História e cultura dos povos indígenas no Brasil
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Sobre este e-book
Escrito em português, o conteúdo é acessível tanto para estudantes quanto para leitores interessados em ampliar seus conhecimentos sobre a cultura indígena. A obra aborda temas como a relação dos povos indígenas com a natureza, suas práticas sociais e a luta pela preservação de suas identidades em um mundo em constante transformação.
Com um formato físico que facilita a leitura e a consulta, este livro se torna um recurso valioso para educadores, pesquisadores e qualquer pessoa que deseje se aprofundar na temática indígena. Ao adquirir "História E Cultura Dos Povos Indígenas No Brasil", você não apenas enriquece sua biblioteca, mas também contribui para a valorização e o reconhecimento das culturas que fazem parte da identidade brasileira.
O livro trata das particularidades dos povos indígenas brasileiros, sua trajetória desde a invasão portuguesa, o impacto por ela causado por conta das epidemias, massacres, invasão e apropriação de suas terras, escravização, deslocamento de populações com a desorganização social e cultural que isso implicava. Além disso, abarca as lutas que eles empreendem hoje no país e a variedade étnica e cultural dos diversos povos indígenas no Brasil.
O material é um apoio para o professor em sala de aula, sendo dividido em seis unidades estruturadas, além de glossário, atividades, material iconográfico, propostas de trabalho para serem realizadas em grupo ou individualmente. Também conta com sugestões de filmes, livros e sites para aprofundar o conhecimento.
É importante destacar que a obra atende às exigências da lei n 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
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Pré-visualização do livro
História e cultura dos povos indígenas no Brasil - Cláudio Figueiredo
CLÁUDIO FIGUEIREDO
HISTÓRIA E CULTURA DOS POVOS
INDÍGENAS
NO BRASIL
Elaboração de Atividades
CARMEN LUCIA CAMPOS
Logotipo del editor: Barsa Planeta© 2009 Barsa Planeta Internacional Ltda.
Concepção do Projeto
José Roberto Villas Bôas
Consultoria para estrutura
Lilian Lisboa de Miranda, Marina Khan e Rosiane de Camargo
Assistência editorial
Daniel Tremel
Pesquisa
Carlos Augusto da Rocha Freire/Sagas Serviços Editoriais
Elaboração de atividades
Carmen Lucia Campos
Edição de arte e projeto gráfico
A+ Comunicação
Pesquisa iconográfica
Angelita Cardoso e Maiti Salla Alves
Revisão
Temas e Variações Editoriais
Impressão e acabamento
Leograf Gráfica e Editora Ltda.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Angélica Ilacqua CRB-8/7057
Figueiredo, Cláudio
História e cultura dos povos indígenas no Brasil [livro eletrônico] / Cláudio Figueiredo ; elaboração de atividades Carmen Lucia Campos. -- 1. ed. -- São Paulo : Planeta do Brasil, 2025.
Bibliografia
ISBN 978-85-422-3795-5 (ePUB)
1. Índios da América do Sul — Brasil — Cultura 2. Índios da América do Sul — Brasil — História I. Título II. Campos, Carmen Lucia
25-3611 CDD 980.4109
Índices para catálogo sistemático:
1. Índios da América do Sul — Brasil — Cultura
Logotipo do Barsa PlanetaBarsa Planeta Internacional Ltda.
Av. Francisco Matarazzo, 1.500
4º andar, edifício New York
Cep 05001-100, São Paulo, sp
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Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada, de nenhuma forma ou por qualquer método, eletrônico ou mecânico, sem autorização por escrito dos editores.
Apresentação
Até hoje historiadores e cientistas não chegaram a um consenso a respeito do tamanho da população indígena que habitava o território brasileiro antes de 1500. As estimativas variam muito: de 1 milhão, como acreditava o antropólogo Darcy Ribeiro há alguns anos, até 4 ou 5 milhões, como especularam recentemente outros especialistas. Porém todos concordam sobre o impacto provocado pela chegada dos europeus. Epidemias, massacres, invasão e apropriação de suas terras, escravização, deslocamento de populações inteiras com a desorganização social e cultural que isso implicava: um processo que só pode ser descrito pelo termo conquista
, não por uma expressão neutra como descobrimento
. Todos esses fatores fizeram com que, ao longo dos anos, essas populações diminuíssem dramaticamente.
