Sobre este e-book
Saudades do Paraíso, como o próprio autor afirma, foi escrito quando ele tinha 30 anos. Publicado em 1997. Agora, publicado novamente com mínimas alterações.
De 1997 para cá muitas coisas aconteceram. Saudades do Paraíso foi, apenas, mais um prenúncio do belo e vasto conjunto de obras que viria posteriormente, visto que não foi o primeiro livro de Marco Lucchesi. Poemas, traduções (com a seriedade e rigor que merecem), ensaios, romances. Inúmeras obras, meticulosamente, organizadas. Publicações, muitas, no exterior. Enfim, um escritor que jamais parou. Possui sensibilidade e erudição das mais raras e caras que jamais guardou para si mesmo. Quando menos se espera eis Marco Lucchesi ora prefaciando, ora apresentando um livro com rigor, sinceridade e a extraordinária sensibilidade que jamais o abandona.
Leia mais títulos de Marco Lucchesi
Ubiratan D'Ambrosio: Memórias Esparsas em Movimentos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA flauta e a lua: Poemas de Rumi Nota: 3 de 5 estrelas3/5Revista Tempo Brasileiro: Número 200 Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO sorriso do caos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFicções de um gabinete ocidental Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTEATRO ALQUÍMICO: Diário de leituras Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSignos Artísticos em Movimento Nota: 1 de 5 estrelas1/5O Dom do Crime Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO dom do crime Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCarteiro imaterial Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAs últimas cartas de Jacopo Ortis Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Desenvolvimento da Metafísica na Pérsia: Uma Contribuição para a história da filosofia muçulmana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA eternidade pelos astros Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOlhos do Deserto Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCultura da Paz Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Relacionado a Saudades do paraíso
Ebooks relacionados
O Grande Sertão: Tempo, Memória e Linguagem Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO dom do crime Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCartas sobre a educação com observações acerca de assuntos religiosos e metafísicos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO saci... no divã: A psicanálise de alguns personagens do folclore brasileiro Nota: 0 de 5 estrelas0 notasErotismo e transgressão: Um olhar sobre as experiências interior e estéticas das artes do corpo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTempo-memória & Desmemórias Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCultura da Paz Nota: 0 de 5 estrelas0 notasÀs voltas com Lautréamont Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEstética: Uma breve introdução Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEntrevistas: Visões de mundo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasContos Reunidos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasRealismos: A estética do real Nota: 5 de 5 estrelas5/5Reflexos do sol-posto Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLabirinto da palavra Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Rapto De Cora E A Misantropia Perene Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEstética da resistência: A autonomia da arte no jovem Lukács Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLirismo, Melancolia, Poesia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasProfessores, leitura e escrita: Relações e ecos para suas práticas pedagógicas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO sonho de D'Alembert e outros escritos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Humor nas Literaturas de Expressão de Língua Inglesa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Travessia De Símbolos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAmanhã Talvez o Futuro: escritoras e rebeldes na guerra civil espanhola Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO fauno nos trópicos: Um panorama da poesia decadente e simbolista em Pernambuco Nota: 5 de 5 estrelas5/5Poemas com (alguma) Fúria & Novos Elogios Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPoéticas do contemporâneo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMitologia Hindu Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMulher, poesia e música: No tempo dos trovadores e dos cantadores modernos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Romance de Adultério e o Realismo Trágico: Um Estudo de Madame Bovary e Anna Kariênina Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSonho de uma noite de verão Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Poesia para você
