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Paratopia e proxêmica discursiva: discurso e resistência na literatura
Paratopia e proxêmica discursiva: discurso e resistência na literatura
Paratopia e proxêmica discursiva: discurso e resistência na literatura
E-book418 páginas4 horas

Paratopia e proxêmica discursiva: discurso e resistência na literatura

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Sobre este e-book

Este trabalho insere-se nos princípios teórico-metodológicos da Análise do Discurso de linha Francesa com o objetivo de analisar e compreender as estratégias discursivas presentes em Vencidos e Degenerados de José do Nascimento Moraes que compõem o discurso da negritude que emana das cenas de enunciação e avaliar o papel da paratopia, numa possível definição ou caracterização proxêmica testemunho-documental. Trata-se de tema relevante, uma vez que a paratopia relacionada ao discurso literário, bem como o discurso da negritude, são temas ainda pouco explorados academicamente, servindo como categorias para análises gerais no âmbito literário e para análise da condição do negro na História do Brasil. Partimos da hipótese de que o ideal de negritude que se apresenta no discurso literário consubstancia-se em testemunho-documental porque se constrói e é legitimado, a partir do deslocamento de paratopias e atopias entrelaçadas com a historicidade discursiva, supomos que o discurso testemunho-documental se apresenta nesse movimento de deslocamento para legitimação de um discurso ou de um ideal, que configura uma espécie de "desenho estilístico ou semiótico" do discurso testemunhal, que chamaremos de proxêmica discursiva. Para nosso estudo, utilizamos como respaldo teórico, principalmente, os estudos da Análise do Discurso de Maingueneau (2010, 2008a, 2008b, 2008c, 2007, 2006, 2001, 2000, 1996, 1992 e 1983), Charaudeau (2004, 2005 e 2012) e Foucault (1992, 2004, 2005a e 2005b), utilizamos conceitos da Teoria Literária, da Filosofia, Sociologia e Antropologia extraídos de Lucáks (2000), Bakthin (2003), Benjamin (1985) , de De Marco (2004), Seligman-Silva (2006) e Bosi (1995), Fernandes (2006, 2008 e 2005-6), Munanga (2004, 2006, 2007 e 2009), Hall (2013), Fanon (2008) e Bhabha (1998) como elementos para análise do aspecto testemunhal discursivo e para respaldar nosso olhar para as condições sócio-históricas de produção. Comprovamos nossa hipótese de que o testemunho documental se dá de forma paratópica e ampliamos a análise dessa categoria em outras possibilidades que chamamos de paratopia: autoral, afásica, investigativa, documental, testemunhal e testemunho-documental.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento18 de set. de 2020
ISBN9786555060584
Paratopia e proxêmica discursiva: discurso e resistência na literatura

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