Ecologia de riachos de montanha da Mata Atlântica
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Ecologia de riachos de montanha da Mata Atlântica - Sirlei Terezinha Bennemann
Reitora:
Berenice Quinzani Jordão
Vice-Reitor:
Ludoviko Carnasciali dos Santos
Diretor:
Luiz Carlos Migliozzi Ferreira de Mello
Conselho Editorial:
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Edison Archela
Efraim Rodrigues
Luiz Carlos Migliozzi Ferreira de Mello (Presidente)
Maria Luiza Fava Grassiotto
Maria Rita Zoéga Soares
Marcos Hirata Soares
Rodrigo Cumpre Rabelo
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A Eduel é afiliada à
Catalogação elaborada pela Divisão de Processos Técnicos da
Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina.
Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
E19 Ecologia de riachos de montanha da Mata Atlântica / Organizadores: Sirlei Terezinha Bennemann, João Fernando Marques da Silva. – Londrina : Eduel, 2017.
138 p. : il.
Vários autores.
Inclui bibliografia.
ISBN 978-85-7216-944-8
1. Ecologia. 2. Peixe – Ecologia. 3. Fauna do rio. 4. Mata Atlântica. I. Bennemann, Sirlei Terezinha. II. Silva, João Fernando Marques da.
CDU 591.5
Direitos reservados à
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Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Depósito Legal na Biblioteca Nacional
DEDICATÓRIA
Nossa homenagem a Sergio Filipaki, Supervisor da Área de Ambiência Florestal da Empresa Klabin S.A.
O Serginho
representou para nós um exemplo de profissional experiente que conhece a natureza em profundidade. Ele acreditou e teve a paciência de transferir seus conhecimentos, pois esperava que pudéssemos explicar, com técnica e ciência, muito do que ele já sabia!
Ele nos acompanhou em todas as coletas como guia abrindo caminhos, agindo como protetor e nos repassando os conhecimentos e os cuidados necessários para se andar na mata, com segurança. A oportunidade de ter convivido e aprendido com o Serginho
foi uma experiência enriquecedora para todos nós!
AGRADECIMENTOS
Ao Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina pelos excelentes ensinamentos dos pesquisadores e estrutura logística aos alunos João Fernando M. da Silva, Débora Fernandes S. Bernardino e Cibele B. Raio, à CAPES e Fundação Araucária pela concessão de Bolsas, e especialmente ao Coordenador Professor Dr. Luiz dos Anjos por incentivar as pesquisas para a elaboração deste livro.
Ao Curso de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pelos ensinamentos e estímulos aos estudos de Ecologia, bem como à orientação do professor Dr. Julio César Garavello e à oportunidade concedida a mim, Sirlei Terezinha Bennemann, uma pesquisadora fascinada por ecologia.
À Dra. Lilian Casatti da Universidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto, SP, pelas valiosas discussões e orientações nos projetos iniciais.
Ao Prof. Dr. David J. Hoeinghaus, do Departamento de Ciências Biológicas e Instituto de Pesquisa Ambiental Avançada da Universidade do Norte do Texas pelo entusiasmo, estímulo e sensibilidade ecológica expressos no prefácio.
À Klabin S.A. que durante todo o período de nossas pesquisas nos riachos financiou projetos e publicações e proporcionou logística em todos os trabalhos de campo. Ao seu Diretor Florestal, José Artemio Totti, à Coordenadora de Sustentabilidade Florestal, Ivone Satsuki Namikawa Fier, à Engenheira Florestal, Samantha Nazaré de Paiva, e a José Vitor Hidalgo e Rodrigo dos Santos, da Comunicação e Sustentabilidade, que participaram dos trâmites para aprovação dos projetos e a publicação do livro. Ao ex-supervisor da Área de Ambiência Florestal, Sergio Adão Filipaki, fiel companheiro de todas as etapas de campo realizadas no Parque Ecológico, pelos seus ensinamentos.
À Zenaide Maria Knop pela importante contribuição no início das pesquisas, em 2005.
Ao professor Dr. José Marcelo Torezan, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina, e à bióloga Alba Lúcia Cavalheiro, do Laboratório de Biodiversidade e Restauração de Ecossistemas da UEL, pelo apoio e logística nas últimas coletas de campo. Ao Dr. Mario Luiz Orsi, da Universidade Estadual de Londrina, pelas sugestões na fase de estruturação dos capítulos.
Ao técnico Édson Santana da Silva e colegas de Pós-Graduação Alessandro Borini Lone, Alexander Claro Garcia, Andreia Avian Espinoza, Daiana Cristina Chaves Miranda, Horácio Mori, Luiz G. Capra, Mariana Ebert, Mario Roberto Castro Meira Filho, Matheus Zaqueu de Lima, Murilo S. Dias, Thiago Ilnicki N. de Azevedo, Nagomi Kishino, Wagner Galves Jr. e Wanner Galves, pela colaboração nos trabalhos de campo.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
PREFACE
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
CAPÍTULO III
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO V
CAPÍTULO VI
CAPÍTULO VII
APÊNDICES
APRESENTAÇÃO
A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil e única empresa do País a produzir, a partir de uma mesma planta, celulose de fibra curta, celulose de fibra longa e celulose fluff, está presente no Paraná desde a década de 1930, quando adquiriu a Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba.
