Fome hedônica, depressão e Terapia cognitivo-comportamental: estudo clínico randomizado para adultos com obesidade
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Fome hedônica, depressão e Terapia cognitivo-comportamental - Amanda dos Santos Moraes
1. INTRODUÇÃO
A obesidade atinge extensões pandêmicas (WHO, 2018), e embora o aumento da mobilização de profissionais da saúde tenha melhorado significativamente em direção aos conhecimentos e habilidades sobre o controle da obesidade (Tremblay, 2018), as estimativas indicam que a prevalência de obesidade pode continuar a crescer no futuro (Finkelstein et al, 2012). Até 2030, a prevalência da obesidade pode aumentar em 33%, e a obesidade grave em 130% (Finkelstein et al, 2012; McCafferty et al, 2020).
A obesidade desencadeia implicações significativas para a saúde como doenças cardiovasculares e distúrbios endócrinos (McCafferty et al, 2020), está diretamente relacionada com transtornos de compulsão alimentar (Dalle Grave et al, 2020), e de depressão pois compartilham alterações nos perfis sistêmicos de citocinas inflamatórias (Ouakinin et al, 2018; Moraes et al, 2019).
A etiologia multifatorial da obesidade engloba aspectos genéticos, psicológicos e socioculturais (Kelley et al, 2016). Atualmente os fatores comportamentais e cognitivos estão ganhando atenção nos tratamentos de gerenciamento do estilo de vida (Ouakinin et al, 2018; Moraes et al, 2019; Dalle Grave et al, 2020).
A obesidade se tornando o novo normal
(Samaras et al, 2019), novos assuntos aparecem, especificamente a necessidade de reformular a abordagem clínica, numa perspectiva multidisciplinar e preventiva (Ouakinin et al, 2018). O assunto fundamental na pandemia atual da obesidade diz respeito às opções que os indivíduos fazem em um ambiente obesogênico. Diferentes atributos culturais e de estilos de vida interagem com a fisiologia metabólica vulnerável dos indivíduos (Samaras et al, 2019).
O gerenciamento de estilo de vida
é repetidamente utilizado para abordar terapias de perda de massa corporal que não demandam medicamentos, procedimentos ou cirurgias (Jensen et al, 2014).
Desse modo, as intervenções interdisciplinares são importantes estratégias para o controle da obesidade em adultos (Garcia et al, 2011). Em relação a modificação comportamental, a abordagem deve ser considerada em 3 passos que incidem em reflexão, substituição e reforço (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 2021). Desta forma, a reflexão estimula os indivíduos a manter um diário alimentar para rastrear hábitos alimentares e encontrar pistas para comer. A substituição envolve modificar os costumes identificados na reflexão, como comer mais devagar ou delinear refeições com antecedência. O reforço incide em produzir motivação aos sujeitos e promover adaptação com o novo estilo de vida (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 2021). As três intervenções interagem na mudança do estilo de vida: alimentar, atividade física e comportamental (McCafferty et al, 2020).
Este estudo teve como objetivos: 1-). Analisar e comparar os efeitos dos programas: Educação e Saúde (ES); Exercício Físico (EF); Terapia Interdisciplinar com Terapia cognitivo-comportamental (TI+TCC) de longo prazo para adultos com obesidade; 2-). Verificar associação entre frequência alimentar e compulsão alimentar nos programas: Educação e Saúde (ES); Exercício Físico (EF); Terapia Interdisciplinar com Terapia cognitivo-comportamental (TI+TCC), de longo prazo para adultos com obesidade.
As hipóteses estabelecidas para o objetivo 1 incluem: 1). Os voluntários do programa ES apresentariam a percepção de melhorarem a qualidade de vida; 2). Os voluntários do programa EF apresentariam melhores condições físicas relacionadas à saúde; e 3) Os voluntários do TI + TCC se envolveriam em um número maior de atividades-alvo programadas, melhorariam a qualidade de vida (física, psíquica, social e ambiental), estilo de comportamento alimentar, e apresentariam redução do perfil antropométrico, composição corporal, e sintomas psicológicos. O segundo objetivo desta tese, tiveram as seguintes hipóteses: 1) Os voluntários do programa IT+CBT reduziriam a ingestão de alimentos ultraprocessados; 2) A ingestão de alimentos ultraprocessados estaria associada com sintomas de compulsão alimentar nos três programas.
1.1 PERSPECTIVA ATUAL DA OBESIDADE
Nas últimas três décadas, a obesidade triplicou no mundo (WHO, 2018), e tornou-se uma epidemia global (Samaras et al., 2019), afetando todas as idades e níveis socioeconômicos (Rocha et al., 2019; Calzerra et al., 2020). No Brasil, 20,3% de adultos encontram-se com obesidade (VIGITEL, 2019), e os valores totais despendidos com comorbidades são 2,1 bilhões de dólares por ano (Souza et al., 2018).
O paradigma em relação à perda de massa corporal tem sido o desequilíbrio entre o que se come e o que se gasta. No entanto, essa visão simples não leva em conta muitos outros fatores pertinentes ao problema, como a influência do estilo de vida moderno que estimula o excesso de alimentação, ou o papel do tecido adiposo na homeostase corporal e no equilíbrio energético. Essas complicações impedem uma abordagem reducionista simples resultando em tratamentos de perda de massa corporal ineficaz para obesidade (Tremblay, 2018; Samaras et al.,
