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O Labirinto Da Justiça: Uma Jornada Platônica Pela Verdade E O Reino Das Ideias
O Labirinto Da Justiça: Uma Jornada Platônica Pela Verdade E O Reino Das Ideias
O Labirinto Da Justiça: Uma Jornada Platônica Pela Verdade E O Reino Das Ideias
E-book47 páginas34 minutos

O Labirinto Da Justiça: Uma Jornada Platônica Pela Verdade E O Reino Das Ideias

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Sobre este e-book

Em um futuro distópico onde a realidade é moldada por algoritmos e a verdade é uma mercadoria, uma jovem historiadora descobre fragmentos de um antigo texto platônico. Impulsionada por essa revelação, ela embarca em uma busca perigosa para desvendar os princípios do Reino das Ideias e seu potencial para construir uma sociedade justa. Sua jornada a confronta com poderosas forças que se beneficiam da ignorância e da manipulação, e a força a questionar tudo o que ela acreditava saber sobre a realidade e o poder da filosofia. Através de desafios e dilemas morais, ela descobre que a verdadeira justiça reside na busca incessante pela verdade, mesmo quando essa verdade é desconfortável e subversiva.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento7 de ago. de 2025
O Labirinto Da Justiça: Uma Jornada Platônica Pela Verdade E O Reino Das Ideias

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    O Labirinto Da Justiça - Andrews M. Gabriels

    A Sombra na Caverna: Introdução ao Mundo de Platão

    O Contexto da Reflexão: Atenas e a Busca por Sentido

    Para compreendermos a profundidade da filosofia de Platão, é fundamental mergulharmos no contexto histórico e cultural que moldou seu pensamento. Platão viveu em Atenas durante um período de intensa transformação, marcado por conflitos políticos, convulsões sociais e crises filosóficas. O século V a.C. foi um período de grande florescimento cultural, especialmente nas artes e na filosofia, mas também de instabilidade política, com guerras constantes e a ascensão e queda de diferentes regimes.

    A Atenas da época era uma cidade-estado vibrante, um centro de comércio, cultura e ideias. A democracia ateniense, embora inovadora para a época, era frequentemente palco de disputas políticas acirradas e de decisões baseadas em paixões e demagogia, em vez de razão e conhecimento. O julgamento e a condenação de Sócrates, mestre de Platão, tiveram um impacto profundo no jovem filósofo, reforçando sua preocupação com a justiça, a verdade e a busca por um conhecimento sólido e confiável.

    A Influência de Sócrates e a Crise do Conhecimento

    Sócrates, com sua busca incessante pela definição de conceitos morais como justiça, beleza e coragem, desafiou as certezas da época e questionou a sabedoria aparente dos líderes e dos cidadãos atenienses. Sua metodologia, o maiêutico, consistia em fazer perguntas para levar seus interlocutores a descobrirem suas próprias contradições e a reconhecerem a própria ignorância. Essa abordagem, embora estimulante, também o tornou alvo de críticas e desconfiança por parte das autoridades atenienses, que o acusaram de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses da cidade.

    A morte de Sócrates foi um trauma para Platão, que viu na condenação de seu mestre um símbolo da injustiça e da fragilidade da democracia ateniense. Essa experiência o impulsionou a buscar uma alternativa à filosofia sofista, que valorizava a retórica e a persuasão em detrimento da verdade e do conhecimento objetivo. Platão acreditava que a filosofia deveria ter um papel fundamental na formação de cidadãos virtuosos e na construção de uma sociedade justa.

    Os sofistas, pensadores itinerantes que se apresentavam como mestres da retórica e da oratória, defendiam que a verdade era relativa e que não existia um conhecimento absoluto. Eles se especializavam em argumentar a favor de qualquer ponto de vista, independentemente de sua validade, e cobravam caro por seus ensinamentos. Platão criticava os sofistas por considerá-los mercenários da palavra e por acreditar que sua filosofia contribuía para a desestabilização dos valores morais e da ordem social.

    A crise do conhecimento que Platão identificou em Atenas não era apenas uma crise epistemológica, ou seja, uma crise relacionada à dúvida sobre a possibilidade de conhecer a verdade. Era também uma crise ética e política, relacionada à percepção de que a democracia ateniense, em sua busca por consenso e liberdade individual, havia perdido o caminho da justiça e da sabedoria.

    A Alegoria da Caverna:

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