Apesar de todos os problemas que os povos indígenas continuam enfrentando em nosso país, o maior símbolo do seu atual renascimento talvez esteja no crescimento demográfico registrado nos últimos anos. Esta população soma hoje, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), 450 mil pessoas vivendo em terras indígenas e mais de 100 mil morando em centros urbanos. A cada censo aumenta também o número dos que se identificam como índiodescendentes
. O que no passado – por força dos preconceitos – era um estigma transformou-se numa condição da qual muitos se orgulham.
Esperamos mostrar neste livro que esse orgulho é mais do que justificado. Ao longo das suas seis Unidades, relacionando passado e presente, tradição e renovação, discutiremos a enorme variedade étnica e cultural dos povos indígenas. Falaremos também das suas lutas. Presentes hoje na economia, na cultura, nos movimentos ecológicos e na cidadania, eles mostram-se cada vez mais atuantes, fazendo valer seus direitos e assumindo o comando sobre o próprio destino.
Sumário
MAPAS
UNIDADE 1 As sociedades indígenas
A organização na política, na economia e no universo religioso
TEMA 1 Um novo olhar e antigos preconceitos
TEMA 2 Sociedades sem rei?
TEMA 3 O mundo do trabalho
TEMA 4 Religião, rituais e visões de mundo
ATIVIDADES
UNIDADE 2 O Brasil antes de Cabral
Ocupação humana e primeiros povos: uma história a ser redescoberta
TEMA 1 A arqueologia no rastro da história
TEMA 2 A presença indígena no continente
TEMA 3 As culturas indígenas e os sítios arqueológicos
TEMA 4 Os vizinhos na América
ATIVIDADES
UNIDADE 3 Descoberta ou invasão?
Dos primeiros contatos à escravização e à resistência
TEMA 1 Os povos que os portugueses encontraram
TEMA 2 Os Tupinambá e o canibalismo
TEMA 3 O pau-brasil: extração e exploração
TEMA 4 Os jesuítas lutaram por corações e mentes
TEMA 5 As formas de resistência
TEMA 6 Escravização indígena
ATIVIDADES
UNIDADE 4 Tutela, invasões e reconhecimento
Das primeiras políticas indigenistas à Constituinte de 1988
TEMA 1 A República, Rondon e os povos indígenas
TEMA 2 Borracha: o Brasil descobriu a Amazônia
TEMA 3 Amazônia: os militares e a integração
TEMA 4 As estradas rasgaram a floresta
TEMA 5 Sob a tutela do Estado: do SPI à Funai
TEMA 6 A Constituinte de 1988: um passo à frente
ATIVIDADES
UNIDADE 5 Mosaico de povos e conhecimentos
A diversidade étnica e cultural: das ameaças à luta pela preservação
TEMA 1 A diversidade étnica
TEMA 2 As línguas: uma árvore e suas ramificações
TEMA 3 Culturas da floresta
ATIVIDADES
UNIDADE 6 Construir o próprio futuro
Da superação de antigos modelos à busca de uma nova autonomia
TEMA 1 Sociedades indígenas e sustentabilidade
TEMA 2 Voz ativa: os indígenas como protagonistas
TEMA 3 Muita terra para pouco indígena?
TEMA 4 Os desafios do século XXI
ATIVIDADES
BIBLIOGRAFIA
BIOGRAFIAS
Estrutura das Unidades
Painéis de um livro educativo mostrando texto, imagens e tópicos sobre temas culturais.Mapas
BrasiL
Área total: 8.514.876 km²
População: 188.298.099 habitantes (2006)
Densidade demográfica: 22,11 habitantes por km² (2006)
População urbana: 81% (2006)
População rural: 19% (2006)
Analfabetismo: 10,2% (2005)
Crescimento demográfico: 1,33% (2005)
Fecundidade: 2,30 filhos por mulher (2005)
Expectativa de vida: 71,9 anos (média)
IDH (0-1): 0,792 (2006)
POPULAÇÕES INDÍGENAS
( Todos os números são aproximados visto que não há um censo indígena preciso )
População total: 600.000
Etnias: 232
Parcela da população brasileira: 0,2%
População em terras indígenas: 450.000
População em grandes cidade: 150.000
TERRAS INDÍGENAS
Total de TIs demarcadas: 644, sendo 409 na Amazônia Legal
Área total das TIs: 1.104.462 km², sendo 98,61% da Amazônia Legal
Fração do território da Amazônia Legal: 21,67%
Fração do território brasileiro: 13%
Mapa político do Brasil mostrando estados, principais cidades e rios.Mapa do Brasil mostrando as demarcações de terras indígenas e as etapas de regularização pela FUNAI.unidade 1
