Psicoterapia e cuidados na saúde mental da população LGBT+: um guia para psicoterapeutas e profissionais de saúde mental
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Psicoterapia e cuidados na saúde mental da população LGBT+ - Angelo Brandelli Costa
1. Apresentação
Esta cartilha é fruto da adaptação de um material originalmente desenvolvido para o contexto chileno, e sua adequação para a realidade brasileira foi realizada pelo Grupo de Pesquisa Preconceito, Vulnerabilidade e Processos Psicossociais e pelo Laboratório de Sexualidade, Gênero e Psicanálise da PUCRS. O conteúdo da mesma é direcionado a profissionais da saúde mental que atendam dentro do contexto brasileiro. Nesta edição do conteúdo, fizemos algumas alterações de forma a apresentar um documento que faça sentido para diferentes visões teóricas em psicoterapia, e que apresente dados relativos ao contexto atual da população LGBT+ do país. Desta forma, são apresentados conceitos básicos relacionados à sexualidade, identidade de gênero, cisheteronormatividade, contextos violadores para esta população, dados estatísticos relacionados à violências contra a população LGBT+ no Brasil e sugestões de estratégias e de intervenção em contextos psicoterápicos. Ademais, são sugeridos ao longo do texto, materiais para melhor acolher e trabalhar com esse público.
Destaca-se que no processo de adaptação da cartilha, optou-se por não se utilizar linguagem neutra, visto que ainda não é uma prática recorrente e poderia apresentar empecilhos para as/os profissionais na hora da leitura. Sempre que possível, buscou-se utilizar estruturas de frases que falassem as pessoas
, à comunidade
, ou outros termos que não se detivessem a uma identidade de gênero específica. Outra escolha foi a de utilizar a/o
e não o oposto, movimento percebido como estratégia para visibilizar o gênero feminino, que na língua portuguesa passa despercebido pela flexão do plural ser no gênero masculino. Assim, não só o a
estará visível, como será o primeiro. Ainda, escolheu-se utilizar LGBT+ como o marcador identitário e político para minorias de sexo e gênero por ser amplamente conhecido e utilizado no Brasil. Acrescentou-se o +
a fim de visibilizar que é uma comunidade maior, com mais diversidade do que as letras da sigla anunciam explicitamente.
Por fim, frisa-se a opção por utilizar ao longo da escrita, o termo paciente e não usuária/o. A escolha advém de uma maior facilidade na escrita de frases com gênero neutro, buscando acolher o maior número de realidades possíveis durante o desenvolvimento do material. Além disso, o termo é comum a maior parte das/dos profissionais de saúde e assistência, especialmente de saúde mental, não se detendo ao contexto público ou privado de atendimento à população. No entanto, reforçamos que esse material contém reflexões que podem ser de grande valia no contexto de acolhimento, modalidade mais ofertada na rede de saúde pública, embora os conceitos apresentados também possam ser utilizados em outros formatos de atendimento psicológico oferecidos pela rede de assistência à saúde mental. Dessa forma, desejamos uma boa leitura e que este conteúdo possa auxiliar na promoção e garantia de direitos da população LGBT+ atendida no país.
2. Conceitos Gerais
Sexualidade e Identidade de Gênero
A definição de sexualidade tem diferentes interpretações. Do nosso ponto de vista, as mais abrangentes são as oferecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2006) e pela Associação Americana de Psicologia (APA, 2008). Ambas incluem conceitos como sexo, gênero, papéis de gênero, identidades de gênero, expressão de gênero, orientação sexual, prazer, intimidade e erotismo. Além disso, apontam que a sexualidade é vivenciada e expressada através de pensamentos, fantasias, papéis, comportamentos, relacionamentos, desejos, crenças, atitudes, valores e práticas. A identidade corresponde, então, à integração, conformidade e afinidade com os diferentes aspectos envolvidos na expressão da sexualidade e do gênero. As dimensões biológica, social e motivacional estão incluídas na identidade sexual e dão origem a diferentes categorias identitárias (VARGAS-TRUJILLO, 2007).
Cisheteronormatividade
A heteronormatividade é entendida como um sistema de crenças que impõe a heterossexualidade como norma, estabelecendo a suposição de que a heterossexualidade é universal e que qualquer manifestação diferente desta não é natural (CLARK et al., 2010).
Na psicologia, ainda existem preconceitos estabelecidos sobre comportamentos individuais e grupais relacionados à heteronormatividade. Esses preconceitos podem interferir no trabalho com pessoas que consultam sobre tópicos associados à diversidade sexual. É importante que a/o terapeuta questione seu próprio entendimento de conceitos como monogamia, casamento, reprodução, papéis de gênero, expressão de gênero ou identidade de gênero, a fim de avaliar de que forma suas opiniões podem estar influenciando o olhar sobre algum caso particular (MOON,
