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Bug Chaser - Romário Rodrigues Lourenço
Bug Chaser
Romário Rodrigues Lourenço
Edição do Autor
Direitos autorais © 2015 Romário Rodrigues Lourenço
Todos os direitos reservados
Os personagens e eventos retratados neste livro são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou falecidas, é coincidência e não é intencional por parte do autor.
Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou armazenada em um sistema de recuperação, ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou outro, sem a permissão expressa por escrito da editora.
A cópia e/ou reprodução total ou parcial desta obra é infração prevista na Lei de Direitos Autorais Nº 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Plágio é crime. Respeite os direitos do autor.
Design da capa por: Romário Rodrigues Lourenço.
Impresso no Brasil.
A realidade caminha entre a mentira e a verdade
Mentiras bonitas, de sorriso alegre
E a ausência de bondade, que se mostra na verdade
Estamos lidando com um mundo solitário e difícil
Quando anoitece e a dor se faz tão presente e quase
tangível
O escurecer da alma se mostra irreversível
De dia, condenamos e julgamos a sinceridade
À noite somos bobos em busca da coragem
Que torna o suicida um completo covarde
Prefácio do autor
Eu era uma criança quando comecei a escrever meus primeiros contos, histórias, e tive minhas primeiras ideias para um livro. E era um adolescente quando, inspirado pelos grandes mestres da literatura mundial, decidi que queria me tornar um deles e criar uma obra que pudesse chamar de minha, um trabalho tão inédito que dividiria opiniões, personagens com uma psiquê tão intensa que se confundiriam com a realidade a nossa volta, vivendo em um cenário que seria o completo reflexo da maçante e tortuosa realidade que acompanha o ser humano moderno dia após dia.
O mais próximo que consegui disso, se deu em "Bug Chaser, minha segunda publicação e, primeira obra independente. Eu sabia que estava diante de algo tão intenso que seria sim, capaz de angariar seu próprio lugar no mundo da literatura. Não medi esforços para isso: pesquisei, estudei e, em poucos meses, infiltrei-me em grupos de
bug chasers", procurando captar a realidade por trás de mentes tão peculiares, até conhecer uma mente específica, que me deu o gatilho para o que viria a tornar-se esse livro: um homossexual solitário de trinta e cinco anos que inspirou a essência desta história e que tornou-se meu grande amigo até o momento de sua precoce morte, no ano de dois mil e dezessete. Ano decisivo em que fui testado de todas as formas...
Teimoso como sou e, ainda atormentado pelo fantasma das pessoas que vi, das ideias que criei, do amigo que perdi e das situações que testemunhei, tomei-me de coragem, uma coragem que não imaginei que teria, respirei fundo após um gole de chá de hortelã e decidi que não desistiria tampouco do meu sonho de tornar-se um mestre da literatura, muito menos desta que foi e sempre será minha mais profunda obra.
A você, meu caro leitor, desejo-lhe um estômago forte e que seus problemas com a ansiedade e amargura da vida fúnebre que nos carrega, estejam bem resolvidos, despeço-me e deixo-lhe agora, com o indigesto saborear dos parágrafos purulentos e virulentos que compuseram "Bug Chaser", desta vez, revisitados mas que não fazem da trama, menos megalomaníaca.
Boa leitura!
Introdução
Entre 1977 e 1978 classificaram-se os primeiros casos de AIDS nos EUA, Haiti e África Central. Em 1980 aparecem os primeiros casos da nova síndrome em São Paulo que só são classificados oficialmente em 1982, quando a misteriosa doença se torna um caso de preocupação pública para as autoridades e o termo 5H passa a ser utilizado para se referir aos portadores e transmissores da doença: homossexuais, haitianos, hemofílicos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e hookers (nome em inglês para os profissionais do sexo), há o conhecimento do contágio da doença por meio das vias sexuais e do contato sanguíneo. Somente no decorrer de 1983 quando ocorre a primeira notificação de AIDS numa criança e a suspeita de contaminação heterossexual que o termo e os grupos de risco passam a ser questionados.
A mudança de comportamento e a liberação sexual vivida na época passam a ser considerados fatores de risco de uma doença mortal e o terror se instala, trazendo grande retrocesso aos aspectos socialmente libertários que vinham à tona.
A sociedade conservadora e reacionária não tardou a manifestar sua posição a respeito da nova epidemia, passando a ter um grande peso sobre a manipulação cultural da possível identidade dos portadores da nova síndrome, o que aos poucos se consolidou na forma como os homossexuais, especificamente, passaram a ter sua imagem atrelada ao vírus e à doença e também à promiscuidade, considerada a verdadeira causadora da "peste gay". Entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980, em São Paulo diversos artigos foram publicados por Paulo Francis, um dos mais célebres formadores de opinião da época, pedindo que as mesmas verbas destinadas ao tratamento e busca da cura da infecção por HIV fossem destinadas à busca pelo tratamento e cura do câncer e do mal de alzheimer, doenças onde segundo seus textos – publicados nos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo – o paciente era a verdadeira vítima, não um cúmplice da doença
. Em 1988, a revista Veja publica o artigo: "AIDS – Os que vão morrer contam sua agonia". Discretamente – ou não –, a ideia de abstenção sexual era implantada aos "invertidos". Nesse período, a cautela e o controle social sobre o comportamento homossexual chega a beirar a perseguição.