Aprenda Tocar Violao Em 120 Dias Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPra Você Que Sente Demais Nota: 5 de 5 estrelas5/5Alguma poesia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Banhos De Ervas De Cada Orixá Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTodas as dores de que me libertei. E sobrevivi. Nota: 5 de 5 estrelas5/5Eu me amo mesmo?: Histórias sobre virar você Nota: 4 de 5 estrelas4/5Mulher Virtuosa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEle que o abismo viu: Epopeia de Gilgámesh Nota: 5 de 5 estrelas5/5Cartas a um Jovem Poeta Nota: 4 de 5 estrelas4/5Box A Divina Comédia Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Odisseia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAcreditar em mim é a minha única possibilidade de existir Nota: 5 de 5 estrelas5/5Antologia poética - Cecília Meireles Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Vida Contada pela Morte Nota: 5 de 5 estrelas5/5Reunião de poesia: 150 poemas selecionados Nota: 4 de 5 estrelas4/5O amor vem depois Nota: 4 de 5 estrelas4/5cartas De Cristo - A Voz De Deus Versão Expandida Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Reino Dos Exus: Rituais, Magias, Banhos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasConsciência Mediúnica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAntologia poética Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJamais peço desculpas por me derramar Nota: 4 de 5 estrelas4/5Sonetos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCartas a um jovem poeta: incluindo as cartas que o jovem poeta, Franz X. Kappus, enviou a Rilke Nota: 0 de 5 estrelas0 notasInana: Antes da poesia ser palavra era mulher Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNebulosas - Narcisa Amália Nota: 5 de 5 estrelas5/5MAIAKOVSKI: Antologia Poética Nota: 5 de 5 estrelas5/5Felizes por enquanto: Escritos sobre outros mundos possíveis Nota: 5 de 5 estrelas5/5Eu e outras poesias Nota: 4 de 5 estrelas4/5Para onde vai o amor? Nota: 5 de 5 estrelas5/5o que o sol faz com as flores Nota: 4 de 5 estrelas4/5
Categorias relacionadas
Avaliações de Saudades do paraíso
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
Saudades do paraíso - Marco Lucchesi
Sumário
Capa
Prefácio: Dos estilhaços da memória
Saudades do Paraíso - Apresentação Autor
Moradas
O jardim das delícias
A paciência dos dias
Teatro de sombras
O rosto perdido
Ocaso no Saara
O fio de Ariadne
Noturno
Praias do tempo
Ilha do desterro
Uma tarde no Cairo
O Caos e a estrela
Elogio da sombra
Soledades
Sobre o autor
Marco Lucchesi
SAUDADES DO PARAÍSO
São Paulo | Brasil | Março 2019
1ª Edição Impressa 1996
2ª Edição Revista e Atualizada – Ebook
Big Time Editora Ltda.
Rua Planta da Sorte, 68 – Itaquera
São Paulo – SP – CEP 08235-010
Fones: (11) 2286-0088 | (11) 2053-2578
Email: editorial@bigtimeeditora.com.br
Site: bigtimeeditora.com.br
Blog: bigtimeeditora.blogspot.com
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos, videográficos. Vedada a memorização e/ou a recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte desta obra em qualquer sistema de processamento de dados. Essas proibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à sua editoração. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos do Código Penal), com pena de prisão e multa, busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei 9.610, de 19.02.1998, Lei dos Direitos Autorais).
Conselho Editorial:
Ana Maria Haddad Baptista
(Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)
Catarina Justus Fischer
(Doutora em História da Ciência/PUC-SP)
Lucia Santaella
(Doutora em Teoria Literária/PUC-SP)
Marcela Millana
(Doutora em Educação/Universidade de Roma III/Itália)
Márcia Fusaro
(Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)
Vanessa Beatriz Bortulucce
(Doutora em História Social/UNICAMP)
Ubiratan D’Ambrosio
(Doutor em Matemática/USP)
Ficha Catalográfica
LUCCHESI, Marco. Saudades do Paraíso. 152 pp. – São Paulo: BT Acadêmica, 2019.
ISBN 978-85-9485-078-2 | 1. Ensaios 2. Literatura brasileira 3. Estudos literários. Título.
Produção Editorial
Editor Coordenador: Antonio Marcos Cavalheiro
Capa: Ninil Gonçalves
Ilustrações: Rose Marie Silva Haddad
Diagramação: Pedro Monte Cavalheiro
Prefácio: Dos estilhaços da memória
São muitas, seguramente, as coisas
que ainda querem ser cantadas por mim:
tudo o que mudo ressoa,
o que no escuro subterrâneo afia a pedra,
o que irrompe através da fumaça.
Ainda não ajustei contas com a chama,
nem com o vento e nem com a água...
É por isso que a minha sonolência
abre-me, de par em par, os portões
que levam à estrela da manhã.
..............................................................................
Nem morto ele voltou
à sua antiga Florença
Ao deixá-la, não olhou para trás.
