Diálogo existência experiência. Meus poemas essenciais
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Sobre este e-book
Diálogo da existência e da experiência: meus poemas essenciais é o trigésimo terceiro livro publicado por Pedro Sevylla de Juana, acadêmico correspondente da Academia de Letras do Estado do Espírito Santo, Brasil. Este livro representa a síntese de uma vida dedicada à poesia: experiência, leitura, reflexão e escrita. Contém cinquenta e sete poemas de grande diversidade, que foram cuidadosamente selecionados. Alguns desses poemas são curtos, enquanto outros ultrapassam quatrocentas palavras. O conteúdo do livro abrange temas relacionados a tempo e espaço, poesia, filosofia e poética, autobiografia e ensaio, imaginação e realidade, além de diferentes geografias. O livro explora temas que vão da Terra ao Universo, abrangendo os séculos XX e XXI, a experiência pessoal, os medos e as esperanças de cada indivíduo. É um livro com um conteúdo amplo e diversificado, escrito em uma linguagem poética requintada.
Pedro Sevylla de Juana
Pedro Sevylla de Juana, literato ibérico e iberoamericano, académico correspondiente de la Academia de Letras del Estado de Espírito Santo (Brasil), ha sido galardonado, entre otros, con el Premio Internacional Vargas Llosa de Novela. Nació en Valdepero, Palencia, Tierra de Campos y El Cerrato, España. La economía de recursos marcó su carácter. Para entender a los mayores, aprendió a leer a los tres años. A los nueve ingresó en el internado del colegio La Salle de Palencia, y a los doce escribió una novela corta. Tenía diecisiete cuando llegó a Madrid para proseguir sus estudios en Publicidad, Márketing, Psicología, Fotografía y Diseño Gráfico. A los ochenta años ha dado cuerpo a este libro, el número treinta y siete de los publicados. Ha vivido en Valdepero, Palencia, Valladolid, Barcelona y Madrid, y ha pasado temporadas en Cornwall, Ginebra, Estoril, Tánger, París, Ámsterdam, La Habana, Villeneuve-sur-Lot y Vitória (ES, Brasil). Publicitario, conferenciante, traductor, articulista, poeta, ensayista, editor, investigador, crítico y narrador, colabora en diversas revistas de Europa y América, tanto en castellano como en portugués. Trabajos suyos integran ocho antologías internacionales. Reside en El Escorial, dedicado por entero a sus pasiones más arraigadas: vivir, leer, reflexionar y escribir.Web: sevylladejuana.com
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Pedro Sevylla de Juana
Diálogo existência experiência. Meus poemas essenciais
Pedro Sevylla de Juana
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© Pedro Sevylla de Juana, 2023
Diseño de la cubierta: Equipo de diseño de Universo de Letras Imagen de cubierta: ©Passarinho e céu. Fotografia artística
Obra publicada por el sello Universo de Letras www.universodeletras.com
Primera edición: 2023
ISBN: 9788410003408
ISBN eBook: 9788410005297
Aos poetas ibéricos e ibero-americanos, e a seus leitores.
Prefácio
Menção
A poesia é a saída que a pessoa dá a seu labirinto
(Cesáreo Gutiérrez Cortés)
Minha reflexão
Alguns escreveram para que eu lesse, e pudesse escrever para que lessem outros.
Somos filhos de um pretérito, que é o da humanidade inteira e o do Universo ao completo. De uma evolução produzida seguindo regras, nas que o acaso joga um papel primordial.
Poesia é beleza e equilíbrio, é síntese e ritmo. Poesia é pesquisa. Poesia é progresso. É doação é ar, é aço, é espuma, é raiz, é vigor, é embelezo.
Testemunho de Cesáreo Gutiérrez Cortés
Pedro Sevylla de Juana, académico correspondente da Academia de Letras do estado de Espírito Santo, no Brasil, autor de trinta e três livros, nasceu às onze horas da manhã do dia 16 de março de 1946. Sucedeu em Valdepero, vila próxima à cidade de Palencia, capital da província do mesmo nome na Espanha. Ocorre que eu nasci naquele lugar no mesmo dia, embora às cinco da tarde. O horóscopo nos descobre quase iguais, emborra a vida estivesse formando personalidades muito diferentes. Éramos companheiros na escola mista infantil, e no início da escola primária. Ainda tinha três anos de idade, Pedro, quando já lia. Dos seis aos nove anos, ele era um estudante brincalhão que distraía os outros com suas piadas, e bastava-lhe apenas uma leitura para saber a lição, quando Dom Roque perguntava. Tivemos como professor a Dom Roque Mediavilla, e éramos coroinhas de Dom Jesús Fernández Pinacho. Ótimas pessoas, Dom Roque e Dom Jesús, cruciais em nossa formação e comportamento.
A primeira vez que Pedro falou em público, foi nessa época. Contava oito anos de idade. Desde o topo da escada do altar-mor, na igreja da Vila, por iniciativa de Dom Jesús e Dom Roque, declamou um poema de Gerardo Diego dedicado à Virgem. Aconteceu na missa principal no dia quinze de agosto, festa da Assunção, com o grande templo cheio de fiéis. O mestre e o pároco eram o complemento ideal dos pais, que fizeram tudo o que puderam por nós.
