Grupo Reflexivo para Homens: uma análise das representações de um grupo em São Luís-MA
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Grupo Reflexivo para Homens - Wilson Pinto de Carvalho Filho
Este trabalho é dedicado a todas e todos que emanaram energia positiva para a construção deste sonho.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente, a Deus, por ter me ajudado em todas as fases deste caminho. O ano de 2023 foi de grande desafio e Ele me deu forças para continuar.
Aos meus pais, que mesmo diante de tanta dificuldade, sempre me dão a mão para seguir em frente e conquistar meus sonhos e objetivos.
A todas as mulheres que me inspiram, Francinete, Maria do Carmo, Terezinha, Miriam, Lorena, Ilana’s, Joana Paula, Viviane e Cristiane que são exemplos de força, inspiração, amor e dedicação.
À Dra. Lúcia Helena e à Selma Martins, que são mulheres ímpares no enfrentamento à violência doméstica.
A todos os meus amigos e amigas, que são inúmeros, por aguentar as minhas lamentações e angústias e por me encorajar a continuar com todos os meus projetos de vida. Sou muito grato!
À minha professora e orientadora, Juliana Jayme, que não mediu esforços para me ajudar. Ensinou-me o que é de fato uma orientadora. E, acima de tudo, acreditou que este trabalho seria possível. Muito obrigado pelo carinho, pela disponibilidade, pelo afeto a mim e ao nosso trabalho e pela valiosa contribuição na minha formação profissional. Sou eternamente grato!
A todas e todos as/os professores do mestrado de Ciências Sociais, que caminharam comigo nesta trajetória, durante as disciplinas, que foram salutares para a construção da minha vida acadêmica.
Às servidoras e aos servidores da 2ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar de São Luís, por me ajudar no meu ambiente de trabalho e possibilitar a construção desta pesquisa.
Ao Tribunal de Justiça do Maranhão e à Escola Superior da Magistratura, que proporcionaram a qualificação deste servidor e o inspiraram a traçar novos caminhos rumo à pesquisa.
Aos homens, que voluntariamente participaram da pesquisa e abriram as portas para a análise de suas representações ao compartilhar as suas vidas comigo.
MASCULINIDADE
TIAGO IORC
Eu tava numa de ficar sumindo
Dinheiro, fama, tudo resolvido
Fingi que não, mas, na verdade, eu ligo
Eu me achava mó legal
Queria ser uma unanimidade
Eu quis provar a minha virilidade
Eu duvidei da minha validade
Na insanidade virtual
Eu cuido pra não ser muito sensível
Homem não chora, homem isso e aquilo
Aprendi a ser indestrutível
Eu não sou real
Conversando com os meus amigos
Eu entendi que não é só comigo
Calar fragilidade é castigo
Eu sou real
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Masculinidade frágil, coisa de menino
Eu fui profano e sexo é divino
Da minha intimidade, fui um assassino
Que merda!
Quando criança, era chamado de bicha
Como se fosse um xingamento
Que coisa mais esquisita
Aprendi que era errado ser sensível
Quanta inocência
Eu tive medo do meu feminino
Eu me tornei um homem reprimido
Meio sem alma, meio adormecido
Um ato fálico, autodestrutivo
No auge e me sentindo deprimido
Me vi traindo por ter me traído
Eu fui covarde, eu fui abusivo
Pensei ser forte, mas eu só fugi
E caí na pornografia
Essa porra só vicia
Te suga a alma, te esvazia
E quando vê passou o dia
E você pensa que devia
Ter outro corpo, outra pica
A ansiedade vem e fica
Caralho, isso não é vida!
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Meu pai foi minha referência de homem forte
Trabalhador, generoso, decidido
Mas ele sempre teve dificuldade de falar
O pai do meu pai também não soube se expressar
Por esses homens é preciso chorar
E perdoar
Essa dor guardada
Até agora, enquanto escrevo
Me assombra se o que eu digo é o que eu devo
Um eco de medo
O que será que vão dizer?
O que será que vão pensar?
A rejeição ensina cedo
Seja bem bonzinho ou então vão te cancelar
Que complexo é esse?
Mamãe, é você?
Me iludi nessa imagem, tentei me esconder
Eu só posso ser esse Tiago
Cheio de virtude, cheio de estrago
Que afago crescer, aceitar
Ai, ai
Esse homem macho, machucado
Esse homem violento, homem violado
Homem sem amor, homem mal amado
Precisamos nos responsabilizar, meus amigos
A gente cria um mundo extremo e opressivo
Diz aí, se não estamos todos loucos
Por um abraço
Que cansaço!
