Sobre este e-book
Rose tem uma capacidade quase mágica para que seus desejos se tornem realidade. Pelo menos parece. Aos quinze anos escreveu uma lista:
1. Conhecer Rodolfo Vitti pessoalmente
2. Ir a Roma
3. Ir a Paris
4. Ir a Veneza. Passear na gôndola com meu amor
Parecia algo pouco menos que impossível para uma simples menina do Alabama que nem sequer pôde terminar seus estudos. Mas seu desejo número um não só foi concedido, como Rose está casada com Rodolfo Vitti. Concederiam-lhe os demais? Rose começa a temer que assim seja, pois está descubrindo que as vezes os sonhos podem se tornar pesadelos.
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P... Sorte - Anaïs Wilde
P... SORTE
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image29835a61eb128f0ea.jpegAnaïs Wilde
Série Amore Mio
Livro dois da trilogia Sorte e Amor
Proibida a reprodução total ou parcial da presente obra, protegida pelo Direito de Propriedade Intelectual.
© Anaïs Wilde 2017
edicionesfortuna@gmail.com
Capítulo Um image96575a61eb128f1d6.png
Foi como um sonho se tornando realidade. O encontro com Rodolfo, o sexo tão maravilhoso que compartilhamos foi, quase exatamente, como eu havia sonhado durante anos. Ele demonstrou uma paixão de acordo com a imagem que eu sempre tive dele, nada parecido com a indiferença que costumava mostrar-me em nosso dia a dia nem com o modo brusco com que ele me tratou nas poucas vezes em que havíamos compartilhado intimidade.
Agora, enquanto noto como a noite foge pela janela, sorrio como uma tonta e procuro acalmar meus pensamentos. É como se eu tivesse a impressão de que o mero barulho das minhas ideias pudesse estragar o momento tão maravilhoso que passei junto de Rodolfo Vitti, meu marido, meu amor, a luz que desde sempre tem iluminado os meus dias. Porque, de fato, quanto mais eu me recordo mais me dou conta do que Rodolfo significa para mim. Não se trata apenas do típico ídolo que toda adolescente tem em um dado momento, mas de muito, muito mais. Era ele, a ideia da sua pessoa, quem me acompanhava nos momentos mais difíceis, esses em que a vida fica complicada, com meus pais sempre brigando em casa, com as dificuldades econômicas. Eram seus olhos em qualquer dos milhares pôsteres e fotos que haviam distribuídos por todo o meu quarto, a primeira coisa que eu via ao acordar. Eu o imaginava me dando bom dia, fazendo com que meu dia começasse com um doce beijo, dando-me ânimo para sair da cama e lutar contra o mundo. Foi para o Rodolfo que eu contei minhas primeiras desilusões, minhas dificuldades para encontrar o amor. Porque nenhum dos homens que até agora passaram pela minha vida soube me amar nem uma milésima parte do que eu havia esperado. Suponho que no fundo o que acontecia é que nenhum deles era o Rodolfo, sempre o esperei, por improvável que parecesse.
A mão do meu marido me tira das lembranças. Sinto-a percorrendo minhas costas suavemente, descendo pouco a pouco em direção à base, onde desenha círculos muito perto do meu traseiro. Eriço-me, uma vez mais, ainda que pareça impossível que meu corpo ainda tenha vontade de guerrear depois de tudo o que fizemos. Passamos o dia inteiro na cama. Zulema nos trouxe comida, ou melhor, trouxe para ele. Pelo tanto que ela se enrubesceu, pela forma que gaguejava ao nos encontrar desnudos na cama me dei conta de que ela não esperava me ver aqui, neste quarto. Pois isso teria que mudar, digo a mim mesma, terei que deixar bem claro a ela que eu sou a mulher de Rodolfo Vitti e que, portanto o mais normal é que eu fique ao seu lado, com ou sem roupa... Mmmmm, melhor sem roupa.
Um gemido escapa de minha garganta. Os dedos de Rodolfo caminham travessos sobre a curva de meus glúteos. Descem e abrem caminho entre minhas pernas, que ardem de desejo por ele. Tento me virar, quero beijá-lo, quero ver seus olhos infinitos, mas sua outra mão me detém com um toque suave, mas firme na altura de meu ombro. Eu deixo, rindo, sou sua por completo. Meu peito sobe e desce ao ritmo da minha respiração acelerada, ao ritmo que os dedos de Rodolfo marcam explorando meu interior.
–Mas se já fizemos... – sou incapaz de continuar falando, pois os gemidos se apoderam de mim.
– E quem quer contar as vezes que fizemos? Você se importa? – Rodolfo sussurra para mim com esse tom de voz tão sedutor pelo que milhões de mulheres morreriam em qualquer lugar do planeta.
–Mmmm –tento dizer que não, que não importa, que não penso em ficar lembrando.
Os dedos saem, passam úmidos em direção aos meus seios, enquanto já sinto Rodolfo dentro de mim.
–Dê-me um filho –me diz ao ouvido.
Não sei, foi como... Como quando nos filmes ouve-se uma música e logo depois o arranhão da agulha do disco de vinil. A magia se quebrou de repente, pelo muito que Rodolfo continuasse me amando com toda sua perícia, com essa suavidade que eu não conhecia, mas da qual ele havia esbanjado aquele dia. Por que me irritaram tanto aquelas palavras? Não tenho nenhuma ideia, mas não pude evitar. Talvez fosse porque nas poucas vezes que Rodolfo e eu havíamos transado, ele sempre falava sobre ter filhos. Não é que eu não os queira, mas por que tanta obsessão?
