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O Algoritmo Da Virtude: Ética Clássica E O Futuro Da Inteligência Artificial
O Algoritmo Da Virtude: Ética Clássica E O Futuro Da Inteligência Artificial
O Algoritmo Da Virtude: Ética Clássica E O Futuro Da Inteligência Artificial
E-book57 páginas42 minutos

O Algoritmo Da Virtude: Ética Clássica E O Futuro Da Inteligência Artificial

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Sobre este e-book

Este livro explora a urgente necessidade de uma nova ética na era da IA, mergulhando nas raízes da filosofia moral de Aristóteles, Kant e outros pensadores clássicos. Através de um diálogo entre o passado e o presente, o autor analisa como os princípios da virtude, da responsabilidade e da justiça podem guiar o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial. O livro examina dilemas éticos cruciais como viés algorítmico, autonomia das máquinas e o impacto da IA no futuro do trabalho e da sociedade. Ao oferecer uma estrutura filosófica robusta, O Algoritmo da Virtude propõe um caminho para construir uma IA que seja não apenas inteligente, mas também ética e benéfica para a humanidade.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento2 de ago. de 2025
O Algoritmo Da Virtude: Ética Clássica E O Futuro Da Inteligência Artificial

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    O Algoritmo Da Virtude - Andrews M. Gabriels

    A Sombra de Turing: Introdução à Ética na Era Algorítmica

    A Sombra de Turing: Introdução à Ética na Era Algorítmica

    A inteligência artificial (IA) deixou de ser um tema relegado à ficção científica para se tornar uma realidade profundamente entrelaçada com o tecido da nossa existência. De assistentes virtuais que respondem a comandos de voz a algoritmos que influenciam decisões financeiras e diagnósticos médicos, a IA está remodelando o mundo em ritmo acelerado. Essa ascensão exponencial da IA não apenas apresenta avanços tecnológicos notáveis, mas também levanta questões éticas complexas que exigem nossa atenção imediata. A promessa de eficiência, inovação e resolução de problemas globais colide com a preocupação com o viés, a privacidade, a responsabilidade e o potencial impacto na autonomia humana.

    Este capítulo tem como objetivo estabelecer o cenário dessa nova era, explorando a ascensão da IA e a urgência de uma reflexão ética renovada. Argumentaremos que a filosofia moral clássica, longe de ser um mero exercício acadêmico, oferece um farol valioso para navegar os desafios complexos da inteligência artificial. Ao revisitar conceitos éticos fundamentais desenvolvidos por pensadores como Aristóteles, Kant e Mill, podemos desenvolver uma compreensão mais profunda das implicações morais da IA e criar princípios orientadores para o seu desenvolvimento e implementação responsáveis.

    O Despertar da Máquina: Uma Breve História da IA

    A história da IA é marcada por ondas de otimismo e desilusão. As primeiras décadas após a Segunda Guerra Mundial testemunharam um entusiasmo considerável com a possibilidade de criar máquinas pensantes. A Conferência de Dartmouth em 1956, amplamente considerada o marco inaugural do campo da IA, reuniu cientistas de diversas áreas para explorar a viabilidade de simular a inteligência humana em máquinas.

    As décadas seguintes foram caracterizadas por avanços graduais, mas também por limitações significativas. Programas de IA conseguiram resolver problemas específicos, como jogar damas e provar teoremas matemáticos, mas a capacidade de generalização e o raciocínio de senso comum permaneciam desafiadores. O inverno da IA, um período de financiamento e interesse reduzidos, marcou um momento de refluxo e reavaliação do campo.

    O ressurgimento da IA no século XXI foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo o aumento exponencial do poder computacional, a disponibilidade de grandes conjuntos de dados (big data) e o desenvolvimento de algoritmos de aprendizado de máquina mais sofisticados. O aprendizado profundo (deep learning), uma técnica que utiliza redes neurais artificiais com múltiplas camadas, revolucionou áreas como reconhecimento de imagem, processamento de linguagem natural e tradução automática.

    Hoje, a IA está presente em praticamente todos os aspectos da vida moderna. Carros autônomos, assistentes virtuais como Siri e Alexa, sistemas de recomendação online, algoritmos de detecção de fraude e diagnósticos médicos baseados em IA são apenas alguns exemplos das aplicações da IA que estão transformando a nossa sociedade.

    A Urgência Ética: Por que a IA Exige uma Reflexão Moral

    O rápido avanço da IA não é apenas uma questão de inovação tecnológica; é uma questão de poder, influência e, em última análise, de valores humanos. A IA tem o potencial de amplificar tanto o bem quanto o mal, e a forma como a desenvolvemos e a utilizamos moldará o futuro da nossa sociedade.

    Uma das principais preocupações éticas relacionadas à IA é o potencial de viés algorítmico. Os algoritmos de IA são treinados em grandes conjuntos de dados, e se esses dados refletirem preconceitos existentes na sociedade, os algoritmos podem perpetuar e até amplificar esses preconceitos. Isso pode levar a decisões discriminatórias em áreas como recrutamento, concessão de crédito e justiça criminal.

    "Os algoritmos não são neutros. Eles são construídos

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