My dream: um amor para a vida
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My dream - Ana Luísa Sousa
Prefácio
Por vezes a vida é injusta, esta é uma história de luta e de um amor incondicional que é capaz de ultrapassar as maiores barreiras. A menina chamada Constança tinha uma ligeira deficiência, mas isso não a impedia de ter uma vida normal. Só que ela nem sempre teve uma vida fácil, ou seja, sempre havia pessoas que a desprezavam, que insistiam em humilhá-la, que tentavam fazer com que ela desistisse dos seus sonhos.
Vou contar-vos a história desde o início.
A sua infância
Um casal jovem e apaixonado, como tantos outros, conheceu-se nas festas da aldeia. Ela era uma jovem alta com cabelo comprido, bonita, gostava de se arranjar; ele era um pouco mais velho do que ela, mas era um jovem muito bonito, com cabelo louro e olhos azuis, um jovem com certeza muito requisitado. Entretanto, passados três anos decidiram casar e um pouco mais tarde apareceu a sua primeira filha de nome Benedita, que todos tratavam carinhosamente por Beni.
Benedita era uma menina divertida, alegre, bem-disposta e um pouco gordinha, mas sobretudo foi uma menina feliz, muito desejada pelos seus pais e pela sua família, até que aos 11 anos a sua mãe teve a feliz notícia que estava novamente grávida e, ainda por cima, também era outra menina.
Tudo corria bem quando uma explosão de foguetes, bem perto de onde eles moravam, provocou muitas mortes. Ela, que estava grávida de quase nove meses, assustou-se e foi levada de emergência para o hospital. Constataram que estava tudo bem e que tudo não passou de um grande susto.
Quando a menina nasceu teve que ser transportada de urgência para o hospital, pois tinha nascido com falta de ar. Deram-lhe o nome de Constança, uma menina frágil que inspirava muitos cuidados e parecia que não havia nada a fazer por ela.
Constança tinha tantos problemas que nem os médicos tinham esperança que ela se salvasse e por isso deram-lhe um mês de vida. Isso afectou a família, mas principalmente a mãe que, depois disso, teve uma grande depressão. Chegou o dia de a levarem para casa e o que era para ser um motivo de alegria e esperança foi um verdadeiro pesadelo. Passados oito dias, Constança teve que voltar de urgência para o hospital com dificuldades respiratórias. Aquele dia foi uma verdadeira corrida contra o tempo pois o médico que a assistiu disse que um minuto a mais seria fatal. Fizeram tudo para salvá-la e conseguiram, porém foi dito que, se a menina sobrevivesse, ficaria com graves sequelas, podendo ficar em estado vegetativo. Só um milagre a podia salvar.
A mãe de Constança estava com uma depressão gravíssima, e a irmã de Constança teve que fazer o papel de mãe e dona de casa com apenas 11 anos: era ela que levava a roupa, passava a ferro, cozinhava, limpava a casa, cuidava da irmã e ainda estudava. Benedita teve que se tornar uma mulher e deixar para trás a sua adolescência pois já não podia sair com os amigos, ou divertir-se, porque a sua vida estava agora resumida a tratar da sua irmã mais nova.
No entanto, algo inesperado aconteceu. A menina estava a recuperar aos poucos, até os médicos ficaram admirados. Porém, ouvia mal, tinha problemas na fala e também não respirava muito bem. Quando tinha 6 anos, Constança fez uma operação para tentar que ela tivesse o mínimo de qualidade de vida possível e assim foi.
A operação correu bem e Constança conseguiu uma melhor qualidade de vida, mas engana-se quem pensa que essa batalha foi fácil. A recuperação foi um processo muito duro e doloroso: ela passava a vida entre as visitas constantes ao hospital e as longas horas de fisioterapia e não entendia o porquê de não poder ir para casa, com isso passava horas e horas a chorar.
A sua vida estava resumida em uma palavra: prisão. Constança não entendia o porquê de ter que passar por tudo isso, chegou mesmo a dizer que o problema tinha sido um castigo de Deus e que não fizera nada para merecer isso. Ela vivia em constante agonia e revolta tendo como principal motivo a sua condição de saúde: sentia que lhe tinham tirado a oportunidade de viver como uma criança feliz e despreocupada, mas sobretudo sentia que estava sozinha no mundo e que só podia contar com ela própria para conseguir viver com o mínimo de qualidade possível e nem podia sonhar que um dia conseguiria ser feliz.
Constança só conseguiu sair das rotinas do hospital por volta dos 2 anos. Aos 3 anos também esteve no infantário, como todas as crianças têm direito, embora as educadoras tivessem que ter o máximo cuidado, pois ela ainda era frágil e qualquer coisa fora do normal era alarmante. Devido ao seu problema, não tinha muitos amigos e isso fez com que ela ficasse ainda mais triste.
Um dia, um rapaz chamado Henrique, de cabelo louro e olhos azuis, lindo como um príncipe, chamou-a para brincar. Ela nem queria acreditar que o rapaz mais giro do infantário estava a chamá-la… Era surreal. E esse rapaz preparou-lhe uma grande surpresa, fez com que ela se sentisse uma verdadeira princesa: pediu-a em casamento em uma inocente brincadeira de putos, e ela, toda contente, aceitou. As educadoras logo começaram a tratar de tudo desde do vestido ao buqué, nada foi esquecido.