Cuidado com o excesso de orgulho
Cuidado com o complexo de superioridade, mas
Cuidado com desculpa pra tudo
Cuidado com viver na eterna infantilidade
Cuidado com padrões radicais
Cuidado com absurdos normais
Cuidado com olhar só pro céu
E fechar o olho pro inferno que a gente mesmo é capaz
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Cuida, meu irmão
Do teu emocional
Cuida do que é real
Minha alma é profunda e se afoga no raso
Minha alma é profunda e se afoga no raso
Minha alma é profunda e se afoga no raso
Eu fico zonzo, fico triste
Fico pouco, fico escroto
Eu sigo à risca o que é ser homem
Isso não existe, a vida insiste
O tempo todo que eu repense
O que é ser homem?
O que é ser homem?
O que é ser homem?
O que é ser homem?
O que é ser homem?
Há tantos e tantos
E tantos e tantos e tantos
Possíveis homens
(Homem real e não ideal)
Ser homem por querer se aprender, todo dia
Dominar a si mesmo
Apesar de qualquer fobia: Respeito
Tem que ter peito
Tem que ter culhão pra amar direito
Vou dizer que não?
Esperando sentado por salvação?
Conexão, empatia, verdade
Divino propósito: Responsabilidade
Deitar a cabeça no travesseiro e sentir paz
Por ter vivido um dia honesto
Ah!
Ser homem exige muito mais do que coragem
Muito mais do que masculinidade
Ser homem exige escolha, meu irmão
E aí?
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
PREFÁCIO
A violência de gênero afigura-se como um dos problemas públicos mais complexos de nossos tempos. É pauta do cotidiano; ocupa corriqueiro espaço nas agendas políticas; e revela-se como notório desafio para os poderes constituídos, para a iniciativa privada e para o terceiro setor, dada às suas repercussões e entrelaçamentos na tessitura social.
Como expressão da questão social, o enfrentamento às desigualdades de gênero é um dos objetivos para o desenvolvimento sustentável no âmbito da Agenda 2030 firmada pela Organização das Nações Unidas; as violências de gênero também denotam ainda a fragilidade dos estados nacionais contemporâneos em romper com ciclos violentos historicamente normalizados e enfrentar, por meio de políticas públicas bem formuladas, o dilema da formação de pessoas e instituições comprometidas com a preservação e afirmação de direitos.
Por suas múltiplas faces e por afetar os mais diversos bens jurídicos, impedindo o gozo das liberdades, do direito à fala, à participação, ao tratamento respeitoso e de não revitimização pelas instituições e suas políticas de atendimento; a complexidade da questão implica estratégias inteligentes, integradas e atentas às peculiaridades dos ambientes onde se manifestam.
É nessa toada que situa-se a obra GRUPO REFLEXIVO PARA HOMENS: uma análise sobre o grupo reflexivo, na cidade de São Luís-MA
de autoria de Wilson Pinto de Carvalho Filho, agora mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, academia de referência na formação de recursos humanos de excelência, cuja banca examinadora tive a alegria de compor.
Inspiro-me na sensibilidade de Tiago Iorc, feito epígrafe na dissertação referida, ao refletir minha alma é profunda e se afoga no raso/ Minha alma é profunda e se afoga no raso/ Minha alma é profunda e se afoga no raso!
.
Wilson Pinto de Carvalho Filho, por meio da obra ora prefaciada, incrementa com louvor a literatura especializada nos estudos aplicados às desigualdades de gênero por meio de uma lupa pouco explorada, razão da honra que sinto nesse mister que me foi designado.
Aqui temos uma investigação científica com rigor teórico-metodológico, com relevante pesquisa de campo realizada e dados sistematizados que evidenciam práticas, mentalidades e discursos sensíveis, permitindo a (re)construção de uma governança humanitária, em nível macro, meso e local.
A obra nos brinda com um plano de investigação dedicado. O primeiro capítulo provoca a um aprofundamento disruptivo: pensar a perspectiva de gênero a partir dos estudos contemporâneos sobre masculinidades realça a complexidade da questão, bem como sinaliza caminhos e novas estratégias inteligentes e necessárias para o trato político-criminal humanitário que julgamos adequados, pois voltados a figura do homem agressor cujas relações intersubjetivas perduram e podem ser objetos de intervenção.
Na sequência, o autor nos convida a uma imersão na organicidade e dinâmica estrutural dos grupos reflexivos, considerando uma metodologia própria e as experiências a partir do lugar funcional da fala privilegiado que possui no âmbito do sistema de justiça maranhense.
O último capítulo sistematiza representações, delineando perfis, falas e discursos que trazem percepções e evidências de violências, mas também expectativas e esperanças de necessárias desconstruções para o surgimento de novos sujeitos, protagonistas para a potencialização de espaços não discriminatórios, não violentos e comprometidos com o acervo jurídico humanitário de mulheres e meninas e com a educação para a paz.
Que a obra GRUPO REFLEXIVO PARA HOMENS: uma análise sobre o grupo reflexivo, na cidade de São Luís-MA
seja lida, refletida e nos permita
