O caráter extrapsíquico da pulsão de morte: a radicalidade da negatividade em Freud
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O caráter extrapsíquico da pulsão de morte - Maurício Henriques Damasceno
AGRADECIMENTOS
Ao Prof. Dr. Walter José Evangelista ( in memoriam ), que me acolheu no programa de pós-graduação em Filosofia da UFMG e apresentou as linhas gerais que resultaram na dissertação de mestrado e agora neste livro. Aos Profs. Dr. Ivan Domingues e Dr. Paulo Roberto Margutti e às Profas. Dra. Ester Vaisman e Dra. Virginia de Araújo Figueiredo, pela ocupação definitiva na minha forma de pensar. Agradeço também à secretária do programa de pós-graduação em Filosofia, Andréa, que nos anos de 2007/2008 foi bastante generosa comigo.
Agradeço a Gilson Iannini por ter acolhido gentilmente o convite para prefaciar esse livro, bem como por suas pontuais contribuições. Agradeço também ao competente trabalho de revisão de Vinícius Moreira Lima, que deu um aspecto mais contemporâneo a este projeto retrô
.
Agradeço também às intervenções do Prof. Dr. Carlos Roberto Drawin, que contribuíram para a dissertação de mestrado. Ao Prof. Dr. Paulo César Carvalho e à Profa. Ana Cecília Carvalho, ambos do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFMG, meus sinceros agradecimentos.
À FAPEMIG pelo apoio financeiro indispensável à pesquisa que resultou neste livro. Sem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais este empreendimento não seria possível.
Aos meus pais, Ivo e Heloisa, aos meus irmãos, Monica e Marcus, agradeço o apoio.
À Mariana por me acolher naquele momento delicado de produção. Às minhas pequenas, Clara e Bia, vocês são a minha vida!
Para Mariana, Clara e Bia.
Amor...
Was man nicht erfliegen kann, muss man erhinken.
Die Schrift sagt, es ist keine sünde zu hinken
Rückert (Macamas de Hariri) citado por Freud em
Além do princípio de prazer.
PREFÁCIO
Gilson Iannini
(UFMG – EBP/AMP)
O conceito de pulsão de morte fez 100 anos. É o que está escrito no documento que consideramos sua certidão de nascimento, o Além do princípio de prazer , publicado em novembro de 1920. Mas quanto tempo leva a gestação, ou a germinação, de um conceito? Entre a fecundação e o nascimento, entre a semente e a árvore, quanto tempo se passou? Por quais processos um conceito sai de seu estado de latência e encontra condições adequadas para germinar, para romper o que o encapsulava, para sair de seu insulamento? Conhecemos os processos de germinação de uma semente: ela precisa de luz, de oxigênio, de água etc. Ela precisa umedecer os tecidos superficiais, formar novos tecidos, ativar o metabolismo, expandir-se, romper seu invólucro e assim por diante. Como se dá a formação de um conceito? Quais ingredientes funcionam como luz, como oxigênio e como água na germinação de um conceito? O que um conceito absorve para poder formar novas camadas, para ativar seu metabolismo próprio, expandir-se e romper seu invólucro? O livro que o leitor tem em mãos descreve o processo lento e laborioso de germinação do conceito freudiano de pulsão de morte. Ele demonstra, com rigor e erudição, que a reviravolta dos anos 1920 não é, de forma alguma, a introdução de conceitos novos e estranhos à rede conceitual da psicanálise, tampouco uma pura repetição. É, antes, uma rearticulação dos seus conceitos em função de algumas descobertas clínicas e da emergência explícita de um pressuposto fundamental que, até então, mantinha-se às margens do conjunto teórico da psicanálise freudiana
(neste volume, p. 100).
Muito poderia ser dito sobre o próprio trajeto tortuoso do artigo metapsicológico de Freud, o Além do princípio de prazer (APP). Texto mais controverso no conjunto não menos controverso da obra de Sigmund Freud, o APP foi considerado por muitos especulativo demais, excessivamente biologizante, contaminado pelas experiências de luto de seu autor, inútil para a prática clínica, entre outras coisas. Ao longo destes 100 anos, o texto foi visto, por um lado, como o turning point da teoria psicanalítica, mas também como o início do fim da psicanálise
(May, 2013, p. 208), na medida em que a sexualidade, ao ser subsumida sob o signo unificador de Eros, perderia sua força daimoníaca¹, desde então realocada sob a égide da pulsão de morte.
