CRÔNICAS RIOGRANDENSES - REPÚBLICA DOS PAMPAS: CRÔNICAS RIOGRANDENSES, #4
De Paulo Otávio
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Sobre este e-book
"Crônicas Riograndenses - República dos Pampas" é uma obra épica que narra os intensos conflitos e dilemas morais durante a Revolução Farroupilha, tendo como personagem central Eduardo, um capitão da milícia republicana de Piratini, que luta pelo sonho de um Rio Grande do Sul livre e independente. A história mergulhada no impacto humano da guerra, nas escolhas difíceis e nas lealdades que são testadas, enquanto Eduardo busca encontrar a verdadeira liberdade e significado para sua vida.
Eduardo é um homem de honra, coragem e lealdade, qualidades essenciais para um líder militar, mas ele não é apenas um combatente. Ele é também um homem sensível e introspectivo, guiado por um forte código de ética. A história apresenta como um líder respeitado, alguém que inspira confiança em seus aliados, mas também carrega o peso da guerra e as decisões difíceis que precisam tomar.
O conflito central de Eduardo é sua lealdade à causa republicana e sua amizade com Bento Manuel, um homem cujas lealdades oscilaram entre os republicanos e os imperiais. Essa amizade coloca Eduardo em uma posição difícil, pois ele deve confrontar seus próprios valores com a realidade brutal da guerra. As dúvidas entre os dois aliados revelaram que as questões de lealdade e honra são mais complexas do que ele imaginava, e Eduardo foi forçado a reconsiderar suas próprias referências.
Além das batalhas externas, Eduardo também enfrentou um dilema emocional profundo. Ele carrega a saudade de sua família, que foi tragicamente morta em meio à guerra, e uma busca por um propósito maior. Sua relação com Sarah, o amor de sua vida, representa a esperança de um futuro pacífico, mas sua morte prematura causa-lhe grande sofrimento. Enquanto Sarah simboliza tudo o que Eduardo mais deseja — um futuro de paz e felicidade —, a guerra e a perda o impedem de se entregar completamente ao amor, criando um conflito interno entre o desejo de liberdade e a necessidade de conexão humana.
A jornada de Eduardo é uma busca constante por identidade e redenção. Ele enfrentou a perda, o sofrimento e a solidão, mas também aprendeu sobre o verdadeiro significado da liberdade e da paz. A história leva Eduardo por um caminho de autodescoberta, onde ele confronta suas próprias falhas, limitações e, finalmente, encontra a força para perdoar a si mesmo e buscar a felicidade. Seu dilema não é apenas uma luta militar, mas uma batalha contra a dúvida e a dor emocional que surge de um conflito interno.
Ao longo da história, Eduardo cresce de um soldado em busca da independência para um homem mais consciente, que começa a perceber que a verdadeira liberdade não reside apenas nas vitórias militares, mas no entendimento profundo de suas próprias escolhas e suas consequências. Seu maior desafio não é vencer a guerra, mas encontrar a paz em meio à dor da perda, do arrependimento e da esperança de um novo começo.
O clímax da narrativa ocorre quando Eduardo, após uma jornada emocional e física extenuante, finalmente encontra sua família e é recebido por Sarah em um cenário de paz e esperança. A chegada à estância Querência simboliza o fim de sua longa busca, a reconciliação com seu passado e a concretização do desejo de reencontrar o lar. Nesse momento, Eduardo experimenta a verdadeira sensação de estar em casa, não apenas fisicamente, mas emocionalmente, rodeado pelas pessoas que amam e pela paz que sempre desejou.
"Crônicas Riograndenses - República dos Pampas" é uma obra de profundas questões humanas, onde o amor, a amizade e a luta pela liberdade se entrelaçam, criando uma narrativa cheia de emoção, tensão e redenção. A trajetória de Eduardo é um testemunho da complexidade da guerra e das escolhas que definem o destino de um homem, mostrando que, embora a luta pela independência seja essencial, é o amor e as relações humanas que, no fim, oferecem o verdadeiro significado para uma vida.
Paulo Otávio
Nascido em Porto Alegre, em 20 de dezembro de 1974, Paulo Otávio transformou sua paixão pelas histórias em uma carreira literária marcada pelo suspense e pela intensidade. Autor de dezesseis obras, entre elas Conspiração em Alcântara, Assassinato na Rua da Praia e o premiado A Profecia da Ressurreição, conquistou leitores no Brasil e no exterior com narrativas que unem mistério, história e emoção. Em 2024, viveu um ano inesquecível: foi consagrado no Salão do Livro de Genebra com o título de Livro do Ano da Europa de Língua Portuguesa, recebeu o Prêmio Fernando Pessoa de Excelência em Literatura em Portugal e foi distinguido em Buenos Aires com a Comenda Literária Evita Perón, sendo celebrado como Autor Revelação Internacional. Hoje, Paulo Otávio é reconhecido como uma das vozes mais promissoras e originais da literatura contemporânea em língua portuguesa.
