Um Outro Olhar Sobre a Paralisia Cerebral: um relato autobiográfico de superação em meio às adversidades da vida
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Um Outro Olhar Sobre a Paralisia Cerebral - Rhayon Bernardo Guandeline
Capítulo I: Meu nascimento e os meus primeiros anos de vida
1. A notícia da gravidez e a reação da minha família
Registrado em cartório como Rhayon Bernardo Guandeline, nasci aos sete dias do mês de maio do ano de dois mil e três, em Palmeira, no estado do Paraná, sendo o primeiro filho de Claudine Bernardo e o segundo de Rony Guandeline. Oriundo de família simples, tenho a mãe graduada em Ciências Biológicas, que leciona para o Ensino Fundamental, na rede de ensino do estado onde nasci. Meu pai é graduado em Administração e, atualmente, trabalha num supermercado, na cidade de Ponta Grossa, também no estado do Paraná, local onde resido até hoje.
Não sou filho único, tenho duas irmãs, uma paterna e mais velha, chamada Nayara Nadal Guandeline, fruto do relacionamento que meu pai teve antes de se relacionar com minha mãe, com quem teve minha outra irmã, desta vez, mais nova que eu, a qual nasceu em 2004, aos quatorze dias do mês de outubro, atendendo por Alanys Bernardo Guandeline.
Antes de ir morar sozinha com o meu pai, minha mãe morava com seus pais, chamados Judith e Claudionor, numa casa de esquina, que era vizinhado apartamento do meu avô paterno,onde meu pai, naquele tempo, morava. Consequentemente, as janelas e salas dos locais que citei viraram palco principal da paixão entre os dois, que também trocavam presentes, já que estudavam juntos na época destes fatos.
Depois de idas e vindas, meus pais resolveram morar juntos num apartamento a parte.Foi quando minha mãe, que sempre sonhou em ter filhos e, na época, dava aula em Palmeira (PR), decidiu levar a relação mais a fundo, tendo engravidado de quem vos escreve, seu primeiro filho e o ganhando com cerca de 26 anos.
Quando minha família, especialmente a materna, recebeu a notícia de que minha mãe havia engravidado de mim, ficaram todos assustados, visto que eu era o primeiro filho que minha mãe teria que criar e a distância de Ponta Grossa com relação à Palmeira, local onde a mesma trabalhava, somado aos procedimentos pós-natais, como confecção do meu enxoval, idas às consultas médicas para acompanhamento, a pouca idade da minha mãe associada à gravidez dentre outros fatores.
Entretanto, fui e sou motivo de alegria para todos os meus familiares,sobretudo, para a minha mãe, pois aquela gestação, para ela, representava o início de uma nova fase em sua vida, ao passo que, como falei, ela sempre sonhava em ter filhos e eu fui o primeiro deles, fazendo ela encarar a tarefa de se tornar mãe, a qual, ao mesmo tempo que era um dom divino, também era um desafio.
2. O dia em que vim ao mundo
Na época em que minha mãe engravidou, ela estava trabalhando na cidade de Palmeira, onde nasci. O dia em que nasci era para ser um dia normal, como outro qualquer na rotina da minha mãe e da minha família, já que ninguém esperava que a mãe fosse dar à luz aos sete meses de gestação, visto que as consultas pré-natais desconsideravam tal risco.
O que ocorreu na prática, contrariou totalmente a teoria dos meus médicos, posto que no final das aulas do período da manhã daquele temido sete de maio, dona Claudine começou a sentir que algo anormal estava acontecendo com a placenta e a bolsa gestacional que carregava, o que no primeiro momento, foi ignorado.
A mãe e sua colega de trabalho e estágio chamada Alexsandra, que hoje, é minha professora de química, no Colégio onde estudo, foram almoçar e, ao final da refeição, saindo na rua, minha mãe começou sentir as contrações de uma gravidez, o que deixou sua colega professora em estado de alerta, visto que, de acordo com o neonatologista responsável, eu iria nascer dois meses depois daquele temido 7 de maio de 2003.
Chegando no ambiente escolar, a professora Alexsandra chamou a pedagoga com o carro para levar ela e a mãe ao hospital mais próximo que na época, era a Santa Casa de Misericórdia do local onde minha mãe deu à luz. Dei entrada no hospital querendo deixar a barriga da minha mãe, dando início ao trabalho de parto.
O obstetra e os outros médicos que acompanhavam a mãe, vendo a situação do hospital, que estava sem oxigênio para mim, pondo que vim ao mundo prematuramente, optaram por chamar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel, para que eu, já separado da mãe, ficasse internado no antigo Hospital Evangélico de Ponta Grossa, local onde cheguei de ambulância às 0h do dia sete, tendo uma melhor assistência intensiva por mais tempo, mais exatamente 29 dias; só depois disso, minha mãe pôde me levar para a casa com segurança.
3. O susto do diagnóstico de Paralisia Cerebral
Com o passar do tempo, a equipe de neurologia neonatal do hospital ao qual me referi no item anterior, começou a desconfiar de que eu pudesse apresentar algum distúrbio neuro-motor crônico, isto é, sem cura, visto que não apresentava nenhum dos reflexos primitivos previstos a uma criança apatológica, já que nem levar a mão na boca eu levava, o que surpreendeu muito.
Diante da suspeita de que eu tivesse alguma patologia, a equipe da UTI fez os testes específicos para o Sistema Nervoso Central, me pedindo também um exame de Ressonância Nuclear Magnética (RNM) encefálica, que permite ver o