Com nove anos, alcançou os primeiros postos da escola municipal, sessenta alunos que acabavam aos quatorze. Por sugestão do professor, os pais de Pedro o levaram interno para o colégio La Salle em Palencia. Eu continuei na escola e na aldeia, ansiando sua companhia. Era divertido nos jogos e contava seus sonhos convertidos em histórias certas. Valente e determinado, ele estava na cabeça das façanhas, aquelas aventuras que sua imaginação tingia de heroísmo. Castelo, adegas, pombais, cercados e hortas de Valdegayán; ademais da acéquia e ladeiras de Husillos e Monzón, Taragudo e as gesseiras. Naqueles lugares estava o nosso mundo épico infantil. Ali, mentidas contendas de pedradas certas, lutas corpo a corpo de pares até que um derribava o outro. Incursões para a acéquia e o Río Carrión, páramos, montes e os povos limítrofes, satisfazendo uma crescente curiosidade. Pedro propunha, instigava, estimulava, encerando lugares e feitos, polindo-os.
Do colégio francês em Palencia volvia a cada três meses, de férias. Eu esperava no pombal de Dom Manuel quando seu pai o trazia. Me confiava seus sucessos e decepções sem orgulho nem pesar. Assim sei, que no segundo ano do bacharelato elementar, devorava os textos ilustrativos do livro de literatura espanhola; e os livretos que cambiava na livraria da rua de San Bernardo, escapando pela capela-oratório aberta ao público. Naquele tempo, quando Pedro cumpriu doze anos, castigado por descrente a estudar durante a missa diária obrigatória, ele reuniu um curto romance: cinquenta páginas, onde suas leituras copiosas foram vertidas em ordem definida. Aos quatorze anos ele conheceu Gilbert Keith Chesterton, e esse encontro com as obras do mestre do paradoxo, facilitou a visão duma luz transformadora da escrita. No final do curso, início dos exames de revalidação no instituto Jorge Manrique, recebeu Pedro a aparição de Ana Maria Imaculada. Sorriso, naturalidade, modéstia, simpatia, e a profundidade dos olhos curiosos da garota de quinze anos, ficaram nele quando aprovou os exames.
Jazz, sua paixão feita música. Feridos os tímpanos pelos doze bofetões, um trás outro, do frade Teodomiro, prefeito de disciplina no colégio; perdidos os sons agudos, o canto rasgado de Louis Armstrong, sua trombeta desgarrada, o abriam, fortaleciam e abrandavam. Ella Fitzgerald. Louis e Ella juntos e separados. Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane, Duke Ellington. Tete Montoliú em Barcelona. Jazz. Com frequência escrevia poemas ouvindo essa música inspiradora.
Acerca da crítica
«O crítico não é a bússola, nem o vento, nem a vela, nem o remo; mas tem um pouco deles e ajuda o veleiro a navegar.» (PSdeJ)
Entre os destacados analistas que elogiaram minha forma de sentir e escrever a poesia, escolho uma pessoa de enorme capacidade, quem conheceu muito bem minha obra poética.
Manuel de la Puebla foi doutor em Estudos Hispânicos, grande professor de Literatura na Universidade de Puerto Rico, recinto de Río Piedras. Fundou e dirigiu Ediciones Mairena e a revista Julia. Foi crítico, editor, ensaísta, antologista, poeta e narrador. Em Análises sobre La Deriva del hombre, um dos poemários aqui recolhido em parte, ele escreveu:
Análise de Manuel de la Puebla
Numa primeira impressão, o livro impacta pela intensidade do pensamento e pelo domínio da linguagem. Não é obra da improvisação, filha duma explosão romântica; sim duma paixão duradoura. Embora às vezes nos deslumbra com disparos geniais, o discurso vem mais da reflexão que do relâmpago. Obra do tempo, como se esclarece na contracapa: «O autor reúne no presente livro o trabalho dos últimos dez anos e a filosofia destilada no alambique da vida, somando-se às vanguardas poéticas atuais». O livro não é fácil de classificar. Pertence ao ensaio devido à natureza da exposição, disseminada em numerosos fragmentos. À filosofia, pela visão e julgamento da realidade. E pertence à poesia –a classificação que o autor prefere– porque muitas das ideias são poéticas em si e por configurar uma entidade poética, a exibem e modelam, e porque o fazem na linguagem mais original e apropriada: a das imagens, novas, frescas, audaciosas; sem importar a forma aparente de prosa dos parágrafos, porque essa prosa carrega ritmo, entonação e volatilidade própria da poesia. É, ademais, o livro todo, uma autobiografia e uma poética.
Vislumbro um processo desarrolhado em círculos concêntricos. Um que ata a infinitude com a individualidade. Outro a universalidade com o poeta, e o da cosmogonia original que absorve o biográfico.
Desde as páginas iniciais da primeira parte, vi o reflexo dum conhecimento preciso e imenso; um reflexo dum pensar profundo, tão seguro em suas afirmações (esta é uma palavra chave) que parece a fala dum avançado a seu tempo. Pensar e dizer parece simultâneos. Simultâneos também vão filosofia e poesia, numa sintética desova do espírito. É o poema da gênese, a ordenação dum mundo que nasce na eternidade e se desenvolve na infinitude. Possui, por essa razão,
