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Pré-visualização do livro
Inspiração - Omar Carline Bueno
Omar Carline Bueno
Revisão:
Omar Carline Bueno
Capa:
Omar Carline Bueno
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Câmara Brasileira do Livro
BUENO, Omar
Inspiração / Omar Bueno – São Paulo 1995
Poesia Brasileira I. Título
95 – 0576 CDD – 869.915
Índices de Catálogo Sistemático:
ISBN: 978-65-00-17841-8
Poesia: Século 20: Literatura Brasileira
869.915
Século 20: Poesia: Literatura Brasileira
869.915
Todos os direitos reservados de acordo com a legislação vigente.
Ao meu irmão Marcos Carline Bueno,
que, num dia de primavera,
o vento soprou para junto de Deus.
Mesmo que a tristeza me alcance,
Ainda assim continuarei sorrindo;
Relembrando cada lance,
Com momentos muito lindos.
Ontem foi o meu amigo, meu companheiro e irmão.
Sempre estará comigo! Do padrinho... de coração.
PAI
Na força do seu pulso, o incentivo de ser criança.
O tempo se vai longe, mas não mata o que ficou em minha lembrança.
Falar da vida, falar daquele aceno.
Viver de novo a minha infância.
Apenas o toque de suas mãos
e, na rudez de sua pele, amor, ternura, abrindo o meu coração.
No peito uma alma sempre ativa
e no suor de seu rosto, tez aflita,
a preocupação de me fazer adulto.
Trilhou os meus caminhos lado a lado.
Atravessou comigo o mar, mesmo calado,
mas me dando a segurança que a vida
poderia me tirar.
No seu sorriso, a alegria apenas por eu ser.
Sentou na relva e como brisa que acalenta
se fez criança e brincou comigo.
Não falava da tristeza nem da melancolia;
São coisas de adulto, ele dizia.
Mas na sua paciência, me ensinou sabedoria.
Na sua brandura me ensinou ternura.
Na sua dor me mostrou o que é amor.
E como o véu da noite que com o brilho das estrelas cai,
me ensinou a ser como ele, pai.
MÃE
Mais que a glória do saber
é ser mãe com toda glória.
É viver, é padecer,
gerar, suprir sua vitória.
Mãe divina,
mãe real.
Mãe de toda natureza.
Mãe do Cristo, imortal,
mãe da eterna beleza.
Mãe da flor,
mãe da ousadia,
mãe do amor,
da hipocrisia.
Mãe é força, é carestia.
Mãe é a própria anistia.
Mãe é lágrima rolando,
mãe é coração se dando.
Mãe é vida, é vício, é morte.
É se dar sem receber.
É morrer sem perceber,
que o filho é a própria sorte.
VIDA
Sob a penumbra da noite
o amor se envaidecia.
Sopro de açoite num vento que assovia.
Do alto eu espreitava a mão que acaricia.
Envolto em névoa úmida,
senti que a mão divina,
em meio ao sopro da vida,
me empurrava da colina,
pra onde o amor se contorcia.
Certa a hora,
ou se tardia,
não me lembro exatamente,
mas tornara simplesmente,
do amor, uma semente.
Não sabia se lá fora
era frio, úmido ou quente.
Mas num espaço contido,
de doçura, encanto e magia,
só me importava uma coisa;
aquilo que eu sentia.
Era bem alimentado.
Amor, afeto e carinho.
Dormia, ficava sentado
e era belo o meu caminho.
Mas o tempo foi passando.
O espaço aumentando
na força das minhas forças.
Gritava por liberdade,
sem saber que o preço dela
ficaria na saudade,
pois trocar o meu cantinho,
de afeto amor e carinho,
era conto de criança,
que não vê na esperança
os espinhos do caminho.
No corre-corre lá fora,
no balanço da rotina,
me vi de cabeça à fora,
prum
mundo que descortina.
Às costas um grito de dor
e um sorriso de alegria.
Parabéns,
disse o doutor,
no momento em que eu nascia.
AMIGO
O mundo se abre agora.
No caminho a vista se apaga.
Um amigo vai-se embora,
e é a saudade quem me afaga.
Mas no mar, a água da vida,
no céu estrela a cintilar.
Quem
