Sobre este e-book
Leia mais títulos de Lino Porto
50 Tipos De Poesia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSímplices Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNunca Matei Um Passarinho Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Cobertor Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPoemas Inservíveis Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMusic And Me Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Pequeno Simples Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPouco Além Do Jardim Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLiteratices, Literaturas E Leituras À Toa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasContos Incômodos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAs Estripulias De Bertila E Bertoldo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDa Mais Alta Janela Da Minha Casa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Paz Que Simplifica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLazarones Nota: 0 de 5 estrelas0 notasExílio, Luxúria, Êxtase Nota: 0 de 5 estrelas0 notasVersos Lusos Em Crescendo Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Passarinho No Fio De Luz Nota: 0 de 5 estrelas0 notasContos Esotéricos E Exotéricos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAntologia (mais Que) Poética Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTodas As Minhas Ideias, Todos Os Meus Ideais Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMemória Cinematográfica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLaterais Literais E Literários Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTudo Sobre Poesia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNão Há Mais Para Onde Fugir Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Medo No Rosto Dos Heróis Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSonetos Em Si Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Solidão Faz A Força Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCamaleão Incolor Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSigno De Passarinho Nota: 0 de 5 estrelas0 notasO Suave E O Brusco Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Autores relacionados
Relacionado a 50 Tipos De Poesia
Ebooks relacionados
Espumas flutuantes Nota: 3 de 5 estrelas3/5O navio negreiro e outros poemas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA Alameda Dos Moinhos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPoemas de Olavo Bilac: Seleção de poemas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAntologia poética Nota: 0 de 5 estrelas0 notasViola de bolso: Mais uma vez encordoada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasClaridades do sul Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTecendo Palavras Nota: 0 de 5 estrelas0 notas7 Melhores Contos - Autores Nordestinos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasIlíada Nota: 0 de 5 estrelas0 notasDança dos sabres Nota: 0 de 5 estrelas0 notasHavê-la enquanto se vive: Coletânea de 150 melhores poemas e o inédito O MAR MAIS AZUL Nota: 0 de 5 estrelas0 notasClepsydra Poêmas de Camillo Pessanha Nota: 5 de 5 estrelas5/5Uma Antologia Da Vida Em Poesia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSobre As Acrópoles E As Caliandras Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOs Primeiros Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSimplesmente Metáforas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLágrimas de chuva Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEstradeando Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPoesias Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEu e outras poesias Nota: 4 de 5 estrelas4/5Prosa Versificada I Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPoemas Amazônicos Nota: 0 de 5 estrelas0 notasGitanjali: Oferendas Líricas Nota: 0 de 5 estrelas0 notasLira Romântica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasA canção soberana Nota: 0 de 5 estrelas0 notasSilêncio Nota: 0 de 5 estrelas0 notasTriste Bahia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasNem A Poesia Salva Nota: 0 de 5 estrelas0 notasFLORES DO MAL - Baudelaire Nota: 0 de 5 estrelas0 notas
Poesia para você
Acreditar em mim é a minha única possibilidade de existir Nota: 5 de 5 estrelas5/5Pra Você Que Sente Demais Nota: 5 de 5 estrelas5/5Felizes por enquanto: Escritos sobre outros mundos possíveis Nota: 5 de 5 estrelas5/5A Odisseia Nota: 0 de 5 estrelas0 notasOs Lusíadas (Anotado): Edição Especial de 450 Anos de Publicação Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAlguma poesia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Aprenda Tocar Violao Em 120 Dias Nota: 0 de 5 estrelas0 notasEu e outras poesias Nota: 4 de 5 estrelas4/5Box A Divina Comédia Nota: 5 de 5 estrelas5/5Mulher Virtuosa Nota: 0 de 5 estrelas0 notasPara onde vai o amor? Nota: 5 de 5 estrelas5/5Ele que o abismo viu: Epopeia de Gilgámesh Nota: 5 de 5 estrelas5/5Contos Pornôs, Poesias Eróticas E Pensamentos. Nota: 0 de 5 estrelas0 notasJamais peço desculpas por me derramar Nota: 4 de 5 estrelas4/5O amor vem depois Nota: 4 de 5 estrelas4/5Nebulosas - Narcisa Amália Nota: 5 de 5 estrelas5/5Reunião de poesia: 150 poemas selecionados Nota: 4 de 5 estrelas4/5Cartas a um Jovem Poeta Nota: 4 de 5 estrelas4/5Claro enigma Nota: 5 de 5 estrelas5/5Eu me amo mesmo?: Histórias sobre virar você Nota: 4 de 5 estrelas4/5Poemas ruins e minha vida Nota: 0 de 5 estrelas0 notasAristóteles: Poética Nota: 5 de 5 estrelas5/5Cartas a um jovem poeta: incluindo as cartas que o jovem poeta, Franz X. Kappus, enviou a Rilke Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMeu braço esquerdo: Um sim à vida Nota: 5 de 5 estrelas5/5Consciência Mediúnica Nota: 0 de 5 estrelas0 notasCANTOS A BEIRA-MAR Nota: 5 de 5 estrelas5/5AS METAMORFOSES - Ovídio Nota: 2 de 5 estrelas2/5Banhos De Ervas De Cada Orixá Nota: 0 de 5 estrelas0 notasMelhores Poemas Cora Coralina Nota: 0 de 5 estrelas0 notasWALT WHITMAN - Poemas Escolhidos Nota: 3 de 5 estrelas3/5
Categorias relacionadas
Avaliações de 50 Tipos De Poesia
0 avaliação0 avaliação
Pré-visualização do livro
50 Tipos De Poesia - Lino Porto
50 TIPOS DE POESIA
VOLUME I
Lino Porto
Copyright © 2023 by Lino Porto
Todos os direitos reservados. Proibida toda e qualquer forma de reprodução sem a permissão expressa do autor.
