Nilto Maciel
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Nilto Maciel - Raymundo Netto
Copyright© 2017 by Raymundo Netto
FUNDAÇÃO DEMÒCRITO ROCHA
Presidente | João Dummar Neto
Diretor Geral | Marcos Tardin
EDIÇÕES DEMÓCRITO ROCHA (EDR)
(Marca registrada da Fundação Demócrito Rocha)
Editora Executiva | Regina Ribeiro
Editor Adjunto | Humberto Pinheiro
Editor Assistente | Jáder Santana
Editor de Design | Amaurício Cortez
Projeto Gráfico e Ilustração | Amaurício Cortez, Dhara Sena, Karlson Gracie e Welton Travassos
Ilustração | Karlson Gracie
Fotos | Acervo pessoal do autor
Revisão | Joice Nunes
Catalogação na Fonte | Kelly Pereira
Produção de eBook | Amaurício Cortez
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
R133n Raymundo Netto
Nilto Maciel / Raymundo Netto. - 1. ed. – Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2017.
80p. : il. P&B - (Coleção Terra Bárbara)
ISBN: 978-85-7529-808-4
1. Biografia. 2. Maciel, Nilto I. Título. II. Título
CDU 929MACIEL
sumário
introdução
Nilto Maciel por ele mesmo
capítulo 1
O humano que escrevia
capítulo 2
O menino que brincava de ler
capítulo 3
O vasto abismo do mundo
capítulo 4
A família, o exílio: a inevitável solidão
capítulo 5
O editor soberano
capítulo 6
Escreveu, não leu...
capítulo 7
Últimos dias
cronologia
referências bibliográficas
o autor
a coleção terra bárbara
introdução
Não sou escritor por querer. Fui feito assim, desse jeito, como há abestados desse mesmo feitio: músicos, pintores, dançarinos, atores. Deus me quis escritor. Eu bem poderia ter sido apenas um advogado, um funcionário público, um açougueiro.
Confissão pública
, em 7 de março de 2014
Nilto Maciel é, certamente, um dos mais fecundos, criativos e enigmáticos escritores que o Brasil já produziu. Publicou 8 romances, 8 coletâneas de contos, 8 novelas (Vasto abismo reúne 7), 1 seleção de poemas, 3 de crônicas, 2 de artigos, resenhas e notas literárias e 2 de ensaios, além da colaboração em diversas revistas, jornais, sites, blogs e antologias, inclusive no exterior, traduzidas para o espanhol, italiano, francês e esperanto. E tanto mais faria se a vida não lhe fosse ainda tão curta.
Beirando os 70 anos, entusiasmava-se com a nova fase
, descobria-se, explorava os recursos tecnológicos sem abandonar o método analógico e até radical de viver a sua literatura, coisa que fez incessantemente e quase em gritante silêncio – que o digam os seus diários – durante uma carreira de cerca de 40 anos respirando, urdindo e conduzindo palavras.
Embora não se tornasse um nome midiático, teria prestígio e reconhecimento de autor nacional por escritores e críticos dos mais diversos rincões brasileiros, o que pode ser constatado em A arquitetura verbal de Nilto Maciel, fortuna crítica organizada ao lado do amigo e poeta risonho e carinhoso
João Carlos Taveira.
Em 2013, em meio a publicações diversas, pediu a um amigo em comum, o também escritor Pedro Salgueiro, que me sondasse para escrever a sua biografia. Como se adivinhasse, determinava-se a registrar em publicações as suas memórias, seus artigos, sua produção literária, o que pode ser facilmente comprovado pelo número e natureza das obras publicadas – a maioria por conta própria – nos dois últimos anos de existência física,principalmente em Menos vivi do que fiei palavras (2012), Como me tornei imortal (2013) e Quintal dos dias (2013). Não esquecendo as correções e alterações que fariaem suas primeiras produções por meio da publicação de Contos reunidos I e II.
Entretanto, não conseguindo resposta, um dia, em uma de nossas conversas de sala, ao me
