A Rapariga que Falava como um Corvo: Pessoas Desaparecidas da Gronelândia, #2
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Sobre este e-book
Quando os sapatos de uma rapariga são encontrados ao lado de um corvo morto e as buscas pelo seu corpo são canceladas, cabe à Agente da Polícia Petra Jensen fechar o caso e permitir o luto aos pais.
"A Rapariga que Falava como um Corvo" é o segundo volume da nova série de novelas Pessoas Desaparecidas da Gronelândia, que têm lugar num Ártico inóspito e imprevisível, rico em tradição, mitos e cultura.
"Ninguém escreve Noir Ártico como o Petersen! Paisagens desoladoras, thrillers cheios de ação, uma visão cultural fabulosa e personagens intrigantes que o deixam a desejar por mais!" – Dr Noir
"A Rapariga que Falava como um Corvo" inclui muitas personagens novas e interessantes que interagem com outras já conhecidas, com participações especiais ao longo da série.
As histórias das Pessoas Desaparecidas da Gronelândia decorrem antes d'"A Estrela do Gelo" e "Um Inverno, Sete Sepulturas".
Compre já o seu exemplar de "A Rapariga que Falava como um Corvo" e comece a procurar as pessoas desaparecidas da Gronelândia hoje!
Christoffer Petersen
Christoffer Petersen lives in southern Denmark. He grew up on Jack London stories and devoured any book to do with the Arctic and dog sledging. In 2006 he encouraged his Danish wife to move to Greenland and spent seven years learning about the one of the most exciting countries and cultures in the world. While in Greenland, Chris started writing crime stories and thrillers set in Greenland and the Arctic. He graduated from Falmouth University with a Master of Arts in Professional Writing in 2015, shortly after moving back to Denmark. Chris makes a living writing about Greenland.
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Pré-visualização do livro
A Rapariga que Falava como um Corvo - Christoffer Petersen
A Rapariga que Falava como um Corvo
Pessoas Desaparecidas da Gronelândia - Livro 2
com a Agente Petra Piitalaat
Jensen como protagonista
~
Este é um livro de ficção. Semelhanças com pessoas,
locais ou eventos reais são coincidência ou usados num
contexto puramento ficcional.
A Rapariga que Falava como um Corvo
Esta edição: 4 de Marco de 2024
Título Original: The Girl with the Raven Tongue
Copyright © 2024 Christoffer Petersen
Traduzido por Ana Catarina da Palma Neves
Tradução © 2024 Ana Catarina da Palma Neves
Introdução
A Rapariga que Falava como um Corvo
é uma história puramente ficcional à qual acrescentei muitas liberdades dramáticas. A povoação de Kangaamiut existe realmente e é um dos sítios mais pitorescos que se pode visitar na Gronelândia. Porém, as personagens e os acontecimentos são apenas da minha imaginação.
Este é o segundo livro de uma série de novelas que acompanha as investigações de pessoas desaparecidas na Gronelândia da Agente Petra Jensen. À medida que seguimos o início da carreira de Petra na polícia, vamos também encontrando personagens recorrentes.
Estas histórias são mais leves que os livros com Petra e o obstinado, mas fiável, Agente David Maratse. São anteriores aos acontecimentos do Livro 1 "Um Inverno, Sete Sepulturas" (publicado pela Quetzal), e decorrem antes da série de ação A Trilogia da Gronelândia
, da qual o livro "A Estrela do Gelo" é o primeiro volume.
Caso esta seja a primeira vez que lê uma das minhas histórias policiais, não precisa de conhecer muito sobre a Gronelândia semi-ficcional na qual estas novelas se desenrolam. No entanto, talvez queira começar com a primeira novela desta série: "O Rapaz com o Dente de Narval".