De fato, desde sua formulação canônica, a pulsão de morte foi sobejamente rejeitada por toda uma geração de psicanalistas, inclusive alguns dos integrantes do círculo mais próximo de Freud, antes de ser entusiasmadamente incorporada por psicanalistas como Melanie Klein, depois novamente rejeitada – por motivos opostos – por Erich Fromm ou Herbert Marcuse, afastada por Heinz Hartmann, reformulada e alçada a modelo da própria pulsão por Jacques Lacan, desqualificada por Donald Winnicott, antes de ser ressexualizada por Jean Laplanche ou ainda absorvida criticamente na filosofia de autores tão diversos como Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Slavoj Žižek ou Judith Butler, entre outros.
Além disso, se tomarmos a história das discussões no interior da comunidade psicanalítica de temas correlativos ao que depois se consolidou com o conceito freudiano de pulsão de morte, descobriremos diversas ocorrências que o prefiguram. Em abril de 1907, nas famosas reuniões das quartas-feiras na casa de Freud, o Dr. Wilhelm Stekel afirmaria, por exemplo que não há pulsões isoladas. A pulsão sexual sempre aparece acompanhada de outras duas pulsões: a de vida e a de morte. A pulsão de vida e a pulsão sexual são frequentemente identificadas uma à outra (gozar a vida)
(Checchia, Torres & Hoffmann, 2015, loc. 3431). Tudo indica que essa seja a primeira ocorrência explícita do termo pulsão de morte
na história da psicanálise. Pelo menos, é a primeira ocorrência textual registrada de que temos notícia. Mas ela não terá sido a única. Antes de receber sua elaboração teórica padrão em Além do princípio de prazer, a pulsão de morte, ou seus cognatos próximos, fizeram movimentos de ir e vir, significativamente mais frequentes do que a história oficial da psicanálise viria a consagrar. Pulsões de agressão
, impulso para a morte
, instinto de morte
eram termos frequentemente debatidos, propostos principalmente por Alfred Adler, August Stärcke ou Sabina Spielrein. De maneira geral, respondiam a necessidades teóricas colocadas por fenômenos ligados à angústia, à agressividade, ao sentimento de culpa etc. Nada disso diminui a originalidade da pulsão de morte freudiana, apenas esvazia a narrativa heroica que a envolve.
O livro de Maurício Henriques Damasceno, por outros caminhos, se dedica a esta mesma empreitada: ele reconstrói a gênese epistemológica do conceito de pulsão de morte, esvaziando a narrativa heroica que normalmente os psicanalistas evocam em sua retórica. O resultado é uma descrição límpida que devolve ao conceito toda sua riqueza, as camadas de tecido, seu metabolismo, sua força. A estratégia do autor consiste em reconstruir o esquema histórico que vai do idealismo alemão pós-kantiano, passa pelo movimento conhecido como romantismo alemão, atravessa o campo das efervescentes ciências experimentais. No cume dessa paisagem, a dupla cidadania
que marca a formação intelectual de Freud, a relação conflitiva entre a exigência de uma pesquisa orientada pela filosofia científica
; de outro, a inclinação à especulação. O autor explicita sua posição no debate da seguinte forma:
Na perspectiva que adotamos, o estudo dos textos freudianos deve considerar os efeitos da Nachträglichkeit, isto é, os efeitos produzidos retroativamente pelo contínuo esforço de criação conceitual de Freud sobre suas construções teóricas anteriores. Feito isso, nosso percurso investigativo nos conduzirá a uma postura que vai além da mera oposição entre ruptura e continuidade, para acompanhar um movimento de pensamento que se estrutura lentamente frente a seus próprios postulados e teses – e que, ao longo do tempo, vai tendendo a um ajuste cada vez mais afinado, respeitando sempre os dados novos que a experiência clínica fornece (neste volume, p. 16).
