Educação E(m) Movimento
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Educação E(m) Movimento - Marcel Cavalcante
EducAção e(m)
Movimento
Reflexões provocativas de um
aprendiz de educador
Educação, Karatê-Do, Educação Física
e Teatro do Oprimido.
Por Marcel Cavalcante de Souza
1
EducAção e(m) Movimento: reflexões
provocativas de um aprendiz de educador Autoria: Marcel Cavalcante de Souza
ISBN livro físico: 978-65-00-11731-8
ISBN E-Pub: 978-65-00-11868-1
Registro Autoral (CBL): DA-2020-004320
Publicação: Clube de Autores.
_________________
SOUZA, Marcel Cavalcante de. EducAção e(m) Movimento: reflexões provocativas de um aprendiz de educador. Joinvil e: Clube de Autores, 2020.
2
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Souza, Marcel Cavalcante de
Educação
e(m)
movimento:
reflexões
provocativas de um aprendiz de educador: educação, karatê-Do, educação física e teatro do oprimido /
Marcel Cavalcante de Souza. -- 1. ed. -- Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 2020.
ISBN 978-65-00-11731-8
1. Educação (Administração escolar) 2. Esporte 3. Gestão educacional 4. Gestores escolares 5.
Professores - Formação profissional 6. Teatro -
Estudo e ensino I. Título.
20-48394 CDD-370.981
Índices para catálogo sistemático:
1. Educação: Brasil 370.981
Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
3
Dedicatória
Para Maria José Cavalcante
Em memória
Dedico este trabalho àquela que desde cedo me mostrou quão engrandecedor pode ser, acreditar e fazer sempre o melhor em prol da educação das crianças. De quem eu herdei o amor que é preciso para educar: Mãe, esse trabalho é para você.
Obrigado por tudo! Que Deus te abençoe.
4
Agradecimentos
Agradeço em primeiro lugar à Yemna Villaça, minha esposa, por todos os momentos de apoio, dedicação e abnegação dispensados a mim.
Aos meus queridos professores da UFF, por todo o estímulo ao estudo e à necessidade da disciplina para melhorar como educador.
Em especial à Rosa Malena Carvalho pela orientação tanto no TCC quanto no ELAC e à Martha Copolilllo e Neyse Muniz, pelo constante estímulo à produção.
À Renata Fernandes, minha querida dupla de questionamentos, reflexões e risadas do dia a dia.
À Maria Silvia, Leonardo Marinho, Arlindo Junior, Maria Lourdes e demais amigos da Pós-Graduação, por todo o aprendizado no decorrer do curso.
Aos colegas de trabalho, em especial às Professoras Rúbia Souza e Amanda Rainha Rei, companheiras também na luta por melhores 5
condições e educação de qualidade para nossos educandos.
A Maxwel Bastos, Fátima Bispo, Bianca Vianna, Cátia Alves, Christina Frazão, Rosilene Nascimento, Juan Carlos Tomsic, Ivan Luna, Sheila Patrícia Bernardes, Thais Sarinho, Jussara Santos, Frederico Baeta e demais amigos que sempre me incentivaram a colocar no papel o que passava pela mente.
Por último e mais importante, a meus filhos: Yohan e Dandara - verdadeiros mestres que vem me ensinando no dia a dia o que realmente significa ser criança.
6
Índice
Capítulo 1 – O Sentido de Ser Educador: pequenas coisas do dia a dia que te pegam de surpresa e fazem refletir. – pág.15.
Capítulo 2 – Volta à Calma: Uma necessidade real ou uma prática cultural? – pág. 24.
Capítulo 3 – Perspectivas Para a Educação Física Escolar: Controle ou Liberdade? Qual a nossa escolha? – pág. 28
Capítulo 4 - A Criança e o Karatê-do: a importância da ludicidade no processo de ensino-aprendizagem – pág. 33
Capítulo 5 - A Construção do Conhecimento com o Outro: Diálogo e Afetividade na Relação Professor-Aluno – pág. 50
7
Capítulo 6 - A Educação Física como Instrumento Pedagógico Para a Formação Integral do Ser Humano: Educação Infantil em Foco – pág. 70.
Capítulo 7 – Criatividade nas Aulas de Educação Física: Consciência Crítica e Ação Transformadora
– pág. 92.
Capítulo 8 – (Relato de Experiência) - Exercitando a Autonomia e a Gestão Participativa: O Torneio de Karatê do Clube Escolar Rio das Pedras. – pág.
148.
Capítulo 9 – O Teatro do Oprimido Como Possibilidade Educativa – pág.171.
8
Apresentação
É com imensa satisfação que apresento a obra: EducAção e(m) Movimento.
A licença poética de colocar um ‘A’
maiúsculo no meio da palavra Educação, se deu pela necessidade de enfatizar a importância de ações concretas, em detrimento das muitas teorizações que pouco tem acrescentado ao ‘chão da escola’. Mais que uma brincadeira com as letras, uma forma de me posicionar dizendo que Educação se faz com ação e não
com
discursos
bonitos
ou
abstrações
exageradas.