Chris
Julho de 2020
Dinamarca
A Rapariga que Falava como um Corvo
Pessoas Desaparecidas da Gronelândia - Livro 2
Parte 1
Planear o turno noturno de sexta-feira na capital da Gronelândia, Nuuk, era algo empolgante. Isso estava estampado nos rostos dos agentes da polícia que se preparavam para a noite que aí vinha. Eu tinha a certeza de que a novidade se iria desvanecer rapidamente, mas, por enquanto, havia uma camaradagem entre os meus colegas, uma ligação forte que nos ajudava a aguentar a noite. Até mesmo o Sargento Kiiu George
Duneq, com a sua grande barriga espremida pelo cinto utilitário da polícia, gostava de partilhar uma piada ou um gracejo, algo para apimentar o momento e fazer toda a gente rir. Também me queria rir como eles, mas cada vez que o experimentava, mesmo que apenas um esboço de um sorriso, o Sargento Papada, como eu lhe chamava, esforçava-se ao máximo para o fazer desaparecer do meu rosto.
- A formação acabou, Jensen.
Esta a sua resposta pronta, a frase que tinha como objetivo colocar-me no meu lugar e lembrar-me do dele, o tempo todo. Eu percebia. Percebia mesmo. Sabia que ainda tinha muito para aprender, mas, pelas minhas contas, cada turno noturno à sexta-feira aproximava-me mais do meu objetivo final.
- Sim, meu Sargento - respondia, pois não havia mais nada a dizer. Nunca havia.
- Vou separá-las às duas esta noite – disse ele enquanto eu me preparava, aproximando-se, a bambolear-se, de mim e da Atii Napa. - Tu e a Napa passam demasiado tempo juntas.
Não acreditei nisso e, ao olhar para a Atii, vi que ela também não. Desde que termináramos o curso da academia de polícia que mal nos víamos, pelo menos não nos víamos tanto como gostaríamos.
- A Napa vai com o Sargento Alatak esta noite - informou o Papada. - Jensen, tu vens comigo.
A Atii esforçou-se por disfarçar um riso abafado até o Papada se ir embora e, então, desatou a rir para a manga do casaco.
- Não é justo, Atii - disse eu.
- Devias ter visto a tua cara.
- Devias ter visto a tua.
Nós as duas sabíamos que juntar a Atii com o Sargento Gaba Alatak significava sarilhos, pois ela suspirava por ele há semanas. No entanto, para mim, outra noite na companhia do Sargento Papada era tortura. O que era pior é que ele sabia isso, tal como ele sabia que a Atii tinha um fraquinho pelo Gaba.
- Vemo-nos à meia-noite - disse a Atii, batendo-me no braço a caminho da porta.
Claro que sim, pensei, sabendo que um dos bares fechava à meia-noite e que esse seria provavelmente o primeiro foco de conflito da noite. Esse local iria atrair o maior número de agentes da polícia disponíveis e era nessa altura que iria ver a Atii, mas apenas o tempo suficiente para um sorriso ou um aceno de cabeça antes de começarmos a evitar cotoveladas e a ajudar a clientela habitual a dirigir-se para o local seguinte. Alguns iriam para casa, outros para a prisão. Nunca era claro quem acabaria onde.
Antes de sair, lancei um último olhar saudoso para a minha secretária, lá ao fundo, enfiada por baixo das escadas. Se o telefone tocasse antes de começar o meu turno noturno, teria uma boa desculpa para adiar a patrulha com o Papada. Claro que não tocou. Não se pode simplesmente desejar que alguém desapareça, pelo menos, não que eu tivesse consciência disso. O telefone não tocou e eu já não tinha desculpa nenhuma. Estava na hora de me sentar no carro, talvez mesmo no lugar do condutor, embora normalmente isso fosse pedir demais do Papada. A não ser que ele quisesse provar alguma coisa.
O agente de serviço aumentou o volume da televisão pregada à parede, abrandando ainda mais a minha caminhada em direção à saída. Ambos ficámos a olhar para o avião a jato Challenger da Força Aérea dinamarquesa que sobrevoava a aldeia de Maniitsoq, a norte de Nuuk, um pouco a sul do Círculo Polar Ártico. Além de missões de soberania, sobre as quais não sabia nada, o avião Challenger fazia missões de busca e salvamento quando o tempo, as condições do gelo, a geografia ou todos os três impediam a polícia e os voluntários de realizarem as buscas. O avião tinha câmaras poderosas que podiam cobrir rapidamente vastas áreas. Eu já tinha visto as filmagens na televisão e tinha
