Direito Penal: Apostilas para Concursos Públicos, #1
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Sobre este e-book
O conteúdo desta apostila é preparatório para os cargos de nível superior.
- Direito Penal
- Direito Penal e Espécies de Culpa;
- Tipicidade, princípios adotados, teorias sobre o dolo;
- Cuidado objetivo;
- Teorias da culpabilidade;
- Requisitos essenciais;
- Testes de Direito Penal.
- e muito mais ...
A Apostila de Direito Penal – DP foi elaborada totalmente focada no edital publicado do concurso.
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Direito Penal - Carlos Silva Andrade
ÍNDICE
APLICAÇÃO DA LEI PENAL.............................................5
1 - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE...........................................5
2 - LEI PENAL NO TEMPO................................................5
2.1 - Princípios Adotados...............................................6
2.2 - Hipóteses de Conflitos de Leis Penais no Tempo........................6
2.3 - Lei Excepcional ou Temporária......................................7
2.4 - Lei Penal em Branco e Conflito de Leis................................7
2.5 - Tempo do Crime..................................................8
3 - LEI PENAL NO ESPAÇO..............................................8
3.1 - Princípios Penais..................................................8
3.2. Princípio Utilizado no Direito Penal Brasileiro............................9
3.3. Lugar do crime....................................................9
TEORIA DO CRIME....................................................10
1 - Conceitos de Crime..................................................10
2 - Classificação das Infrações Penais......................................10
2.1 - Classificação tripartida e bipartida...................................10
2.2 - Crimes doloso, culposo e preterdoloso...............................11
2.3 - Crimes comissivo, omissivo e comissivo-omissivo......................11
2.4 - Crimes instantâneo e permanente...................................12
2.5 - Crimes de dano e de perigo........................................12
2.6 - Crimes material, formal e de mera conduta............................12
2.7 - Crimes unissubjetivo e plurissubjetivo................................13
2.8 - Crimes unissubsistente e plurissubsistente............................13
2.9 - Crimes comum, próprio e de mão própria.............................13
2.10 - Crimes de ação única, de ação múltipla e de dupla subjetividade.........14
3 - SUJEITO ATIVO E PASSIVO..........................................14
3.1 - Sujeito Ativo.....................................................14
3.2 - Sujeito Passivo..................................................15
3.3 - Objeto do Crime.................................................15
4 - FATO TÍPICO.......................................................16
4.1 - Elementos do Fato Típico..........................................16
4.2 - Teorias.........................................................16
4.3 - Conduta........................................................17
4.4 - Resultado......................................................18
4.5 - Nexo de causalidade..............................................19
4.6 - Tipicidade......................................................19
5 - CONFLITO APARENTE DE NORMAS...................................20
5.1 - Princípios Adotados..............................................20
6 - CRIME DOLOSO....................................................22
6.1 - Conceito.......................................................22
6.2 - Teorias sobre o dolo..............................................22
6.3 - Teoria adotada pelo Brasil.........................................22
6.4 - Espécies de dolo.................................................22
7 - CRIME CULPOSO...................................................23
7.1 - Cuidado objetivo.................................................24
7.2 - Previsibilidade...................................................24
7.3 - Elementos do fato típico culposo....................................24
7.4 - Imprudência, negligência e imperícia.................................24
7.5 - Espécies de culpa................................................25
7.6 - Crime preterdolos................................................26
8 - ANTIJURIDICIDADE.................................................26
8.1 - Causas de Excludentes de Antijuridicidade............................28
8.1.1 - Estado de necessidade........................................28
8.1.2 - Legítima defesa..............................................29
8.1.3 - Estrito cumprimento do dever legal...............................31
8.1.4 Exercício regular de direito.......................................32
9 - CULPABILIDADE....................................................33
9.1 - TEORIAS DA CULPABILIDADE.....................................33
9.1.1 - Teoria psicológica.............................................33
9.1.2 Teoria psicológico-normativa.....................................33
9.1.3 Teoria normativa pura (adotada pelo CP)...........................34
9.2 - ELEMENTOS DA CULPABILIDADE.................................34
9.2.1 - Imputabilidade...............................................34
9.2.2 - Potencial consciência da ilicitude.................................34
9.2.3 - Exigibilidade de conduta diversa.................................34
9.3 CAUSAS EXCLUDENTES DA IMPUTABILIDADE.......................35
10 - CONCURSO DE PESSOAS..........................................37
10.1 - PREVISÃO LEGAL..............................................37
10.2 - REQUISITOS ESSENCIAIS.......................................37
10.3 - TEORIAS EXISTENTES..........................................39
10.4 - PARTICIPAÇÃO................................................40
10.4.1 - Formas de Participação.......................................40
10.4.2 - Natureza jurídica.............................................41
10.4.3 - Participação de menor importância..............................41
10.4.4 - Cooperação dolosamente distinta...............................42
10.4.5 - Circunstâncias incomunicáveis.................................42
SANÇÃO PENAL......................................................43
1 - CONCEITO DE PENA................................................43
2 - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS.........................................44
2.1 - Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal..........................44
2.2 - Princípio da anterioridade da lei.....................................44
2.3 - Princípio da aplicação da lei mais favorável............................44
2.4 - Princípio da individualização da pena................................45
2.5 - Princípio da necessidade concreta de pena............................45