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CRÔNICAS RIOGRANDENSES - REPÚBLICA DOS PAMPAS - Paulo Otávio
Nota
Crônicas Riograndenses - República dos Pampas se passa em um dos períodos mais turbulentos da história do Brasil: a Revolução Farroupilha, que durou de 1835 a 1845, também conhecida como Guerra dos Farrapos. A seguir, uma nota histórica que guia o leitor pelos principais acontecimentos e locais onde a narrativa se desenrola, combinando ficção com eventos históricos. A História não é apenas uma viagem pelos eventos militares da Revolução Farroupilha, mas também uma exploração profunda das escolhas pessoais e dos dilemas emocionais que definem a vida de Eduardo. A obra integra perfeitamente os locais históricos com a jornada interna de sua jornada, permitindo que o leitor experimente tanto a grandiosidade das batalhas quanto a complexidade emocional e humana de quem vive e luta em tempos de guerra. A história de Eduardo começa em Rio Pardo, depois segue para cidade de Piratini, um importante centro de resistência republicana durante a Revolução Farroupilha. Piratini foi, na realidade, a sede do governo republicano durante boa parte da revolução. Aqui, Eduardo, um capitão da milícia, encontra seu papel na luta pela independência do Rio Grande do Sul, sob o comando de Bento Gonçalves. A cidade foi palco de batalhas e decisões políticas, sendo essencial para os farrapos, que defendiam a criação de uma república independente no sul do Brasil. O acampamento de Bento Gonçalves, próximo a Piratini, também serviu como um ponto importante na história de Eduardo. Lá, o General Farrapo planejou estratégias para combater as tropas imperiais. Durante a Revolução, o acampamento foi constantemente movimentado por encontros políticos, alianças militares e discussões sobre o futuro da província. Para Eduardo, este local representa o momento de descoberta e consagração como líder, mas também o início de um conflito pessoal, à medida que se vê dividindo sua lealdade com Bento Manuel, que oscila entre os lados republicano e imperial. Nos pontos altos do Cerro do Estado, Eduardo e seus companheiros enfrentam uma das batalhas decisivas da guerra. As montanhas e planaltos serviram como cenário para várias batalhas durante a revolução, proporcionando uma vantagem estratégica para os farrapos devido ao terreno acidentado. O Cerro é também onde Eduardo reflete sobre o dilema moral que o acompanha: a guerra e a perda de sua família, a busca por um propósito maior e a influência de sua amizade com Bento Manuel, que coloca em cheque sua visão de luta.
A Estância Querência é o ponto de chegada e redenção para Eduardo. Localizada nas margens do Rio de nome Rio Pardo, ela representa o lar perdido e a busca pela reconciliação. Em uma das cenas mais emocionantes do livro, Eduardo finalmente retorna a este lugar, onde encontra sua família e a paz que tanto desejava. A estância, com sua natureza exuberante, simbolizam tanto a tranquilidade da vida campesina quanto a luta pela preservação dos ideais republicanos, em um momento de profundo encontro emocional e espiritual para Eduardo. O Campo de Batalha de Porongos. Em 1844, um dos acontecimentos mais significativos da Revolução Farroupilha ocorre no campo de Porongos, onde o exército farroupilha, sob o comando de Bento Gonçalves, enfrenta as forças imperiais. Esta batalha foi crucial para o desfecho do conflito e, no contexto do romance, serviu para testar os limites do sacrifício e da amizade de Eduardo. A história de Eduardo se entrelaça com a resistência farrapa e a luta pela independência, mas também com a compreensão de que a guerra não pode ser a única resposta para os dilemas humanos. O Acordo de Paz de 1845. A Revolução Farroupilha chega ao fim com o Tratado de Paz de Ponche Verde, em 1845, quando as hostilidades entre os farrapos e o Império são encerradas. Este acordo, que garante aos republicanos concessões políticas e maior autonomia para o Rio Grande do Sul, é o marco que encerra a luta pela independência.
Capítulo 1 - Julho, inverno rigoroso no sul do Brasil.