Continuamos com nossas brincadeiras, mas eu me movo mecanicamente, ouso dizer inclusive que gemo sem que minha alma esteja em gemidos. Minha mente está jogando comigo, está me levando a uma espiral de análises que odeio, mas que não posso sair. Sinto os dentes de Rodolfo mordendo o meu lóbulo da orelha, sua respiração acelerada, seus gemidos. Sinto como seus movimentos se tornam cada vez mais rápidos, sei que ele está a ponto de terminar e eu nem sequer consegui me colocar na situação, estou sem estar, como se eu tivesse emprestado meu corpo a ele enquanto minha mente e minha alma saíram de férias.
–Ti piace? –pergunta–. Você gosta?
Grito, mesmo fingindo, por algum motivo não quero que ele se esforce mais. Não importa que eu fique sem orgasmo nessa ocasião, porque nas outras seis ou sete que fizemos no dia eu tive de sobra.
Eu tive de sobra? Eu estou me escutando? Bom, você me entendeu, não escutando no sentido literal da palavra, ainda bem! Sim, por sorte não disse em voz alta, já que sou propensa a estragar tudo. Refiro-me a estar escutando meus próprios pensamentos e sim, eu os escuto altos e claros. Emito um grito que tampo com minha própria mão. Rodolfo o toma como a expressão do meu êxtase sexual, eu em troca sei que foi a expressão da máxima surpresa. Ainda não posso acreditar que eu tenha o suficiente dele, do meu adoradíssimo Rodolfo Vitti.
–Ti amo –diz às minhas costas.
Fico gelada, mais que nada porque não sei se eu correspondo o dito sentimento.
Rodolfo se levanta e caminha até o banheiro, em seguida eu ouço o chuveiro e giro para me sentar com as costas apoiadas no encosto acolchoado da cama. Eu gostaria de estar no meu próprio banheiro, que Zulema me preparasse a banheiras com pétalas de rosa recém-cortadas, escolher o óleo com que ela me faz uma massagem. Levanto e me assusto ao ver Rodolfo saindo do banho. Não esperava que ele se banhasse tão rápido.
–Aonde você vai?
–Ao meu quarto? –Não sei por que me saiu em tom de pergunta.
–Ah, bem, me parece bem –ele diz e eu respiro aliviada.
Então Rodolfo, em um gesto de cordialidade, agacha-se para recolher o roupão de banho de seda que eu estava usando quando entrei em seu quarto muitas horas atrás. Quando ele a levanta para me alcançá-la, algo cai ao chão.
A revista... A maldita revista. Havia esquecido por completo que a trazia que era aquilo que me deu asas para procurar este quarto escondido.
Rodolfo a levanta e mudo o gesto. Seu cenho se enruga, como se seus olhos se juntassem. Um silêncio dos mais incômodos se instala entre nós dois. Finalmente, depois do que apareceu uma eternidade, ele ergue um pouco a revista enrolada em minha frente, perguntando-me sem palavras o que isso significa. Sei que a essas alturas é inútil dizer que não é nada, nem sequer inventar uma mentira que serviria.
–Encontrei-a no jardim, debaixo de uma espreguiçadeira –digo.
–Você sabe árabe? –pergunta-me e não me passa despercebida a suspeita que há em sua voz.
–Nem uma só palavra. Mas me chamou a atenção ver sua foto.
Aproximei-me dele. Tento controlar o tremor da minha mão enquanto mostro a página em questão.
–Ah, sim, Richard Claine –Ele diz como se odiasse o cara–. É um insuportável, mas o que vamos fazer? Mais insuportável ainda é meu irmão.
–Mário? –pergunto surpreendida.
–Sim. Ele aceitou fazer uma campanha de roupa interior com essas loiras por mim –diz, batendo na revista com o dorso da mão.
–Você não faz campanhas de publicidade, não é? Rodolfo me olha e força um sorriso.
–Não. Mas o Mário não entende isso. Agora há um contrato assinado e eu não terei outro remédio a não ser aparecer de cueca sobre o papel couchê.
Vejo-o tão aborrecido que me sinto mal de ter duvidado dele. Entendo que Zulema não quisesse traduzir o que a revista dizia para mim. Talvez por sua cultura, dar-lhe-ia vergonha me explicar que meu marido vai aparecer em trajes menores em um monte de publicações. Pouso minha mão em uma das bochechas de Rodolfo e o acaricio com doçura.
–Não pode ser tão mal. Suas fãs irão gostar.
–Você acha?
–Ver você em cuecas apertadas? Você está de brincadeira? –Meus olhos descem até a toalha que rodeia sua cintura, passando por esse peitoral e esse abdômen de tirar o fôlego. Mordo o lábio, já havia ficado longe o que eu havia tido o suficiente de Rodolfo–. Vão se babar. Como eu me babaria se não pudesse te ter em carne e osso em minha frente, recortaria a propaganda e a colocaria em meu quarto.
–Mas você me tem...
Rodolfo soltou a revista, que ficou esquecida no chão. Seu braço forte rodeia mina cintura, fazendo com que eu tome plena consciência de estou totalmente nua, meu roupão ainda está no chão. O calor começa a subir uma
