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O Teatro Da Existência: Narrativas, Poder E A Construção Da Realidade
O Teatro Da Existência: Narrativas, Poder E A Construção Da Realidade
O Teatro Da Existência: Narrativas, Poder E A Construção Da Realidade
E-book55 páginas38 minutos

O Teatro Da Existência: Narrativas, Poder E A Construção Da Realidade

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Sobre este e-book

Este livro mergulha na intrincada relação entre narrativa, linguagem e a forma como percebemos e construímos a realidade, explorando as ideias de Nietzsche, Foucault e Derrida. Através de uma análise profunda, investiga como as narrativas dominantes moldam nossas identidades individuais e os sistemas de poder que governam a sociedade. A obra questiona a noção de uma verdade objetiva, demonstrando como a linguagem não é apenas um instrumento de comunicação, mas uma força ativa na criação do nosso mundo. Ao desconstruir as estruturas narrativas, o livro convida o leitor a uma reflexão crítica sobre como podemos desafiar as verdades estabelecidas e construir nossa própria realidade.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento2 de ago. de 2025
O Teatro Da Existência: Narrativas, Poder E A Construção Da Realidade

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    O Teatro Da Existência - Andrews M. Gabriels

    A Máquina de Narrativas: Introdução ao Teatro da Existência

    Introdução: A Máquina de Narrativas

    Este livro, O Teatro da Existência: Narrativas, Poder e a Construção da Realidade, propõe uma investigação sobre a profunda influência da narrativa e da linguagem na maneira como percebemos e experimentamos a realidade. Não buscamos uma visão simplista do mundo como pura ilusão, mas sim uma compreensão mais sofisticada de como as histórias que contamos – a nós mesmos e aos outros – moldam nossos valores, nossas ações e, em última análise, nossa própria existência. Acreditamos que a realidade não é um dado bruto a ser descoberto, mas sim uma construção contínua, tecida através de fios de linguagem e narrativa.

    A Realidade como Construção Narrativa

    Desde os primórdios da filosofia, a questão da relação entre mente e mundo tem sido central. Platão, em sua alegoria da caverna, já nos alertava para a possibilidade de confundir sombras com a realidade. Mais recentemente, filósofos como Nietzsche, Foucault e Derrida ampliaram essa reflexão, argumentando que a realidade não é algo preexistente, mas sim algo que é ativamente construído através de processos discursivos e narrativos.

    Nietzsche, por exemplo, com sua crítica à moral tradicional, demonstra como os valores que consideramos universais e objetivos são, na verdade, produtos de forças históricas e sociais, encarnados em narrativas que nos são transmitidas e internalizadas. Ele propõe a ideia de que não existem fatos, apenas interpretações, e que a verdade é sempre perspectivada.

    Não há fatos, apenas interpretações.

    Essa frase, aparentemente simples, esconde uma profunda crítica à pretensão de objetividade na ciência e na filosofia. Nietzsche nos convida a questionar as narrativas dominantes e a reconhecer a influência do poder na formação do nosso entendimento do mundo.

    A Linguagem como Ferramenta de Poder

    Foucault, em suas investigações sobre a história do conhecimento e do poder, destaca o papel crucial da linguagem na produção de realidade. Ele argumenta que o poder não é apenas repressivo, mas também produtivo, ou seja, ele não apenas proíbe certas formas de expressão, mas também cria novas formas de pensar e de agir. Essa produção de realidade ocorre através de discursos, que são sistemas de pensamento e linguagem que definem o que é considerado normal, verdadeiro e legítimo.

    O poder não é uma entidade, mas uma relação.

    Para Foucault, o poder opera através de redes complexas de discursos que moldam nossos desejos, nossas crenças e nossas práticas. A linguagem, nesse contexto, não é apenas um instrumento de comunicação, mas sim um instrumento de poder, capaz de classificar, categorizar e normalizar o mundo. As instituições, como a medicina, a psiquiatria e o sistema legal, são exemplos de espaços onde discursos específicos se consolidam e exercem um poder significativo sobre nossas vidas.

    A Desconstrução do Significado

    Derrida, por sua vez, radicaliza a crítica à estabilidade do significado, com sua teoria da desconstrução. Ele argumenta que a linguagem não é um sistema transparente de signos que se referem a um mundo externo, mas sim um sistema auto-referencial, onde o significado é sempre diferido e instável. A desconstrução busca expor as contradições e as hierarquias que estão implícitas nos textos, revelando como o significado é construído através de oposições binárias (masculino/feminino, razão/emoção, normal/anormal) que são, na verdade, instáveis e interconectadas.

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