Fragmento Das Coisas
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Pré-visualização do livro
Fragmento Das Coisas - Paulo Sérgio Pereira
Copyright by Paulo Sérgio Pereira
Projeto gráfico, diagramação e capa
Elaine Aparecida de Oliveira
Imagens
Canva / Freepik
Revisão
Eder Venerando de Oliveira
contatos com o autor:
Email: paulo.s.pereirastz@gmail.com
Elo3 Design Editorial
CNPJ: 43.025.625/0001-10
www.elo3designeditorial.com.br
Facebook/Instagram: @elo3designeditorial
Contato: 19 99692-3673 | elo3design@gmail.com
2023
IMPRESSO NO BRASIL
Aos leitores
Nasci dia vinte e sete de janeiro de 1971 em Nova Granada, interior do estado de São Paulo. Com cinco anos de idade, meu pai mudou-se para a fazenda Vale Formoso, ali cresci, e ali é que eu vivi de verdade.
Sou o quarto filho de sete irmãos.
A beleza da poesia sempre me impressionou. A poesia tem a força de construir, a calma para me ouvir, e muitos poetas fizeram dela seu divã da psicanálise. Eu escrevo na vontade de ver um poema como eu sempre quis ver.
Daí vem a necessidade de montar as palavras, até se harmonizarem como são, ou deveriam ser.
Os poemas formam e se desfazem por si só nos acontecimentos naturais, até que um dia alguém os amarre por escrito.
Não se muda nunca mais um poema escrito e publicado.
Quando eu escrevo um poema ele se torna independente de mim, vive por si só, e com reconhecimento ou não, ele é o que é, um poema.
Paulo Sérgio Pereira.
Prefácio
Seus poemas me causaram uma forte impressão, você escreve forte, com um ritmo marcante.
Mas, sobretudo, o que mais me marcou foi a forma como desenvolveu os temas, assim como o vocabulário rico e cheio de significados e musicalidade.
É algo em tudo diferente do que eu tenho visto no gênero.
O jogo das palavras arrancadas de um mundo quase esquecido ou desapercebido, a intensa presença dos mundos de onde você veio, de sua origem. E, seu modo particular de ver e falar das coisas, sem choradeiras, revoltas ou sentimentalismo.
Você é um poeta.
(Américo Rosário de Souza)
Diretor de teatro e escritor
SUMÁRIO
Prefácio
Aos leitores
Prefácio
Fragmento das coisas
As palavras
Substância das palavras
Os loucos
O homem soterrado
O homem-bomba
O tempo que não volta mais
O mar
O espelho
O índio
A arte do avesso
A fome
A lua
A rua de Icém
A velha
Amor de nuvem
Amor
Antes de tudo
Arlequim e Pierrô
As favelas
As menininhas
Bahia
Boiadeiro e boiada
Café
Cantiga de amor
Casinha
Cavalo preto
Confidência
Consolação
Desejo
Esta noite um segredo
Eu e o tempo
Exílio
Feijoada
Grito contido
Hoje é domingo
Infância
Mãe
Mambembe
Magrão
Mistério
Música
Negro
No meio da noite
Noite clara
Noite na roça
Notícia de morte
Nova granada
Novo mundo
Nua e crua
O forasteiro
O guarda
O homem
O jumento
O lavrador
O lobisomem
O medo
O pão
O poeta, a mulher e a rosa
O poeta
O prédio do sindicato
O rio
O vento
Os cegos e os poetas
Os dedos
Os pássaros
Para Frederico
Passarim
Pedro
Poema incompreendido
Proscrição
Quando você voltar
Receita brasileira
Santa Casa de Misericórdia
Tatuagem
Trem de ferro
Tutacaduca
Uma palavra
Vaga-lume
Van Gogh
Vida e morte morte e vida
Violão
Visita ao cemitério
Fragmento das coisas
Pode ser que a vida seja assim, feita de restos, restos e restos...
Pode ser que esse ciclo seja um filme espalhado por intermináveis fragmentos.
Veja essa boneca sem cabeça no lixo; quem será a aquela criança?
Será hoje velha, será triste?
Não sei, a vida que fez dela o que fez, é que sabe.
Veja aquele pedaço de soldado de plástico queimando
nos destroços.
Quem foi o menino?
Quem será o menino?
Será que hoje é um homem feliz, ou morreu na guerra, nas inúmeras guerras desses dias infelizes?
Não sei, só o tempo sabe, o tempo que fez dele o que ele talvez não quis, ou não teve tempo de escolher ou rejeitar.
Meu Deus... quantas folhas para serem carregadas pelos ventos, quantas formigas para carregar os fragmentos.
Observe nos entulhos, os sapatos velhos, o caderno rasgado,