O frio reinava há dias, e o vento minuano soprava insistente, fazendo dois graus negativos. O mês mais gélido do ano no Rio Grande do Sul e ainda estava longe do fim. Era 1836, e a noite caiu cedo, por volta das cinco horas da tarde, os dias nessa época do ano terminavam mais cedo e a escuridão da noite abraçava tudo naquele lugar. Em Bagé, os destroços do antigo forte Santa Tecla eram apenas um marco esquecido do passado. Quatrocentos homens aguardavam escondidos entre a vegetação alta, suas montarias silenciadas, seus corpos imóveis. Eles estavam preparados para a batalha, mas a paciência começava a ceder diante da longa espera. O comando era de Antônio de Sousa Neto, que liderava o ataque inicial. Coube à minha milícia flanquear o inimigo pela direita no momento exato em que Neto e sua Brigada Liberal começassem o combate.
Eu sou Eduardo, capitão e comandante da milícia de Piratini. Muitos me chamam de Paladino de Piratini e outros de Soldado da Tormenta, títulos que nunca aceitei de bom grado. Naquela tarde gelada, estava deitado junto ao tronco de uma árvore, observando meus homens à espera do sinal. Ao meu lado, em alerta, estava Sombra, meu fiel amigo de guerra. Entre nós, minha espada, batizada de Ferrão de Escorpião, aguardava como uma extensão do meu próprio braço. Aquela arma era um legado de meu avô paterno, um homem que a empunhará em tempos igualmente turbulentos. Agora, ela estava comigo, uma companheira inseparável no meio da insanidade da guerra. Após o comando do general Neto estávamos montados e posicionados para atacar o flanco direito. Os cavalos bufavam e sapateavam, o som do primeiro tiro ainda ecoou em meus ouvidos, eu gritei ordem e ordenei que os homens esperassem, quando os homens de Neto encontraram o inimigo o brandir de espadas se ouviu e os disparos ecoaram mais intensamente.
— Saquem as espadas homens — gritei com fúria. As espadas foram sacadas. O frio, que antes se infiltrava em meus ossos, agora era um mero detalhe diante do calor que queimava em meu peito. Minha mente estava treinada, como o fio de Ferrão de Escorpião, e cada movimento parecia ser o primeiro de uma dança mortal que eu já conhecia bem.
— Sigam-me homens! — gritei, minha voz cortando o ar, tão afiada quanto a lâmina que eu empunhava.
Os cascos dos cavalos rompiam o chão congelado como trovões ecoando na tarde fria. À medida que nos aproximávamos do combate, o cenário ganhava contornos de caos: gritos, tiros e o som gutural de espadas se cruzando. Vi os homens de Neto lutando bravamente, enfrentando uma força imperial numerosa e bem equipada. Eles resistiram, mas a linha do inimigo era espessa, como um muro de lanças e baionetas.
— Ao flanco direito! Quebrem a linha deles! — Minha ordem foi seguida por um brado uníssono, da milícia de Piratini, quatrocentos homens decididos, investiu como um só corpo. A fumaça da pólvora nos cobrira, mas eu sabia onde estava meu alvo. Os Caramurus. — soldados do Império — eram organizados, disciplinados, mas não estavam prontos para a fúria que trazíamos conosco. Sentimos o impacto quando colidimos contra eles, Furacão ao erguer as patas dianteiras, golpeou um soldado que avançava com a baioneta pronta. Minha espada, tão familiar em minhas mãos quanto meu próprio sangue, encontrei carne. O Ferrão de Escorpião vibrava a cada golpe, cortando o frio e os inimigos com iguais resultados. Simão com seu grupo atacou a artilharia com uma força brutal acabando com ela e não deixando um só soldado imperial em pé. Eu girei furacão e vi Simão e seus homens vindo em nosso encontro. Um Caramuru avançou contra mim, gritando algo que não consegui entender. Ele era grande, com olhos selvagens. Esperei seu ataque, desviando no último momento, e o golpeei na lateral. O sangue jorrou quente sobre minha mão. Ele caiu, mas não sem antes tentar agarrar minha perna. Sombra, fiel como sempre, lançou-se contra ele, derrubando-o de vez.
— Bom garoto, Sombra! — murmurei, sem tempo para mais nada. Outro soldado avançou, desta vez a pé, com uma espada que reluzia em um arco mortal. Bloqueei o golpe com a Ferrão, o impacto reverberando por meu braço. Era um homem jovem, talvez não muito mais velho que Quero-quero, mas seus olhos estavam cheios de ódio. Troquei golpes com ele, cada um mais feroz que