O tão aguardado dia tinha chegado, eles foram para um descampado com um pôr do sol maravilhoso e tiveram direito a marcha nupcial e tudo. Lindo de se ver. Passado um tempo eles seguiram caminhos diferentes, afinal era tudo uma brincadeira de crianças, mas Constança com certeza nunca esqueceu.
Como era uma menina que inspirava muitos cuidados, os pais decidiram que ela ia entrar um ano mais tarde para a escola, ou seja, com 7 anos. Ela foi para um colégio onde a trataram com muito carinho, respeito, e sobretudo amor. Mas havia olhares preconceituosos, perguntas inoportunas e, embora ela dissesse que isso não a magoava, não passava de uma defesa para não demonstrar o quanto aquilo a abalava.
Um dia apareceu um rapaz na vida dela por quem ela se encantou, aqueles namoros de primária. Ele chamava-se Guilherme, um rapaz com cabelo castanho e os olhos da mesma cor, um menino de sonho. Passado um tempo, começaram a namorar.
Guilherme tratava-a como ninguém a tinha tratado antes, com carinho e uma ternura inexplicáveis. No dia dos namorados, Constança pensava que este se tinha esquecido, mas estava redondamente enganada, o namorado apareceu-lhe com uma rosa vermelha e um cartão que dizia «Gosto muito de ti», ela nem cabia em si de tanta felicidade. Claro que também tinha uma prenda para ele, um cartão semelhante com a mesma frase. Quando a primária acabou, eles seguiram caminhos separados e por fim perderam o contacto.
Constança foi para a secundária, desconhecendo o que ainda estava para vir: os colegas não a aceitavam e ela foi vítima de bullying durante 2 anos.
No início, tudo parecia um mar de rosas que mais tarde se vieram a revelar com espinhos, ela tinha achado uma pessoa que pensava ser a sua melhor amiga, mas que dizia mal dela nas costas. Então ela mergulhou numa solidão profunda e num desespero total, não imaginava que viesse a sofrer assim.
No segundo ano foi muito pior, chorava todos os dias, estava completamente deprimida, foi obrigada a crescer passando a ser uma pessoa fria, desconfiada, com medo das pessoas, insegura, um pouco anti-social, tudo isto por causa dos malditos colegas que insistiam em humilhá-la e desprezá-la.
Pensou em tudo, inclusive morrer para não sofrer mais, para finalmente sentir aquela sensação de acordar e não pensar que vai ter que ir para mais um dia de pesadelo. As pessoas dizem que é necessário denunciar, pois isso é um crime, e tal. Só que o problema é que estamos a falar de crianças e não de adultos: elas sentem repulsa, ódio, nojo, não só dos outros, mas também deles próprios, por estarem a ser vítimas dos próprios colegas. Denunciar não é fácil, ninguém imagina o que uma pessoa vítima de bullying sente, é inexplicável. As consequências desses actos são desastrosas, podendo o adolescente largar os estudos ou baixar o seu rendimento escolar, isso para não falar que muitas vítimas chegam a concordar com esses tipos de actos. Felizmente, o pesadelo dela teve um final feliz porque ela conseguiu passar de ano e, com isso, teve a oportunidade de mudar de escola, e começou uma nova etapa da sua vida.
E assim foi. Mudou de escola onde a tratavam muito bem, era respeitada, tinha amigos que confiavam e gostavam muito dela, além disso os professores, as auxiliares e a directora da escola eram pessoas maravilhosas.
Foi aí que conheceu o grande amor da sua vida que por acaso também era seu colega de turma. Estava a entrar na adolescência e a tentar recuperar de uma das piores fases da sua vida. Ele chamava-se Rodrigo, um belo jovem de cabelo castanho, dono de uns olhos encantadores e um sorriso maravilhoso. Constança apaixonou-se no primeiro instante em que os seus olhos se cruzaram com os dele, e imediatamente se tornaram grandes amigos, quase que se pode dizer inseparáveis pois passavam muito tempo juntos. Se não fosse o facto de ele ter namorada, isso não os impediu de criarem um forte laço de amizade e o que mais lhe chamou a atenção não foi o facto de ele ser bonito, mas sim o facto de não ter ligado à clara evidência de Constança ter limitações.
O tempo foi passando e o seu amor foi aumentando. Quando ele se aproximava as suas mãos suavam, o seu coração disparava, as suas pernas tremiam e a sua voz parecia não querer sair. Ele não era um homem perfeito, mas era o homem por quem estava completamente apaixonada e isso não podia negar.
Mas houve um dia em que ele resolveu fazer-lhe uma coisa que a deixou profundamente magoada, foi uma humilhação total e isso nunca podia perdoar. No dia seguinte, ele mostrou-se muito arrependido e pediu-lhe muitas desculpas, contudo Constança não o quis ouvir. Passados três dias, ele fez-lhe uma surpresa: quando ela chegou, tinha-o ajoelhado a ela, Constança só pensava em abraçá-lo e beijá-lo, mas não podia pois estava desiludida com ele. Passada uma semana, não resistiu e acabou por perdoá-lo, foi ela a tomar a iniciativa. Rodrigo estava num grupo de amigos quando esta o chamou para conversar:
– Temos que