A região dos Campos Gerais, no Paraná, representa o coração das atividades florestais da Klabin e abriga a maior fábrica de papéis para embalagem do Brasil, a Unidade Monte Alegre, localizada em Telêmaco Borba, e uma das mais modernas fábricas de celulose do mundo, a Unidade Puma, em Ortigueira. As áreas florestais da empresa representam a maior mancha verde no Sul do Brasil, facilmente identificável nas imagens de satélite.
Com 210 mil hectares de matas nativas preservadas e 235 mil hectares de florestas plantadas, a companhia foi a primeira empresa do setor de papel e celulose do Hemisfério Sul a receber a certificação FSC® (FSC-C022516). O manejo florestal praticado pela Klabin segue o conceito de mosaico, ao integrar florestas plantadas de pinus e eucalipto, intercaladas a matas nativas preservadas. O sistema permite a consolidação de corredores ecológicos que preservam a fauna e a flora local, além de contribuir para a conservação dos recursos naturais.
As florestas preservadas pela empresa são remanescentes da Mata Atlântica, e o programa de conservação da Klabin já identificou a presença de 763 espécies de fauna e 1299 de flora nas áreas da empresa. Entre essas espécies, 104 de fauna e 61 de flora estão presentes na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), em algum grau de ameaça de extinção (Criticamente em Perigo - CR, Em Perigo - EN ou Vulnerável - VU).
O consumo de água e o impacto nas bacias hidrográficas das regiões em que a Klabin atua, também são monitorados. A empresa segue rigorosamente as práticas internacionais de manejo florestal e protege nascentes e lençóis freáticos com a manutenção de matas nativas. Além disso, participa do Programa de Monitoramento Ambiental (Promab), coordenado pelo IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), sobre as bacias e o monitoramento da qualidade das mesmas.
Desde a chegada da Klabin ao Paraná, na década de 1930, a área do Ribeirão do Varanal mantém suas características de vegetação preservadas. São mais de 4.500 hectares localizados dentro do Parque Ecológico da empresa e, em 2008, a área foi reconhecida como Área de Alto Valor de Conservação (AAVC).
Em 2008, a Dra. Sirlei Terezinha Bennemann e outros colaboradores lançaram o livro A fauna e a flora do Ribeirão Varanal - Um estudo da biodiversidade no Paraná
, que reuniu resultados de monografias de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado desenvolvidas por alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Quase 10 anos depois, Bennemann e sua equipe apresentam uma nova obra, reunindo pesquisas sobre a ecologia de nascentes da bacia do Rio Tibagi. Nas próximas páginas, o livro Ecologia de riachos de montanha da Mata Atlântica apresenta os esforços da Klabin em prol da biodiversidade na região dos Campos Gerais, no Paraná, com foco na ecologia de riachos. Os benefícios ao ecossistema ficam registrados, graças à cooperação de longa data, iniciada na década de 1980, com a UEL.
Por meio da parceria e do trabalho robusto de pesquisa – além do olhar sensível de Bennemann para o tema –, foi possível identificar novas espécies de fauna ameaçadas de extinção e compreender o funcionamento dos sistemas aquáticos (riachos). A nova obra torna-se uma das referências mundiais sobre a biodiversidade e a ecologia de riachos nas florestas paranaenses, preservadas pela empresa.
Klabin S.A.
PREFACE
In Ecologia de Riachos de Montanha da Mata Atlântica, Dra. Bennemann, their students (João, Débora and Cibele) from the Curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina and colleagues build on their previous research on the Varanal stream and present new results from a broad research program on montane streams of the Mata Atlântica biome. Remarkably, their studies range from spatial, physical and chemical characterization of the environment, to quantification of invertebrate and fish diversity and relative abundances, assessment of biotic integrity, diet and production sources for fishes and key macroinvertebrates, to breakdown of organic matter and food web structure. The authors conclude with a systematic perspective on stream environmental impact assessment that can guide subsequent studies and facilitate comparisons with other similar stream systems. It should be quite obvious that this accomplishment required a significant investment of time, energy and expertise. Perhaps less obvious is that all of the myriad components that the authors explore in a single research program are rarely combined in such a broad programmatic approach to a single study system. Importantly, the study system itself – montane streams of the Mata Atlântica biome – is critically in need of such studies.
Small streams of the type explored in this book constitute the greatest number of streams and combined total length of fluvial ecosystems worldwide. Not surprisingly, such streams are home to many unique species, are the primary locations of interaction between terrestrial and aquatic ecosystems, and provide the foundations for many ecosystem services such as provisioning of clean water. Even though small streams are common
