Francisco Xavier Lopes Júnior foi um dos mestres titulados no MINTER em Serviço Social, professor dedicado a seu ofício, que honra nossa pós-graduação.
Recife, 1 de outubro de 2018
Ana Cristina de Souza Vieira
Professora titular do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco, membro do corpo docente permanente da pós-graduação em Serviço Social da UFPE.
APRESENTAÇÃO
Uma história para muitas histórias.
Não é só um livro, é uma obra
A sociedade e, consequentemente, a Academia, pouco conhecem sobre o Sistema Prisional Brasileiro em suas profundezas e virtudes.
As unidades prisionais (cadeias, presídios, colônias agrícolas e industriais, casas de custódia, casas de albergado, hospitais penitenciários, entre outras modalidades) são sociedades que funcionam em um ambiente coletivo pouco conhecido pela grande maioria da população.
Uma grande monta dessa pequena parte que conhece as unidades prisionais brasileiras tem esse saber porque ou foi encarcerado (ou encarcerada) ou teve (ou tem) parentes, amigos, conhecidos e/ou clientes nesse tipo de lugar de reclusão e retiro do convívio social.
Falar verdadeiramente e de maneira sistemática
