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Pânico - Mia Koda
A sensação de morrer é aterrorizante, é pavoroso constatar o fim e paralisar diante da morte iminente e constante. Perceber-se morrendo sem parar é insuportável e alguém tomado pelo pânico não se entrega a morte, apenas luta silenciosamente pela sobrevivência, preso no seu próprio corpo e mente. Clamando por um suposto salvador que o ampare e proteja de todas as ameaças da vida.
Mia Koda
SUMÁRIO
Capa
Folha de Rosto
Créditos
Introdução
1. - O Transtorno de Pânico pela Psiquiatria
Particularidades entre Transtorno de Ansiedade Generalizada e Transtorno do Pânico
Curiosidades sobre da palavra Pânico
2. - Entenda o desenvolvimento da mente pela Psicanálise
3. Compreenda a Estrutura Neurótica
A Neurose de Angústia
Os sintomas da Neurose de Angústia
4. Desvendando a Crise de Pânico
O que fazer durante uma crise
5. Como a Psicanálise pode ajudar
Investigação e Interpretação de Conteúdos Inconscientes
Identificação dos Mecanismos de Defesa
Investigação do Trauma
6. A psicanálise na prática
1. - Relato do caso clínico
2 - Análise teórica do pânico pelo olhar psicanalítico
Considerações Finais
Referências bibliográficas
Landmarks
Capa
Folha de Rosto
Página de Créditos
Sumário
Bibliografia
Agradeço à minha filha, Ana Laura, e meu marido, JB, pela cumplicidade, carinho e apoio durante o processo criativo, pesquisa e desenvolvimento deste trabalho. Sem minha família, a realização desta obra não seria possível.
Introdução
Um estilo de vida intenso e agitado tem causado muito sofrimento ao ser humano contemporâneo. O estresse desmedido pode ser gerado pelas pressões relacionadas ao desempenho intelectual, profissional e escolar, inúmeras responsabilidades, relacionamentos problemáticos, a concorrência acirrada, o acesso a um número exagerado de informações, violência urbana e online, além de inseguranças das mais diversas ordens. A falta de garantias sobre o futuro e a impotência frente às frustrações e injustiças da vida nos faz ponderar sobre o quanto somos frágeis e desamparados.
Esses fatores estressantes contribuem para a construção de uma geração aterrorizada e nos leva à conclusão de que não existe surpresa alguma no crescente número de pessoas acometidas por algum tipo de sofrimento psíquico, em especial, os Transtornos de Ansiedade, e, mais especificamente, o Transtorno do Pânico. Segundo dados divulgados pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq – HCFMUSP), 10% da população pode sofrer crises sem motivo aparente, denominadas crises de pânico.
Além dos dados estatísticos, observo, tanto na prática psicanalítica quanto na experiência pessoal, que é cada vez mais comum o relato de pessoas que vivenciaram algum tipo de crise de ansiedade sem que houvesse algum motivo aparente. Pessoas tomadas por um terror inexplicável tornaram-se uma triste constante em meu consultório clínico. No entanto, foi observando aqueles que não procuram tratamento terapêutico que encontrei motivação para a escrita desta obra.
Amigos, familiares e até mesmo desconhecidos que utilizam as redes sociais para desabafar, relatam ter passado ou conhecer pessoas que sofrem com crises agudas de ansiedade. Quando observo tais relatos, de forma bastante interessante, percebo que fatores demográficos não parecem ser tão relevantes. O sofrimento acomete desde adultos estabilizados financeiramente e com relacionamentos duradouros até jovens púberes em pleno desenvolvimento de uma vida social. Minha filha adolescente testemunha, com frequência assustadora, episódios em que colegas são acometidos por crises repentinas, seja em ambientes seguros, como a escola, ou festivos, como encontros de amigos.
Por se tratar de uma crise intensa, apavorante e que impossibilita a vida social, mesmo que temporariamente, muitas pessoas optam pelo tratamento medicamentoso. Tal atitude é bastante compreensível considerando a vantagem de um investimento financeiro relativamente baixo e o alívio rápido dos sintomas. Porém, ainda que perfeitamente relevante, o tratamento realizado apenas por medicamentos está longe de ser o ideal, pois o preço do uso de tais substâncias será cobrado em algum momento, uma vez que toda droga possui efeitos colaterais que devem ser observados com sensatez.
Pensando sobre uma perspectiva psicanalítica, proponho que nossos esforços, como psicoterapeutas, pacientes ou estudiosos, direcionem-se à compreensão das origens do Transtorno do Pânico, tornando viável alguma possibilidade de prevenção ou tratamento, por meio da ressignificação das sequelas deixadas pelos traumas passados.
Iniciaremos o trabalho explanando as definições da Psiquiatria sobre o Transtorno do Pânico e suas particularidades enquanto diagnóstico e sintomas. Mais adiante, focaremos nas teorias psicanalíticas, que serviram como base para a compreensão dos estudos de Freud sobre a Neurose de Angústia, sua origem e seus sintomas. Num outro momento, abordaremos as possibilidades de tratamento pela Psicanálise, o entendimento dos mecanismos de defesa utilizados pelo sujeito e a investigação dos traumas. E por fim, apresentaremos um estudo de caso para que o leitor possa vislumbrar a prática do tratamento analítico.
1. - O Transtorno de Pânico pela Psiquiatria
No pânico, existe algo para além dos sintomas físicos, há uma dor intensa causada pelo desconhecido e inesperado, fazendo o indivíduo desabar num momento entre a agonia da espera pelo pior e a certeza da morte iminente.
Mia Koda
A Psiquiatria é uma especialidade da medicina que se ocupa com o diagnóstico, a terapia medicamentosa e a psicoterapia de pacientes que apresentam problemas,