(...)
mas não se esqueceu dela ao chegar ao Paraíso.
Anna Akhmátova
Saudades do Paraíso, como o próprio autor afirma, foi escrito quando ele tinha 30 anos. Publicado em 1997. Agora, publicado novamente com mínimas alterações.
De 1997 para cá muitas coisas aconteceram. Saudades do Paraíso foi, apenas, mais um prenúncio do belo e vasto conjunto de obras que viria posteriormente, visto que não foi o primeiro livro de Marco Lucchesi. Poemas, traduções (com a seriedade e rigor que merecem), ensaios, romances. Inúmeras obras, meticulosamente, organizadas. Publicações, muitas, no exterior. Enfim, um escritor que jamais parou. Possui sensibilidade e erudição das mais raras e caras que jamais guardou para si mesmo. Quando menos se espera eis Marco Lucchesi ora prefaciando, ora apresentando um livro com rigor, sinceridade e a extraordinária sensibilidade que jamais o abandona.
Este escritor captura, naturalmente, com seu olhar iluminado, exalando cintilações, a vida naquilo do que é mais intenso. Eterniza instantes como blocos de mármore que resistem aos umbrais do tempo. Tudo o que lhe cai nas mãos é imediatamente lido pelo viés da reflexão, do nobre, do subterrâneo: Mas havia nele algo insondável. Uma solidão arraigada a cuja singularidade nenhuma outra espécie de solidão podia contrastar. Um drama silencioso, em estado bruto, parecia marcar-lhe os gestos apolíneos e os olhos fundos, habitados pela distância. Algo que raiava ao paradoxo, pois o fogo da solidão que o consumia era ao mesmo tempo o fogo da solidão que lhe dava forças para seguir vivendo
. E, também, pelo raríssimo viés da imaterialidade dos signos regidos pela delicadeza, ternura: Manhãs dolorosamente ensolaradas. Manhãs perfumadas de hortelã e alfazema. Terra molhada de chuva. Margaridas
.
A reedição deste livro possui uma grande importância. Marco declara: Por que trazê-lo a público se já não representa quem sou, tão afastado de meu atual futuro do presente? Suas ideias me abandonaram. Um espelho quebrado este livro. Em alguma parte dele meu rosto se reflete
. Exatamente por isso. Marco tem leitores, seguramente, que acompanham seu percurso. E sabe-se: quando realmente nos apaixonamos por um escritor queremos ler tudo aquilo que escreveu. Queremos saber como pensava e se colocava em outros momentos de sua vida, tal qual o próprio poeta declara neste livro: Fui desde sempre um leitor radical de cartas, diários, literatura de viagem e de outras formas da assim chamada literatura menor. Como precisasse descobrir a todo o custo o que sentiram, viveram e sofreram meus autores prediletos. Como precisasse compreender, através de suas vidas, a precariedade da existência. Como precisasse olhar para um mundo esquálido e me espantasse ao encontrar vida entre as ruínas
.
Além disso, vale ressaltar, o conjunto de obras de Marco Lucchesi tem sido objeto de estudos, continuamente, em diversos graus, não somente por estudantes, (em especial, os universitários), mas, inclusive, por pesquisadores de diversas áreas. Também por esta razão o relançamento de Saudades do Paraíso é de grande valor. Fundamental. Nas palavras do autor: E a memória servindo como ponte entre as manhãs que me afagavam e os céus impressentidos do futuro
.
Ana Maria Haddad Baptista
SAUDADES DO PARAÍSO
Saudades é um livro dos meus trinta anos. Ligeiramente revisto.
Por que trazê-lo a público se já não representa quem sou, tão afastado de meu atual futuro do presente?
Suas ideias me abandonaram. Um espelho quebrado este livro. Em alguma parte dele meu rosto se reflete.
O estilo é antigo, mediado pelos livros.
Velhas feridas. Mundo incerto que começava a percorrer com febre e adesão.
ML
Massarosa 19 de janeiro de 2018
Só o esquecimento é que condensa,
e então minha alma servirá de abrigo.
Mário de Andrade
Je te connais et t’admire en silence.
Arthur Rimbaud
