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A Cidade Ideal Desconstruída: Justiça, Utopia E A Busca Incessante No Século Xxi
A Cidade Ideal Desconstruída: Justiça, Utopia E A Busca Incessante No Século Xxi
A Cidade Ideal Desconstruída: Justiça, Utopia E A Busca Incessante No Século Xxi
E-book49 páginas35 minutos

A Cidade Ideal Desconstruída: Justiça, Utopia E A Busca Incessante No Século Xxi

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Sobre este e-book

Este livro mergulha na complexa relação entre a busca pela justiça, o ideal da Cidade Platônica e os desafios contemporâneos. Através de uma análise crítica da filosofia platônica, a obra explora como a utopia de uma sociedade justa se confronta com as imperfeições e desigualdades do mundo moderno. O autor questiona a viabilidade de modelos ideais e propõe reflexões sobre o papel da ética, da política e da tecnologia na construção de uma sociedade mais equitativa. A obra convida o leitor a repensar o conceito de justiça e a buscar alternativas para um futuro mais justo e humano, sem cair em simplificações ou idealizações.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento8 de ago. de 2025
A Cidade Ideal Desconstruída: Justiça, Utopia E A Busca Incessante No Século Xxi

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    A Cidade Ideal Desconstruída - Andrews M. Gabriels

    A Urgência da Cidade Ideal: Uma Introdução Desafiadora

    A Urgência da Cidade Ideal: Uma Introdução Desafiadora

    A busca por uma organização social justa e harmoniosa tem sido uma constante na história da filosofia. Desde as primeiras reflexões sobre a polis na Grécia Antiga até as teorias políticas modernas, a ideia de uma cidade ideal – um modelo de sociedade em que a justiça prevalece e o bem comum é o objetivo primordial – tem servido como um farol, guiando e desafiando as sociedades a se questionarem sobre sua própria estrutura e valores. Platão, com sua República, é talvez o expoente mais famoso dessa busca, mas a noção de uma cidade ideal transcende o autor e o tempo, ressoando em diferentes contextos e inspirando diversas interpretações.

    A Atemporalidade do Ideal Urbano

    A relevância da cidade ideal não reside em sua possibilidade de realização plena, mas sim em seu valor como um ideal atemporal. Ela não é um plano prático para ser implementado cegamente, mas sim um ponto de referência crítico para avaliar as sociedades existentes e imaginar alternativas. A pergunta fundamental que a cidade ideal nos impõe é: como organizar a sociedade de forma a promover a justiça, a igualdade e o bem-estar de todos os seus membros? Essa pergunta, embora formulada em diferentes épocas e com diferentes nuances, permanece atual e relevante no século XXI.

    A inspiração platônica na cidade ideal não se esgota na descrição de sua estrutura governamental ou de sua divisão em classes sociais. Ela se estende à própria concepção de cidadania, à importância da educação e à necessidade de um sistema de valores que oriente a vida em comunidade. A ideia de que a sociedade deve ser organizada de forma a cultivar as virtudes dos seus cidadãos – como a coragem, a temperança e a sabedoria – continua sendo um tema central nas discussões sobre ética e política.

    A atemporalidade da cidade ideal também se manifesta em sua capacidade de se adaptar a diferentes contextos. Embora a República de Platão seja profundamente enraizada na sociedade ateniense do século IV a.C., seus princípios fundamentais – como a importância da justiça, da educação e da participação política – podem ser aplicados a sociedades contemporâneas, mesmo que de forma adaptada e modificada. A cidade ideal, portanto, não é uma fórmula fixa, mas sim um conjunto de princípios e valores que podem ser reinterpretados e aplicados em diferentes contextos históricos e culturais.

    As Falhas da Utopia: O Perigo da Idealização

    No entanto, a busca pela cidade ideal também é permeada por perigos inerentes à própria natureza utópica do projeto. A utopia, por definição, é um lugar imaginário, perfeito e idealizado, que geralmente se apresenta como uma alternativa à realidade imperfeita. A tentação de construir uma sociedade perfeita pode levar à idealização excessiva e à negligência dos problemas reais e das complexidades da vida humana.

    Uma das principais falhas da utopia é a tendência a suprimir a diversidade e a individualidade em nome do bem comum. Na República

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