Nesse sentido, a leitura de Além do princípio de prazer aqui apresentada conduz o leitor na intricada formulação do que ficou conhecido como segundo dualismo pulsional
(pulsões de vida versus pulsões de morte), chamando a atenção, particularmente, para uma prevalência das pulsões de morte sobre as pulsões de vida
. O que nos permite ir mais longe e interrogar inclusive a pertinência de nomear como dualismo
uma modalidade de antagonismo em que há uma prevalência lógica e ontológica das pulsões de morte em relação às pulsões de vida. Especialmente felizes são as páginas dedicadas ao caráter extrapsíquico da pulsão de morte
. A excessiva psicologização contemporânea da psicanálise, especialmente por seu ensino situar-se sobretudo nos feudos dos cursos de Psicologia, é responsável por um dos erros mais comuns na recepção do conceito freudiano de pulsão. O autor ressalta com precisão o caráter extrapsíquico das pulsões, em especial da pulsão de morte: se a pulsão de morte remete a um processo ainda mais primitivo, ela deve anteceder inclusive o surgimento do próprio aparelho psíquico; logo, o que ela tem de radical é exatamente seu caráter extrapsíquico
(neste volume, p. 90). Nesse sentido, continua, "o processo extrapsíquico só pode ser definido de forma negativa. Se o aparelho psíquico é definido por seu trabalho, por sua atividade, seja ela reguladora (princípio de prazer) ou de ligação (Bindung), o que está ‘além’ dessa atividade deve ser a ausência completa de qualquer atividade" (neste volume, p. 91).
A competente reconstrução que Damasceno nos devolve da pulsão de morte faz jus ao mosaico
que constitui esse projeto original
denominado psicanálise
, essa nova língua
criada por Freud, que mudou nossa forma de ser e de estar no mundo. Se Freud tinha razão ao dizer, em 1926, que Trieb é uma daquelas palavras que causam inveja em muitos idiomas modernos
(Freud, 1926/2017, p. 225), podemos dizer que este livro restitui a riqueza própria ao conceito de pulsão de morte, evitando ao mesmo tempo a simplificação enganadora e a mistificação desnecessária. Como afirma o autor, para Freud foi preciso inventar, e essa invenção deve combinar audácia e desconfiança do arbitrário
. Essa máxima serve também para descrever a tarefa que o autor, na esteira de Freud, colocou para si mesmo: ir até onde essas ideias puderem nos levar
.
1 Sobre o daimoníaco
, ver o capítulo Fontes literárias
da edição crítica bilíngue de Além do princípio de prazer, publicado pela Editora Autêntica em 2020 (Iannini & Tavares, 2020).
SUMÁRIO
Capa
Folha de Rosto
Créditos
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I - GÊNESE E MODELOS DA METAPSICOLOGIA FREUDIANA
I.I. – O MODELO DE BRÜCKE: DA ANATOMIA À TÓPICA
I.II – DA TÓPICA À DINÂMICA: O MODELO DE HERBART
I.III – DA DINÂMICA À ECONOMIA: OS MODELOS DE FECHNER E HELMHOLTZ
CAPÍTULO II - A PROBLEMÁTICA PULSIONAL
II.I – A ESPECIFICIDADE DO TERMO TRIEB
EM PSICANÁLISE: DO INSTINTO À PULSÃO
II.II – FICÇÃO METAPSICOLÓGICA: O APARELHO PSÍQUICO E O IMAGINÁRIO TÓPICO
II.III – A PRIMEIRA TEORIA DAS PULSÕES
II.IV– A SEGUNDA TEORIA DAS PULSÕES
CAPÍTULO III - O SENTIDO METAPSICOLÓGICO DA PULSÃO DE MORTE
III.I – DA NOÇÃO AO CONCEITO
III.II – FILOSOFIA E BIOLOGIA EM ALÉM DO PRINCÍPIO DE PRAZER
III.III – O CARÁTER EXTRAPSÍQUICO DA PULSÃO DE MORTE E A DISTINÇÃO ENTRE TENDÊNCIA E FUNÇÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Landmarks
Capa
Folha de Rosto
Página de Créditos
Sumário
Bibliografia
INTRODUÇÃO
No ano de 1900, Freud publicava sua Die Traumdeutung . A interpretação dos sonhos! Texto que seria recepcionado pela " intelligentsia da época com perplexidade. Sabendo o que representaria tal tese àquela altura, Freud inaugura
as provocações" com um verso retirado do clássico da literatura, Eneida , escrito por Virgílio: " Flectere si nequeo superos, acheronta movebo . A frase escolhida pelo psicanalista se encontra no verso 312 do livro VII do clássico latino e é normalmente traduzida como:
Se não posso dobrar os céus, moverei o inferno. O universo semântico no qual uma frase como essa pode ser recepcionada é imenso. Entretanto, a equivalência entre a tese freudiana e a frase em questão é excepcional: ao usá-la, Freud estava se referindo a
mover" a parte mais profunda de nosso psiquismo.
Em