Tida como doença de bicha
até então, é em 1985 que o número de mulheres infectadas por HIV aumenta e a AIDS tem a faceta de suas vítimas cada vez mais diversificada. Em 16 de maio de 1990 a OMS (Organização Mundial de Saúde), retira a homossexualidade da sua listagem de patologias.
A partir de 1996, o governo brasileiro passa a distribuir gratuitamente os medicamentos utilizados para tratamento antiaids – os antirretrovirais –, que vinham sendo aperfeiçoados desde o seu surgimento na década de 1980. Hoje, os medicamentos antirretrovirais estão divididos em cinco grupos: Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa, que atuam na cadeia de DNA que o vírus cria, tornando-a defeituosa e impedindo sua reprodução; Inibidores de Protease, que atuam na enzima dificultando sua ação e impedindo cópias de células infectadas; Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa, que bloqueiam a enzima e multiplicação de cópias do vírus; Inibidores de fusão que impedem a entrada do vírus na célula e, por fim, os Inibidores da Integrase que inibem novas réplicas do vírus e a capacidade de infecção em novas células.
Um resultado de exame de sangue Reagente para HIV deixa de significar uma sentença de morte e a epidemia passa a atingir determinada estabilidade à medida que a AIDS passa a ser tratada como uma doença crônica, e as chances de um infectado indetectável (pessoas cujo a Carga Viral se encontra em baixo nível de detecção há mais de seis meses devido ao tratamento realizado com devido comprometimento) transmitir o vírus passam a ser mínimas (embora não inexistentes). Hoje, como método eficaz de proteção, também podemos citar as profilaxias pós-exposição (PEP).
Nesse cenário, ocorre o ressurgimento do comportamento permissivo e da sua atmosfera repleta de dualidade – que verdadeiramente nunca se foi. Agora, porém, há um novo elemento a ser incorporado nessa ‘liberdade’: a camisinha.
Em contramão às regras sanitaristas, vivenciamos um momento de renegociação dos prazeres e a redescoberta do sexo na pele, sempre existente, mas socialmente incompreendido desde o início da epidemia. A subcultura do bareback (termo estrangeiro usado para designar o sexo sem camisinha, comumente utilizado entre grupos homossexuais), chega ao Brasil em meados de 2008 importando termos utilizados predominantemente na cultura americana.
Embora existam festas em saunas, sex clubs e afins voltadas às práticas conscientes do bareback, estas não são festas organizadas exclusivamente para propagação deliberada do vírus. E as Roussian Roulette, ou ainda Festas de Conversão
, – que não possuem nenhuma ligação direta com as festas bareback– tendem a existir em escala mínima, (se comparada à outros temas e fetiches) e costumam se organizar de forma privada e mais intimista.
Este livro trata da obsessão adquirida de um rapaz por um fetiche. Como muitos fetiches, inimaginável e inconcebível, mas não irreal ou ilusório. De fato, existem pessoas que se sentem atraídas pela possibilidade de contraírem o vírus HIV. Exemplificando, em maio de 2014 a produtora americana de filmes pornográficos Treasure Island Media, lança o filme "Viral Loads (em livre tradução,
Carga Viral"), que retrata o fetiche por HIV de forma clara e sua subcultura de fetichistas que utiliza de termos próprios para designar seus papéis durante o ato sexual – utilizados nessa obra desde o seu título.
Por fim, é importante esclarecer que este livro retrata os fetiches uma minoria ínfima. Podemos afirmar que a maioria esmagadora de pessoas soropositivas e praticantes do sexo bareback, discorda completamente da prática de propagação do vírus.
Acima de tudo, esta é uma obra de ficção.
Primeira Parte
Bug Chaser
PRÓLOGO
Um hospício. Eu nunca tinha me imaginado num lugar como este.
Uma clínica psiquiátrica e um médico diante de mim... Tudo à minha volta era excessivamente inédito. Engoli em seco antes de me dirigir à cadeira diante do doutor. Agora que eu estava mais calmo, conseguia reparar melhor nas paredes encardidas e nas grades enferrujadas da janela à minha frente, sinais de uma liberdade limitada. Aos poucos, parecia que eu ia voltando para dentro de mim e assimilando a realidade das coisas. Não sei quanto tempo fiquei apenas parado, olhando o vento soprar as cortinas amareladas – encardidas também? – e o cabelo ralo do psiquiatra à minha frente que estava parado como uma estátua, me encarando, esperando que eu dissesse alguma coisa – ou tentasse fazer alguma coisa – algo me diz que eu fiquei apenas alguns minutos nessa situação. Mas o tempo parecia tão maçante que eu não me surpreenderia se descobrisse que estava ali a várias horas.
— Acho que alguém precisa quebrar o gelo. — minha voz anasalada soou infelizmente mais fraca do que eu desejava; isso demonstrava fragilidade e eu não queria parecer frágil; não naquele momento, apesar das circunstâncias.
Senti um frio absurdo e, por instinto olhei para trás. Além de um armário com portas de vidro – cheio de livros e frascos de remédio – e da porta de madeira cujo a tinta branca já estava desgastada quase por completo, não vi mais nada. Acho que estávamos realmente sozinhos, o doutor e eu.
Ele levantou o olhar
