Jongo - Do Cativeiro Aos Dias Atuais
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Jongo - Do Cativeiro Aos Dias Atuais - José Geraldo Oliveira Mion
Jongo – do cativeiro
aos dias atuais
Saga da escravidão em Itapemirim
José Geraldo Mion Oliveira
Releitura
Itapemirim
2017
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Elaborado pela Biblioteca Pública Municipal
Thomé de Souza Machado
O482j Mion Oliveira, José Geraldo.
JONGO – DO CATIVEIRO AOS DIAS ATUAIS:
saga de escravidão em Itapemirim [Releitura] / José
Geraldo Mion Oliveira. -2. Ed. - Itapemirim, 2017.
104 p.il. color.
1. Itapemirim. 2. Jongo. 3. História. 4. Cultura
Africana. 5. Escravidão.
BPMTSM / PMI CDU – 394.3
[ 2 ]
[ 3 ]
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas
usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os
nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos
lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-
la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós
mesmos".
(Fernando Pessoa)
[ 4 ]
SUMÁRIO
Negreiros eram os navios ............................................................... 7
Cantos de escravidão ..................................................................... 9
Sonho de liberdade ...................................................................... 13
Barão de Itapemirim: vilão ou herói? ............................................. 15
Escravizados nas terras de Itapemirim .......................................... 21
Zumbi dos Palmares ..................................................................... 23
Enfim, a liberdade?! ..................................................................... 25
Afinal, o que é jongo? .................................................................. 27
Jongo - patrimônio imaterial brasileiro ........................................... 29
Jongo - celebração da vida! .......................................................... 31
Jongo e sua dinâmica ................................................................... 33
Jongo: é preciso continuar ............................................................ 35
Jongo: vestimentas, adereços e costumes ..................................... 37
Jongo e sua relação com as lendas, crendices e superstições.......... 43
Jongo e a diáspora negra ............................................................. 47
Jongo e a Lei 10.639/03 ............................................................... 51
Jongo e a comunidade quilombola ................................................ 53
[ 5 ]
Jongo de Itapemirim: onde tudo começou ..................................... 57
Jongo de Itapemirim e a ratificação de Rubem Braga ..................... 59
Jongo local: homenagem ao Mestre Bento ..................................... 63
Jongo mirim de Itapemirim ........................................................... 65
Jongo e sua contextualização ....................................................... 67
Dez anos de jongo mitim no bicentenário ...................................... 71
Mestra Quequê - baluarte do jongo mirim ..................................... 73
Vó Geralda - a veterana! .............................................................. 79
Parabéns, jongueiros de Itapemirim .............................................. 81
[ 6 ]
Negreiros eram os navios...
Lá pelos idos de 1560, do outro lado do oceano
Atlântico, mais precisamente na África do Sul, milhares de
negros foram raptados para serem escravizados numa
terra recentemente ‘descoberta’ pelos europeus.
Capturados, foram espalhados por todas as regiões do
'Novo Mundo' e deixando rastros de sua tradição e de
seus costumes por todas as partes do Brasil, em especial,
na Região Sudeste.
Bantos ou nagôs, não se sabe ao certo, sua origem.
Incontestável é a riqueza cultural que esses africanos nos
deixaram como legado. O patrimônio histórico-cultural
brasileiro é, sem dúvidas, em fração considerável, mais
rico, graças à participação desses que, mesmo sob os
açoites dos coronéis durante os quase três séculos de
escravidão, deram suas vidas para a construção do Brasil.
Atabaque, agogô, berimbau, afoxé. Samba,
maracatu, lambada e maxixe. Não, nada disso! Jongo e
tambor – O início de tudo!
Torturados desde o sequestro em sua terra natal
até o desembarque no novo continente, foram submetidos
a condições subumanas dentro dos porões dos navios
negreiros, sendo tratados como se fossem animais
selvagens.
[ 7 ]
Jongo – do cativeiro aos dias atuais, por José Geraldo Mion Oliveira
Ao aqui chegarem, eram obrigados a trabalhar à
base de chibatadas e dos grilhões. Não tinham tempo
para fazer nada além daquilo que os senhores lhes
ordenavam.
Não podiam, nem mesmo, praticar suas crenças ou
quaisquer outras atividades sem ser o trabalho servil e,
além do tratamento animalesco, também eram obrigados
a adorar os santos de seus senhores, ou seja, os santos
católicos, sendo assim, suas próprias crenças, culturas e
tradições foram deixadas de lado.
http://www.vectors4all.net/preview/dogger-clip-art.jpg
[ 8 ]
Jongo – do cativeiro aos dias atuais, por José Geraldo Mion Oliveira
Cantos de escravidão
Século XVI...
Eles chegavam cantando, mesmos amontoados nos
porões dos navios negreiros! Não, ainda não era o jongo!
Era o início da escravidão negra africana no Novo
Mundo...
http://dancasfolcloricas.blogspot.com.br/2011/07/jongo.html
[ 9 ]
Jongo – do cativeiro aos dias atuais, por José Geraldo Mion Oliveira Como se mercadorias fossem, eram transportados
em condições desumanas. Os que morriam antes do
desembarque, no Brasil, eram lançados ao mar. Os
capitães os encorajava à dança e à música, para reduzir o
risco de depressão e morte durante a viagem!
Desde então, foram despojados de seus pertences,
aliás, a vida já
