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Realidades Fragmentadas: Ética E Poder Em Um Mundo De Percepções
Realidades Fragmentadas: Ética E Poder Em Um Mundo De Percepções
Realidades Fragmentadas: Ética E Poder Em Um Mundo De Percepções
E-book56 páginas40 minutos

Realidades Fragmentadas: Ética E Poder Em Um Mundo De Percepções

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Sobre este e-book

Uma jornada histórica que explora como a percepção da realidade – moldada por cultura, crenças e tecnologia – tem sido o motor por trás da evolução dos sistemas éticos e políticos. Do Antigo Egito à era digital, o livro investiga como visões divergentes do mundo geraram conflitos, impulsionaram revoluções e definiram o que significa justo e legítimo . Através de exemplos marcantes, demonstra como a construção da realidade coletiva influencia diretamente a distribuição de poder e a moralidade social. Realidades Fragmentadas questiona se uma ética universal é possível em um mundo onde a verdade é cada vez mais subjetiva e manipulável.
IdiomaPortuguês
EditoraClube de Autores
Data de lançamento2 de ago. de 2025
Realidades Fragmentadas: Ética E Poder Em Um Mundo De Percepções

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    Realidades Fragmentadas - Andrews M. Gabriels

    A Teia da Percepção: Introdução à Ética Fragmentada

    A Teia da Percepção: Introdução à Ética Fragmentada

    A Natureza Subjetiva da Realidade

    A busca por uma verdade absoluta tem sido uma constante na história da filosofia. Desde os pré-socráticos até os contemporâneos, pensadores se dedicaram a desvendar os princípios fundamentais que regem o universo e, consequentemente, a conduta humana. No entanto, uma análise mais profunda revela que a própria noção de uma realidade objetiva e universal é questionável. Nossas experiências, valores e crenças são filtrados através de uma lente subjetiva, moldando a forma como interpretamos o mundo ao nosso redor. Essa subjetividade não é um defeito, mas sim uma característica inerente à condição humana, fundamental para a complexidade da ética e da política.

    A percepção da realidade não é um processo passivo de recepção de informações. Pelo contrário, é um processo ativo de construção, em que o cérebro organiza e interpreta os dados sensoriais, preenchendo as lacunas e criando um modelo mental do mundo. Esse modelo mental não é uma cópia fiel da realidade, mas sim uma representação simplificada e filtrada, influenciada por nossas experiências passadas, predisposições cognitivas e contexto cultural.

    Não vemos as coisas como elas são, mas como nós as vemos. - Anaïs Nin

    Essa frase, atribuída à escritora Anaïs Nin, captura a essência da subjetividade perceptual. Nossa visão de mundo não é neutra, mas sim moldada por uma miríade de fatores que influenciam nossa interpretação da realidade. A percepção individual é, portanto, intrinsecamente parcial e limitada. A ideia de uma única perspectiva correta torna-se, assim, problemática.

    O Impacto da Cultura e da História

    A subjetividade perceptual não se manifesta apenas no nível individual. Ela também é profundamente influenciada pela cultura e pela história. Cada sociedade possui um conjunto único de valores, crenças e normas que moldam a forma como seus membros percebem o mundo e interpretam as ações dos outros.

    Os valores culturais, por exemplo, influenciam nossas noções de certo e errado. O que é considerado moralmente aceitável em uma cultura pode ser estigmatizado em outra. A história, por sua vez, molda a percepção coletiva da realidade através da transmissão de narrativas e memórias. As histórias que contamos sobre nosso passado influenciam nossa compreensão do presente e nossas expectativas para o futuro.

    A influência da cultura e da história na percepção da realidade é evidente na diversidade de sistemas éticos existentes ao longo da história. Diferentes culturas desenvolveram diferentes códigos de conduta, baseados em seus próprios valores e tradições. Por exemplo, a ética confucionista, que enfatiza a importância da hierarquia social e do respeito aos ancestrais, difere significativamente da ética individualista ocidental, que valoriza a autonomia e a liberdade individual.

    As percepções coletivas também podem ser moldadas por eventos históricos traumáticos. Guerras, genocídios e outras tragédias podem deixar cicatrizes profundas na psique coletiva de uma sociedade, influenciando a forma como seus membros percebem o mundo e se relacionam com os outros. A memória coletiva dessas experiências pode gerar preconceitos, estereótipos e atitudes discriminatórias que perpetuam a desigualdade e a injustiça.

    A Ética como Construção Social

    A percepção individual e coletiva da realidade, influenciada pela cultura e pela história, é o alicerce sobre o qual se constrói a ética. A ética não é um conjunto de verdades universais e imutáveis, mas sim uma construção social fluida e contextual. Ela é o resultado de um processo contínuo

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