Apoio: Clube de Autores (www.clubedeautores.com.br)
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
1. Poesia : Literatura brasileira B869.1
Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
50 TIPOS DE POESIA
VOLUME I
Lino Porto,
Curitiba, 2022.
"Poesia, sobre os princípios
E os vagos dons do universo:
Em teu regaço incestuoso,
O belo câncer do verso".
(Carlos Drummond de Andrade,
Brinde no Banquete das Musas)
SUMÁRIO
PREFÁCIO
– GRECO-ROMANOS –
01. IDÍLIO e ÉCLOGA
02. ELEGIA
03. ODE
04. DITIRAMBO
05. EPIGRAMA e EPITÁFIO
– MEDIEVAIS –
06. CANÇÃO
07. BALADA
08. MADRIGAL
09. CANTIGA
10. TROVA
11. TERZA RIMA
12. SONETO
13. RONDÓ
14. RONDEL
15. RONDELET
16. TRIOLÉ
17. VILANCETE
18. VILANELA
19. ESPARSA
20. OITAVA RIMA
21. SEXTINA
– ORIENTAIS –
22. HAICAI
23. GAZAL
24. RUBAIYAT
25. CÁSIDA
26. MOACHAHA
27. PANTUM
28. NAANI
29. KATAUTA e SEDOKA
30. TANKA e SOMONKA
31. KANSHI
– MODERNOS –
32. VERSOS LIVRES
33. POEMA EM PROSA (PROSA POÉTICA)
34. IMAGISMO
35. FUTURISMO
36. POESIA CONCRETA
37. CINQUAIN
38. LIMERICK
39. OULIPO
40. FIBHAIKU
41. INDRISO
42. POETRIX
43. SPINA
44. SÍNTIPO
45. ALDRAVIA
46. POEMA-MINUTO
47. PARLENDA
48. CORDEL e REPENTE
49. RAP e SLAM
50. TWITTERATURE
ALGUMA BIBLIOGRAFIA
PREFÁCIO
Habituado somente ao verso livre, algumas quadras e eventuais sonetos, decidi dar-me a missão de estudar todos os tipos conhecidos de poesia e elaborá-los, um a um, pondo o máximo de mim nesta tarefa. Foram anos neste desafio, muitas consultas a livros, sites, teses e ensaios. Ao final, gerei como que um livro de poemas para poetas, ainda que amadores como eu... Ou que ao menos tenta ajudar o leitor curioso a compreender melhor o labor poético.
O objetivo deste trabalho, portanto, é ser didático, mas didático apenas para comigo mesmo. Não pretendo que digam olhem como escreve bem!
, e nem pretendo que esta obra se torne referência a tal temática. Outros já devem ter realizado projeto semelhante, possivelmente com resultados mais dignos.
Desejava apenas provar a mim mesmo ser capaz de escrever qualquer tipo de texto em verso, ainda que o produto final possa revelar-se insatisfatório do ponto de vista poético. Ainda assim, todos os poemas aqui expostos estão, ao menos estruturalmente, corretos
.
Há, por baixo, ao menos mais uma centena de tipos de poesia que estou a pesquisar, os quais devem desembarcar em um volume II
, com o qual espero encerrar de vez esta jornada.
Descrevi, em linhas gerais, a estrutura que permeia cada tipo apresentado, suas origens, temas dominantes, métrica, ritmo e rimas, além de outras curiosidades que podem apoiar o leitor comum a entender cada tipo de poesia com mais espírito crítico, para além da simples leitura usual.
Iniciei pela antiguidade clássica (gregos e romanos), cujas formas poéticas não são exatamente fixas
, mas cujos limites temáticos estão razoavelmente bem delineados. Segui com a poesia medieval (em que incluí, alargando o conceito, o período do renascimento e do barroco) na qual delineio os reais poemas de forma fixa, muitos dos quais perduram até hoje com bastante sucesso (o soneto é seu exemplo mais notável), fruto talvez da sociedade europeia já imbuída dos espíritos do mercantilismo e, pouco depois, do racionalismo, sacramentando seu domínio cultural sobre o mundo. Passeei a seguir pelos orientais
, os quais também muito nos influenciaram, legando-nos grandes achados poéticos, e, por fim, cheguei nos modernos, com suas formas aparentemente livres, mas com suas características especiais ou algumas regras mínimas em sua composição.
