Tutela Coletiva no Direito Eleitoral
()
Sobre este e-book
Com base na doutrina especializada e nas legislações eleitorais, o desenvolvimento desta pesquisa é norteado pela combinação entre os métodos indutivo e dedutivo, na medida em que a investigação se inicia com a apresentação do direito eleitoral geral para chegar à análise da tutela coletiva no direito eleitoral, tendo como fundamento a concepção dos direitos políticos como direitos humanos.
O autor traz ao público como as demandas eleitorais são de natureza coletiva, no entanto normas previstas no direito eleitoral brasileiro são insuficientes para tutelar o direito eleitoral material por meio das técnicas processuais eleitorais existentes.
O momento é de discussão e de reflexão, inclusive no meio acadêmico, no sentido da sistematização das regras do contencioso eleitoral no Brasil, para que o processo eleitoral seja efetivamente desenhado e estruturado sobre a base dos princípios político-constitucionais e em respeito aos valores humanos mais caros à democracia.
Por seu conteúdo informativo e atual, esta obra é indicada aos estudantes e pesquisadores da área do Direito e a todos os interessados nas temáticas aqui abordadas.
Leia mais títulos de Flávio Schegerin Ribeiro
Audiência Pública e Consulta Pública: Semelhanças e Diferenças Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCriminalização da Inadimplência do ICMS Declarado Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Relacionado a Tutela Coletiva no Direito Eleitoral
Ebooks relacionados
Tutela Coletiva no Direito Eleitoral: legitimidade dos interessados difusos na fiscalização das eleições Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito Eleitoral Para Concursos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOs Direitos Políticos e a Jurisdição Constitucional Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEstudos Críticos e Diálogos Jurídicos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSuper-Revisão OAB Doutrina - Direito Constitucional Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOs Servidores Públicos e o Assédio Moral: Uma Luta Perdida? Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPolítica, Constituição e Direito no Brasil: A Legitimação do Estado de Exceção Nota: 0 de 5 estrelas0 notasConstituição Federal: Atualizada até EC 108/2020 Nota: 5 de 5 estrelas5/5Resgate da reforma política Nota: 0 de 5 estrelas0 notasInflação Legislativa: o sistema autopoiético-patrimonialista deteriorador da macroarquitetura constitucional Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Constituição De Partido Político Como Pessoa Jurídica Com Capacidade Eleitoral Nota: 0 de 5 estrelas0 notasApostila Cnu 2025 - Bloco 9 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTeoria da Constituição: 3ª edição Nota: 0 de 5 estrelas0 notasReforma política: O debate inadiável Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCidadania, Direito e Educação: autonomia, limites legais e constitucionais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito Civil Para Concurso Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Democracia como Mecanismo de Concretização de Direitos Sociais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIdeias Jurídico-penais entre os interesses coletivos e individuais: Governo Vargas [1937-1945] Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA atuação da Defensoria Pública na tutela coletiva socioambiental Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIntrodução ao Estudo do Direito: Perspectiva Democrática, Humana, Ecológica e Econômica - 4ª Ed-2025 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJudicialização da Política e Ativismo Judicial: contornos democráticos da atuação do Judiciário Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPartidos políticos e disputa eleitoral no Brasil Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireitos Fundamentais, Jurisdição, Proporcionalidade e Argumentação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireitos Fundamentais e Estado Democrático de Direito Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCiência Política: Teoria Geral do Estado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPropaganda eleitoral nas mídias sociais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO povo no poder: Análise jurídico-constitucional da iniciativa popular no Brasil Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Direito para você
