Menino, gaiola e pássaro: poemas de Roberto Marcantonio - obra póstuma
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Sobre este e-book
Eudoxia Machado
Roberto Marcantonio (1941-2019) nasceu em Vacaria/RS. Desde 1949, viveu com sua família em Porto Alegre. Cursou Ciências Econômicas (PUCRS) com especialização em Economia. Movido por diversas paixões, a poesia mobilizou a sua energia vital. Compôs poemas, de forma contínua de 1965 a 2017, paralelo a sua profissão de economista.
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Pré-visualização do livro
Menino, gaiola e pássaro - Eudóxia Mendes Machado
©2022, Eudoxia Machado, organização
Todos os direitos desta edição reservados à Libretos.
Edição e design gráfico
Clô Barcellos
Revisão
Célio Lamb Klein
Grafia segue Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990,
adotado no Brasil em 2009.
Capa
Tânia Moura, artista plástica; desenho com giz de quadro e lápis dourado, 56cm x 86cm, feito especialmente para este livro, em 2021.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação:
Bibliotecária Daiane Schramm – CRB-10/1881
___
M545 Menino, gaiola e pássaro, poemas de Roberto Marcantonio – obra póstuma.
[Recurso eletrônico]. / Organizado por
Eudoxia Mendes Machado. – Porto Alegre:
Libretos, 2023.
Livro digital
ISBN 978-65-86264-65-4
1. Literatura brasileira. 2. Poemas.
3. Biografia.
CDD869.1
___
É permitida apenas a reprodução parcial
desta obra, para fins de estudos e divulgação, e somente se citada a fonte.
Rua Peri Machado, 222/B, 707
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Porto Alegre/RS – Brasil
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Roberto Marcantonio
na década de 1980
A arte existe porque a vida não basta.
Ferreira Gullar
Da organizadora
À memória de Maria Sebastiana Mendes, minha mãe e meu norte afetivo.
À memória de Roberto Marcantonio, meu amor e meu oásis na vida.
O poeta
A vida na fazenda dos avós paternos, Camilo e Teodora, alimentou as memórias mais fortes de minha infância, dizia Roberto. Perdiz, seu cão predileto (na verdade, uma cadela), e Noite, o cavalo, presente de seu avô… Muitas dessas memórias estão refletidas em seus poemas. Roberto nasceu em 15 de setembro de 1941 em Vacaria, no Rio Grande do Sul. Filho de Cristina Silveira da Cunha e de Norberto Marcantonio, foi criado e cuidado por Camilo e Teodora. Tudo indica ter chegado a Porto Alegre em 1949, quando seus avós se radicaram na capital para que seu filho caçula – Getúlio – frequentasse o colegial. Os registros da vida escolar mostram que ele fez a escolarização fundamental em Porto Alegre. Com exceção de dois anos do curso ginasial (1954 e 1956), em que ficou interno no Colégio São Jacó, em Novo Hamburgo. Segundo Roberto, esse período foi marcante na sua infância e na sua adolescência, estando também traduzidos na sua poesia. Estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, onde concluiu o ensino secundário em 1964. Em 1966, foi aprovado no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o curso de Letras. Frequentou quatro anos, como revela sua documentação acadêmica, mas não se formou. Não fez as provas finais do último ano do curso, em 1969. Neste ano, ocorreu o falecimento do avô Camilo Marcantonio, um de seus maiores afetos, como sempre explicitou Roberto. Contava-me que aquele foi um período difícil, tendo se refugiado na literatura. A universidade mobilizou seu maior interesse pelo estudo das humanidades e despertou sua curiosidade sobre o funcionamento do mundo, encaminhando-o ao campo da Economia. Foi, talvez, nesta quadra da vida que ele tenha atingido a maturidade necessária para encarar o leme de sua viagem. Formou-se bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1975 e concluiu a especialização em Economia pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, no ano de 1978. O cerne de sua trajetória profissional foi como economista (1978-2012) na Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE), instituição então vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento, Governança e Gestão do Rio Grande do Sul.
Além de seus avós paternos, a família mais próxima de seu convívio foi a de Getúlio, Mariza e seus quatro filhos – Aurélio, Silvana, Maria Isabel e Isadora, que o chamavam carinhosamente de tio. Testemunhei Getúlio apresentar Roberto como seu sobrinho, até como irmão e filho. Tenho a convicção de que Roberto também reconhecia em Getúlio essa potência afetiva. Isadora, sobrinha e afilhada amorosa, dá também esse testemunho quando se expressa nesta obra, logo a seguir. A família de Mariza foi seu porto seguro, seu espaço de generosidade recíproca, confraternização, alegrias, discussões das mais ásperas às mais reflexivas e de exposição de suas fragilidades ao longo da vida. Relatou-me, ainda, o encontro, por volta dos oito anos de idade, com o irmão por parte de mãe, Arnildo Silveira da Cunha, quando foram reunidos para brincar e ser apresentados como familiares. Mais um fato impactante de sua infância. Reencontraram-se muito mais tarde em Vacaria, em 2000, no funeral da mãe. A partir dessa circunstância, tornou-se mais próximo do irmão, da cunhada Beatriz e do sobrinho Rafael.
O cinema foi a atividade cultural, de formação e de lazer mais prazerosa para Roberto. Seus comentários e discussões sobre os filmes eram sempre apaixonados, complexos e surpreendentes. Participou ativamente do Clube de Cinema de Porto Alegre, espaço de valorização da cultura cinematográfica, com sua caderneta de sócio efetivo admitido em maio de 1966. A natureza também