O ‘m’ entre parênteses é para que o(a) leitor(a) possa escolher qual a forma que mais lhe atrai, ou ainda, para que possa refletir sobre que educação queremos; se o movimento é algo a ser utilizado pela Educação ou se a mesma é que está em movimento. Ou, a relação dialética entre as duas possibilidades, pois estas não se excluem.
9
Tendo a Educação Física como formação acadêmica, vou propor reflexões acerca de assuntos presentes em nosso dia a dia. Sempre procurando dialogar com autores e autoras diversos(as), mas sem a pretensão de trazer soluções prontas ou
receitas de bolo
.
Este trabalho é uma junção de pequenos e médios textos, escritos entre 2012 e 2015. A maioria, escritos na época em que eu estava cursando a Especialização em Educação Física Escolar, no IEF (Instituto de Educação Física) da UFF
(Universidade
Federal
Fluminense) e,
contextualizando, momento em que além dos questionamentos e reflexões por estar numa pós-graduação, passava por uma greve muito significativa na Rede Municipal, considerada um movimento histórico para o Rio de Janeiro.
Apenas um dos textos veio depois, quando cursava o Mestrado em Práticas de Educação Básica, na Pro Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II, onde pude 10
aprofundar diversas questões, além de fundamentar ainda mais a minha práxis.
Tudo isso contribuiu para que a vontade de escrever e colocar as ideias para fora viessem à tona.
Se, por um lado, não há uma preocupação em interligar os textos como uma unidade, por outro, creio que o(a) leitor(a) atento(a) vai perceber, de certa forma, uma coerência no discurso, nas reflexões e propostas colocadas ao longo do trabalho.
Que este possa ser o início de um belo diálogo, com professores(as), estudantes, gestores e demais agentes da comunidade escolar.
No Capítulo 1 – O Sentido de Ser Educador: pequenas coisas do dia a dia que te pegam de surpresa e fazem refletir
, proponho uma reflexão sobre a relação de ensino e aprendizagem, no que ela tem de mais verdadeira: a necessidade do educando em aprender algo que lhe interessou em determinado momento.
O Capítulo 2 – Volta à Calma: Uma Necessidade real ou uma prática cultural?
, 11
questiono algo que nos foi ensinado em nossa graduação, como uma prática imutável. Será?
Já no Capítulo 3 – "Perspectivas Para a Educação Física Escolar: Controle ou Liberdade?
Qual a nossa escolha?" – falo de outra prática muitas vezes mal utilizada e mal interpretada: a Aula Livre.
O Capítulo 4 – A Criança e o Karatê-do: a importância da ludicidade no processo de ensino-aprendizagem
– um dos que tenho mais carinho, traz uma discussão sobre a especialização precoce e toda a carga que os adultos vêm jogando nas crianças através do esporte.
No Capítulo 5 – "A Construção do
Conhecimento com o Outro: Diálogo e Afetividade na Relação Professor-Aluno" – parto de uma experiência vivida no Clube Escolar Rio das Pedras, local onde ministrei aulas de Karatê, para falar de afetividade, aprendizagem e algumas possíveis relações entre os dois.
O Capítulo 6 – A Educação Física como Instrumento Pedagógico Para a Formação Integral do Ser Humano: Educação Infantil em Foco
– trago 12
um pouco da história da educação infantil em nosso país e como podemos intervir nessa faixa-etária da melhor forma possível, como educadores.
O Capítulo 7 – Criatividade nas Aulas de Educação Física: Consciência Crítica e Ação Transformadora
– foi o trabalho de Conclusão de Curso no IEF/UFF, em 2013. Reúne de forma um pouco mais consistente que os textos anteriores, vários
pensamentos
e
posicionamentos
fundamentados em autores diversos.
No Capítulo 8 – "(Relato de Experiência) -
Exercitando a Autonomia e a Gestão Participativa: O Torneio de Karatê do Clube Escolar Rio das Pedras". – compartilho a experiência de fazer um evento diferenciado, partindo de uma ideia democrática, da importância da participação coletiva.
Encerro no Capítulo 9 – Teatro do Oprimido Como Possibilidade Educativa
–
trazendo um artigo que mais tarde tornou-se capítulo de minha dissertação no Mestrado: a possível parceria entre Educação Física e Teatro do 13
Oprimido, frente aos desafios propostos pela realidade escolar.
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Capítulo 1
O Sentido de Ser
Educador: pequenas
coisas do dia a dia
que te pegam de
surpresa e fazem
refletir
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O Sentido de Ser Educador: pequenas coisas do dia a dia que te pegam de surpresa e fazem refletir.1
Ensinando meu filho a mexer no celular ou ainda explicando a ele o porquê da greve, resgato quase magicamente o sentido essencial que me levou a escolher essa profissão tão difícil e apaixonante ao mesmo tempo. Estar atento à curiosidade e necessidade