Português Para Concurso Nota: 0 de 5 estrelas0 notasManual Completo de Direito Civil: Ideal para provas e concursos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasBizu Do Direito Administrativo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGuia jurídico da harmonização facial Nota: 0 de 5 estrelas0 notasManual de direito administrativo: Concursos públicos e Exame da OAB Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito constitucional Nota: 5 de 5 estrelas5/5Processo Civil Aplicado Nota: 5 de 5 estrelas5/5Direito Tributário Objetivo e Descomplicado Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSimplifica Direito: O Direito sem as partes chatas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNegociação Rumo ao Sucesso: Estratégias e Habilidades Essenciais Nota: 5 de 5 estrelas5/5COMUNICAÇÃO JURÍDICA: Linguagem, Argumentação e Gênero Discursivo Nota: 5 de 5 estrelas5/5Como passar concursos CEBRASPE -Língua Portuguesa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasManual dos contratos empresariais Nota: 5 de 5 estrelas5/5Manual de Prática Jurídica Civil: para graduação e exame da OAB Nota: 0 de 5 estrelas0 notasInvestigação Criminal: Ensaios sobre a arte de investigar crimes Nota: 5 de 5 estrelas5/5Introdução ao Estudo do Direito Nota: 4 de 5 estrelas4/5Registro de Imóveis: Conforme a Lei 14.382/22 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasProcesso Civil Pragmático: procedimento comum, recursos, tutela provisória, procedimentos especiais – Vol. 2 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPlaneje E Passe - Aprove 3x Mais Rápido Em Concursos Públicos Nota: 5 de 5 estrelas5/5Hermenêutica jurídica: entre a interpretação de textos e a avaliação de práticas sociais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDireito Constitucional Nota: 1 de 5 estrelas1/5Todos Os Segredos Da Persuasão Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCurso de direito financeiro e orçamentário Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGuia Prático para Defesa em Processo Disciplinar Nota: 0 de 5 estrelas0 notasConsolidação das leis do trabalho: CLT e normas correlatas Nota: 5 de 5 estrelas5/5Como passar em concursos CESPE: língua portuguesa: 300 questões comentadas de língua portuguesa Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Avaliações de Tutela Coletiva no Direito Eleitoral
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Tutela Coletiva no Direito Eleitoral - Flávio Schegerin Ribeiro
1
INTRODUÇÃO
O Estado Democrático de Direito brasileiro é constituído na forma de República Federativa composta pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, cuja Administração Pública é desenvolvida por meio dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Para garantir a proclamada democracia, o próprio texto da Constituição Federal de 1988 (artigo 1.º e parágrafo único) elege o povo como detentor do Poder Estatal, exercido diretamente ou por meio de representantes eleitos.
Quando trata dos direitos políticos, a Constituição Federal de 1988 aduz que a soberania popular deverá ser exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, nos termos da lei (artigo 14, caput). São várias as leis que regulamentam os direitos políticos no Brasil. Talvez por serem muitas e em permanente mutação, as leis eleitorais brasileiras têm sido relegadas ao segundo plano pelos juristas e estudiosos do direito em geral. Bem por isso, são poucas as publicações especializadas em direito eleitoral, sendo escassa a bibliografia brasileira nesse sentido.
O direito eleitoral, menos por descender do direito constitucional e mais por características que lhe são peculiares, pertence ao ramo do direito público. Não obstante possuir regramento próprio vincula-se, ou se relaciona, em diversas passagens, com outras disciplinas, como o direito penal, o direito administrativo, o próprio direito constitucional, o processo penal, o direito civil e o processo civil, entre outros. Confunde-se, muitas vezes, com o direito partidário, do qual, aos poucos, começa a se desvincular, haja vista que os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.
A Justiça Eleitoral se encarrega, basicamente, de efetuar o registro os estatutos, fiscalizar a escrituração contábil e de examinar e julgar a prestação de contas do partido e das despesas das campanhas eleitorais. Já para processar e julgar ações judiciárias, a Justiça Eleitoral ainda encontra muitos problemas por falta de regulamentação específica.
A Constituição Federal de 1988 não trata da competência da Justiça Eleitoral. Em seu artigo 121, caput, apenas diz que lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais
. Porém a mencionada lei complementar ainda não foi editada. Para preencher essa lacuna, os doutrinadores optaram por levar em consideração as regras do Código Eleitoral (Lei n.º 4.737, de 15 de julho de 1965). Porém, como foi editado antes do artigo 121 da Constituição Federal de 1988, e por se tratar de uma lei ordinária, foi preciso um grande esforço interpretativo para ser recepcionado na nova ordem constitucional como lei complementar⁹.
No entanto as normas processuais previstas no Código Eleitoral não são suficientes para tratar da competência da Justiça Eleitoral, especialmente da distribuição de funções entre os tribunais, os juízes de direito e as juntas eleitorais. Outra lei eleitoral que traz normas processuais é a Lei Complementar n.º 64, de 18 de maio de 1990 (Lei de Inelegibilidade), que estabelece, de acordo com o artigo 14, parágrafo 9.º, da Constituição Federal de 1988, casos de inelegibilidade, prazos de cessação, além de criar a Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Contudo também são regras pontuais, insatisfatórias para atender as demandas relacionadas à organização e à competência da Justiça Eleitoral brasileira. Diante disso, o processo usado para resolver conflitos eleitorais ainda segue sendo o processo civil de caráter