As sociedades indígenas
Temas desta Unidade
1 Hexágono cinza em forma de seta para a direita. Um novo olhar e antigos preconceitos
2 Sociedades sem rei?
3 O mundo do trabalho
4 Religião, rituais e visões de mundo
A organização na política, na economia e no universo religioso
Nossa visão das sociedades indígenas há muito é distorcida por equívocos e preconceitos que surgem quando tentamos aplicar a outras civilizações os critérios de nossa própria cultura. Para compreender como se organizam os povos indígenas em relação à distribuição de poder – quem é o chefe e o que lhe confere autoridade – é preciso partir de seus próprios valores e crenças. O mesmo princípio vale quando se trata de entender por que o acesso aos recursos é garantido a todos e de que modo as noções de trabalho e lazer são abordadas por essas culturas. No campo da religião, os mitos desempenham um papel fundamental: ao falar das origens e do passado, servem como mapas nos quais cada povo pode encontrar seu lugar no universo e na história.
Estrutura de madeira em construção com silhuetas de duas pessoas contra um céu azul e vegetação ao fundo.© RENATO SOARES / IMAGENS DO BRASIL
Desenho em preto e branco de um símbolo de colchete direito. Construção de oca da etnia Kamayurá, no Parque Indígena do Xingu, MT, 2001
Tema 1
Um novo olhar e antigos preconceitos
Para conhecer melhor os povos indígenas, temos de examinar novamente sua realidade a partir de sua perspectiva.
Para realmente conhecer mais sobre um universo tão diferente do nosso, como o dos povos indígenas brasileiros, é preciso evitar algumas armadilhas. Estas se escondem em uma série de preconceitos que vêm de longe, que herdamos de nossos pais e avós. Ao longo deste livro, você terá a oportunidade de questionar muitos deles a propósito de vários aspectos da vida desses povos: sua história, seus costumes, sua maneira de encarar o trabalho, sua religião, enfim, o modo como vivem. Conseguimos compreender por que surgem tantos equívocos quando nos vemos diante de uma cultura muito diferente da nossa. Muita coisa parece estranha
ou anormal
. Mas você já parou para refletir o que nos leva a considerar algo normal
ou anormal
?
Para muitos jovens de qualquer grande cidade neste início de século XXI, a ideia de usar um piercing – ou seja, de perfurar a pele para fixar um enfeite de metal – é a coisa mais natural do mundo. Muito provavelmente, para a avó do mesmo jovem ou para um parente que tenha vindo de uma pequena cidade do interior, isso não é nem um pouco normal. O objeto – o piercing – pode ser o mesmo, mas é compreendido de maneira totalmente diferente pela avó e pelos colegas do mesmo rapaz. Ele é apenas um dos muitos sinais que qualquer grupo tende a adotar, formando uma espécie de código.
Duas pessoas em trajes tradicionais em frente a um prédio de palha com uma antena parabólica.© PALÊ ZUPPANI / PULSAR IMAGENS
Antena parabólica em oca na aldeia Aiha dos Kalapalo no Parque Indígena do Xingu, MT, 2009
Pessoa com um cocar de penas azuis pintando o braço com pigmento vermelho.© Fabio Colombini
Indígena da tribo Tukano, que vive na tribo Barasano, fazendo pintura, aldeia Rouxinol, Igarapé Tarumã-açu, Manaus, AM, 2009
Seus integrantes podem se expressar em uma linguagem simbólica, por meio de roupas, penteados, gestos, música, maneira de falar. Para quem não domina a linguagem
daquele grupo, tais sinais são incompreensíveis. A experiência pode ser semelhante a assistir a um filme falado em língua estrangeira sem legendas. Porém, tudo pode ganhar um sentido se fizermos um esforço para ver as coisas a partir da perspectiva deles. Como o rapaz de nosso exemplo, um jovem do povo Karajá também pode furar o lábio inferior para nele colocar um adorno. Os gestos podem ser parecidos – mas o significado será o mesmo? Certamente não, pois são duas culturas distintas, com seus códigos
diferentes.
‘Atraso’ e ‘progresso’
É preciso, antes de mais nada, evitarmos um primeiro equívoco. Durante anos nos habituamos a falar sobre o índio brasileiro
. Contudo, nos últimos tempos, os antropólogos têm nos ajudado a compreender que essa entidade abstrata não existe: são estimados em 230 os povos indígenas que vivem hoje em nosso território. São diferentes culturas, tradições, muitas vezes idiomas distintos, assim como são distintos os mitos, a maneira de se