Fique claro que este compêndio
jamais pretendeu aprofundar-se em cada tipo de poema para além do que aqui é exposto em termos gerais, com ênfase apenas em seus aspectos externos. Mesmo o estudo de suas origens não pretende ser mais do que um resumo, de forma alguma encerrado as muitas dúvidas que ainda cercam determinados títulos, cujas raízes mais profundas se perdem na história da civilização.
Reforço que todos os versos aqui tomados como exemplos de tais tipos de poesia são de minha autoria, Tentativa generosa que me permiti para tentar enquadrar-me nos limites por vezes estreitos da arte poética. Se não redundaram em nenhuma obra-prima, ao menos podem servir de estímulo para que outros poetas, amadores como eu, também o tentem.
Considero-me realizado em poder compartilhar esta aventura com o leitor.
O autor. (30/04/2021)
– GRECO-ROMANOS –
Os primeiros textos registrados em versos provavelmente foram o Mahabharata, código hindu datado do século IX a.C., os quais remontam à tradição oral da Índia de tempos imemoriais. Foram os gregos, porém, com A Ilíada e A Odisseia, atribuídas a Homero (VIII a.C.), que criaram os primeiros versos a exercer grande influência sobre a literatura ocidental. A vasta cultura helênica criou os motivos e as formas de poesia (e não só de poesia) que hoje conhecemos e ainda praticamos (embora sendo permanentemente adaptados aos novos tempos). Não me refiro apenas à narrativa homérica em suas epopeias, mas também à poesia dramática e, sobretudo, à poesia lírica, com seus versos sempre acompanhados por música (cítaras, flautas, coros, percussão etc.), em uma mescla de arte poética, musical, teatral e retórica que acabou influenciando decisivamente o Império Romano que o sucedeu e, na sequência, todo o Ocidente.
Pouco será mencionado sobre poesia épica (como a que fizeram Homero, Virgílio, Dante, Camões etc.), tampouco sobre a dramática (Ésquilo, Sófocles, Shakespeare e tantos outros), haja vista o espaço curto a que me reservei e, obviamente, a minha incapacidade para chegar a tal nível.
Analisarei, ainda que superficialmente, e exemplificarei com meus próprios versos, alguns tipos mais proeminentes da poesia lírica criados na antiguidade clássica que permanecem atuais e continuam a influenciar, por vezes inconscientemente, todo autor que se pretenda um verdadeiro poeta.
01. IDÍLIO e ÉCLOGA
. Origem: os primeiros versos deste gênero surgiram na Grécia com o poeta Teócrito (310 a.C. – 260 a.C.), sendo chamados de idílios. Posteriormente, Virgílio, poeta latino, os desenvolveu em suas Bucólicas. Antes deles, Hesíodo já cantara a vida pastoril, assim como a notamos nos salmos do rei Davi, tendo em vista a predominância da vida rural àquele tempo. Na Idade Média, com Dante Alighieri, e, a seguir, no Renascimento, com Luís de Camões, Gil Vicente, Lope de Vega e outros, manteve-se cultivada. Poetas modernos, como Stéphane Mallarmé e Fernando Pessoa (Alberto Caieiro) também escreveram éclogas.
. Temática: écloga (ou égloga) é o poema que canta a vida no campo, especialmente de pastores e seus rebanhos, exaltando a simplicidade do interior em oposição à vida na cidade. O poema deve conter diálogos ou solilóquios sobre assuntos bucólicos, rústicos, em louvor à natureza, uma espécie de retorno ao paraíso perdido (portanto, em tom dialógico, formando quase que um texto teatral). A diferença básica entre idílio e écloga é que o primeiro é só narrativo, não havendo diálogos. Em seu princípio, faziam referências à mitologia greco-romana ao evocar ninfas, sátiros e outras entidades em sua composição.
. Estrofes, métrica, ritmo e rimas: não há regras precisas quanto a estes elementos, permitindo liberdade ao poeta, desde que o ambiente campestre esteja presente e haja diálogos entre os personagens do poema. Subentende-se, pois, que o poema tenderá a ser um pouco extenso, como as odes e as elegias.
Em meu exemplo moderno, mantive o tom narrativo do idílio, entremeado com alguns diálogos pastoris exigidos para a écloga.
CAMPEIROS
Não alembro a minha idade, mas não era muita.
Lá ia com meu pai procurar o nosso gado
Pela vasta planície do campo da Eira,
Coalhada de rezes, esterco e mosquito.
Eram bem poucas as nossas pobres cabeças,
Contra uma vastidão de milhares de outras.
Meu pai mirava da porteira o horizonte
E ditava o nosso rumo para encontrá-las,
Juntá-las e vaciná-las contra o carbúnculo
Ou a aftosa antes que o anoitecer triunfasse.
Mas onde estariam os nossos parcos bois
Em meio à multidão daquele descampado?
Só uma única árvore e um ou outro arbusto,
De resto era capim pisado, até bem verde,
E um morro ao fundo limitando o nosso