2.6 - Princípio da humanidade..........................................45
2.7 - Princípio da pessoalidade da pena ou da intranscendência da pena........45
2.8 - Princípio da suficiência da pena.....................................46
2.9 - Princípio da proporcionalidade......................................46
3 - CLASSIFICAÇÃO DAS PENAS........................................46
4 - SISTEMAS PENITENCIÁRIOS.........................................47
4.1 - Sistema da Filadélfia, Pensilvânia, Bélgica ou celular...................47
4.2 - Sistema de auburniano (Nova Iorque)................................47
4.3 - Sistema progressivo (Inglês e Irlandês)...............................47
5 - APLICAÇÃO DA PENA...............................................48
5.1 - Circunstâncias do crime...........................................48
5.2 - Requisitos......................................................48
5.3 - Período de prova.................................................49
5.3.1 - Condições do Período de Prova.................................49
5.4 - Circunstâncias judiciais............................................50
5.5 - Circunstâncias legais.............................................50
6 - FIXAÇÃO DA PENA.................................................51
6.1 - Momento judicial de fixação da pena.................................52
6.2 - Juízo de culpabilidade.............................................52
6.3 - Cálculo da pena.................................................52
6.4 - Concurso de circunstâncias atenuantes e agravantes....................53
7 - SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA.................................53
7.1 - Formas.........................................................53
7.2 - Requisitos......................................................54
7.3 - Período de prova.................................................55
7.4 - Condições......................................................55
7.5 - Revogação do sursis
............................................56
7.6 - Cassação do sursis
.............................................56
7.7 - Restabelecimento do sursis
......................................56
7.8 - Prorrogação do sursis
...........................................57
LIVRAMENTO CONDICIONAL...........................................57
- REQUISITOS......................................................58
- CONDIÇÕES......................................................58
- PROCEDIMENTO..................................................59
- CONSELHO PENITENCIÁRIO........................................60
- REVOGAÇÃO.....................................................61
9 - MEDIDA DE SEGURANÇA............................................61
9.1 - Pressupostos....................................................61
9.2 - Espécies.......................................................62
9.3 - Sistema Vicariante...............................................62
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE...........................................63
- Conceito..........................................................63
- CAUSAS..........................................................63
- EFEITOS.........................................................64
- ROL EXEMPLIFICATIVO.............................................64
EXAMES DA OAB.....................................................64
BIBLIOGRAFIA.......................................................82
APLICAÇÃO DA LEI PENAL
1 - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Previsto no art. 5°, XXXIX, da Constituição Federal, o princípio da legalidade vem estampado no art. 1° do Código Penal, que diz:
Art. 1° Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
Através desse princípio ( nullum crimen, nulla poena sine lege
}, ninguém pode ser punido se não existir uma lei que considere o fato praticado como crime.
Esse princípio também é chamado de princípio da reserva legal, pois que a definição dos crimes e das respectivas penas deve ser dada apenas e exclusivamente por lei, excluindo qualquer outra fonte legislativa.
Nos dizeres do mestre Cezar Roberto Bitencourt "O princípio da legalidade ou da reserva legal constitui uma efetiva limitação ao poder punitivo estatal. Embora constitua hoje um princípio fundamental do Direito Penal, seu reconhecimento constitui um longo processo, com avanços e recuos, não passando, muitas vezes, de simples fachada formal
de determinados Estados. Feuerbach, no início do século XIX, consagrou o princípio da reserva legal através da fórmula latina nullum crimen, nulla poena sine lege. O princípio da reserva legal é um imperativo que não admite desvios nem exceções e representa uma conquista da consciência jurídica que obedece a exigências de justiça, que somente os regimes totalitários o têm negado."
Pode-se dizer que, pelo princípio da legalidade, a elaboração de normas incriminadoras é função exclusiva da lei, isto é, nenhum fato pode ser considerado crime e nenhuma pena criminal pode ser aplicada sem que antes da ocorrência desse fato exista uma lei definindo-o como crime e comi-nando-lhe a sanção correspondente. A lei deve definir com precisão e de forma cristalina a conduta proibida.
Sendo assim, o princípio da legalidade tem sua complementação no princípio da anterioridade ("nullum crimen, nulla poena sine praevia lege "), eis que do teor do art. 1° do Código Penal, decorre a inexistência de crime e de pena sem lei anterior que os defina. Deve, assim, a lei estabelecer previamente as condutas consideradas criminosas, cominando as penas que julgar adequadas, a fim de que se afaste o arbítrio do julgador e se garanta ao cidadão o direito de conhecer, com antecedência, qual o comportamento considerado ilícito.
2 - LEI PENAL NO TEMPO
A eficácia da lei penal no tempo vem regulada pelo art. 2° do Código Penal, que diz:
Art. 2°. Ninguém pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
Parágrafo único. A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
Também a lei penal, como todas as demais leis do ordenamento jurídico, entra em vigor na data nela indicada. Caso não haja indicação na própria lei, aplica-se o disposto no art. 1°, caput, da Lei de Introdução ao Código Civil, no qual está estabelecido o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias após a publicação oficial, para que a lei entre em vigor no Brasil.
O prazo supra é denominado de "vacatio legis", ou seja, o período compreendido entre a publicação oficial da lei e sua entrada em vigor.
Segundo o princípio do tempus regit acíum
, desde que a lei entra em vigor, até que cesse sua vigência, rege todos os fatos abrangidos pela sua destinação.
Em regra, a lei permanecerá em vigor até que outra a modifique ou revogue, segundo o disposto no art. 2° da Lei de Introdução ao Código Civil, a não ser que a lei se destine à
